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sábado, 19 de março de 2011

As Florestas e o Ser Humano

As Nações Unidas encomendou a Yann Arthus-Bertrand (mesmo criador do expetacular filme-documentãrio HOME) para produzir o filme oficial de lançamento do 2011 - Ano Internacional das Florestas. Após o sucesso de seu filme inicial, visto por 400 milhões de pessoas, o fotógrafo criou um curto filme de 7 minutos cheias de imagens aéreas de florestas e outras áreas.

Este filme foi exibido durante a sessão plenária da Nona Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (24/01 a 04/02/2011) em Nova York. Ele está disponível para distribuição mundial ao público, gratuitamente, e para download desde 02 de fevereiro.

Infelizmente ainda somente dispomos de versão em inglês.


Of Forests and Men from GoodPlanet on Vimeo.

FONTE: http://www.goodplanet.org/forests/the-film.html

sábado, 8 de maio de 2010

TODOS PODEMOS CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR

Ontem estava a conversar com uma amiga sobre questões que envolvem a vida como um todo, nosso planeta, nós humanos, etc. E falávamos de como nos incomoda os rumos que a humanidade vai tomando em sobre questões importantes.

E sempre nesse tipo de conversa me bate uma desolação pela minha pequenez frente a tão grande, intrincada e complexa questão. O que euzinha, nesse meu mundinho pequeninho pelo qual deixo meu rastro, posso fazer para minimizar tantos problemas criados pelo ser humano no que se refere à vida planetária e seus moradores. Após relutar, acabava por me conformar em fazer o que está a meu alcance. Postar idéias neste blog sobre vida saudável é uma delas.

E ontem, por um acaso, nos meus passeios pelos vídeos do youtube caí em HOME. E posso lhes dizer, para quem se interessa por um mundo melhor, vale a pena assistir. Ele nos dá a exata dimensão do quanto predadores somos e o perigo iminente dessa predação se voltar até contra nós mesmos. Estamos acabando rápido e mais rápido com os recursos naturais de nosso planeta e mexendo descontroladamente no equilíbrio de muitos e importantes ecossistemas. E o filme apresenta também uma solução prática e fácil para minimizar tamanha predação: pense antes de comprar. E de fato, se uma maioria começa a exercer essa consciência é uma forma de se forçar mudanças de rumos para uma tecnologia mais saudável, mudar hábitos das indústrias, das empresas, dos serviços, política, etc., pois sem compradores ou usuários o "mercado", as empresas, serviços, buscam alternativas que fomentem demanda. Podemos usar o poder que o capitalismo nos impõe a favor do que queremos. Já há alguns anos que penso antes de comprar: "realmente preciso disso, ou está me sendo imposto? Qual a relação custo para o planeta e benefício para mim isso traz? Posso viver sem isto? Posso trocar por algo mais saudável para mim e para o planeta?". Geralmente na primeira pergunta já tenho a resposta. Na verdade não precisamos de muito para viver. Mas, nunca eu havia pensado na força dessa frase em termos de movimento social: "Pense antes de comprar". Fica aí a dica. Espalhe. Conscientize-se. Conscientize.

E aqui está o link para o documentário HOME


sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - LONGE DE SE COMEMORAR

05 Jun 2009
As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público manifestar, durante a semana do meio ambiente, sua extrema preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira e afirmar, com pesar, que esta não é uma ocasião para se comemorar.

É sim momento de repúdio à tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas.

Recentes medidas dos poderes Executivo e Legislativo, já aprovadas ou em processo de aprovação, demonstram claramente que a lógica do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente adequado e economicamente sustentável.

1. Já em novembro de 2008 o Governo Federal cedeu pela primeira vez à pressão do lobby da insustentabilidade ao modificar o decreto que exigia o cumprimento da legislação florestal (Decreto 6514/08) menos de cinco meses após sua edição.

2. Pouco mais de um mês depois, revogou uma legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras para colocar em seu lugar um decreto que põe em risco a maior parte de nosso patrimônio espeleológico. A justificativa foi que a proteção das cavernas, que são bens públicos, vinha impedindo o desenvolvimento de atividades econômicas como mineração e hidrelétricas.

3. Com a chegada da crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que contingenciava grande parte do já decadente orçamento do Ministério do Meio Ambiente (hoje menor do que 1% do orçamento federal), o governo baixava impostos para a produção de veículos automotores. Fazia isso sem qualquer exigência de melhora nos padrões de consumo de combustível ou apoio equivalente ao desenvolvimento do transporte público, indo na contramão da história e contradizendo o anúncio feito meses antes de que nosso País adotaria um plano nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa.

4. Em fevereiro deste ano uma das medidas mais graves veio à tona: a MP 458 que, a título de regularizar as posses de pequenos agricultores ocupantes de terras públicas federais na Amazônia, abriu a possibilidade de se legalizar a situação de uma grande quantidade de grileiros, incentivando, assim, o assalto ao patrimônio público, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal. Ontem (03/06) a MP 458 foi aprovada pelo Senado Federal.

5. Enquanto essa medida era discutida - e piorada - na Câmara dos Deputados, uma outra MP (452) trouxe, de contrabando, uma regra que acaba com o licenciamento ambiental para ampliação ou revitalização de rodovias, destruindo um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e feita sob medida para se possibilitar abrir a BR 319 no coração da floresta amazônica, com motivos por motivos político-eleitorais. Essa MP caiu por decurso de prazo, mas a intenção por trás dela é a mesma que guia a crescente politização dos licenciamentos ambientais de grandes obras a cargo do Ibama, cuja diretoria reiteradamente vem desconhecendo os pareceres técnicos que recomendam a não concessão de licenças para determinados empreendimentos.

6. Diante desse clima de desmonte da legislação ambiental, a bancada ruralista do Congresso Nacional, com o apoio explícito do Ministro da Agricultura, se animou a propor a revogação tácita do Código Florestal, pressionando pela diminuição da reserva legal na Amazônia e pela anistia a todas as ocupações ilegais em áreas de preservação permanente. Essa movimentação já gerou o seu primeiro produto: a aprovação do chamado Código Ambiental de Santa Catarina, que diminui a proteção às florestas que preservam os rios e encostas, justamente as que, se estivessem conservadas, poderiam ter evitado parte significativa da catástrofe ocorrida no Vale do Itajaí no final do ano passado.

7. A última medida aprovada nesse sentido foi o Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais, e rasga um dos pontos principais da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada pelo País em 1992, e que determina que aquele que causa a degradação deve ser responsável, integralmente, pelos custos sociais dela derivados (princípio do poluidor-pagador). Agora, independentemente do prejuízo imposto à sociedade, o empreendedor não terá que desembolsar mais do que 0,5% do valor da obra, o que desincentiva a adoção de tecnologias mais limpas, porém mais caras.

8. Não fosse pouco, há um ano não são criadas unidades de conservação, e várias propostas de criação, apesar de prontas e justificadas na sua importância ecológica e social, se encontram paralisadas na Casa Civil por supostamente interferirem em futuras obras de infra-estrutura, como é o caso das RESEX Renascer (PA), Montanha-Mangabal (PA), do Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM), do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (PR) e do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas (SC/RS).

Diante de tudo isso, e de outras propostas em gestação, não podemos ficar calados, e muito menos comemorar.

Esse conjunto de medidas, se não for revertido, jogará por terra os tênues esforços dos últimos anos para tirar o País do caminho da insustentabilidade e da dilapidação dos recursos naturais em prol de um crescimento econômico ilusório e imediatista, que não considera a necessidade de se manter as bases para que ele possa efetivamente gerar bem-estar e se perpetuar no tempo.

Queremos andar para frente, e não para trás. Há um conjunto de iniciativas importantes, que poderiam efetivamente introduzir a variável ambiental em nosso modelo de desenvolvimento, mas que não recebem a devida prioridade política, seja por parte do Executivo ou do Legislativo federal.

Há anos aguarda votação pela Câmara dos Deputados o projeto do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas. Nessa mesma fila estão dezenas de outros projetos, como o que institui a possibilidade de incentivo fiscal a projetos ambientais, o que cria o marco legal para as fontes de energia alternativa, o que cria um sistema de pagamento por serviços ambientais, dentre tantos que poderiam fazer a diferença, mas que ficam obscurecidos entre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e outra. E enquanto o BNDES ainda tem em sua carteira preferencial os tradicionais projetos de grande impacto ambiental, os pequenos projetos sustentáveis não têm a mesma facilidade e os bancos públicos não conseguem implementar sequer uma linha de crédito facilitada para recuperação ambiental em imóveis rurais.

Nesse dia 5 de junho, dia do meio ambiente, convocamos todos os cidadãos brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e responsável.

Brasil, 04 de junho de 2009

Assinam:
Amigos da Terra / Amazônia Brasileira
Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Conservação Internacional Brasil
Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento –
FBOMS
Fórum das ONGs Ambientalistas do Distrito Federal e Entorno
Greenpeace
Grupo Ambiental da Bahia – GAMBA
Grupo Pau Campeche
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
I.E.S/SP
Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB/MS
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM
Instituto Socioambiental – ISA
Instituto Terra Azul
Mater Natura
Mira-Serra/RS
Movimento de Olho na Justiça – MOJUS
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Sociedade Brasileira de Espeleologia
The Nature Conservancy – TNC
Via Campesina Brasil
WWF Brasil

FONTE: http://www.wwf.org.br/?20040/Nota-pblica-contra-o-desmonte-da-poltica-ambiental-brasileira



PODE-SE COMEMORAR?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PONTO SEM VOLTA PARA AMAZÔNIA É DE 50%



YAHOO NOTÍCIAS
Qui, 20 Nov, 06h08
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/20112008/25/manchetes-ponto-volta-am
azonia-50-diz.html

O limite máximo de desmatamento que a Amazônia pode suportar antes de se transformar irreversivelmente numa savana é 50%, segundo um estudo divulgado hoje em Manaus pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o chamado "ponto sem retorno", ou tipping point, em inglês, a partir do qual a floresta perde a capacidade de se regenerar. Hoje, cerca de 20% do bioma já foi desmatado em toda a América do Sul. Se os atuais 20% de área desmatada chegarem a 50%, a situação se tornará irreversível.

A região mais impactada pela transformação seria a Amazônia Oriental, formada principalmente pelo Pará. "Todo o leste da Amazônia viraria uma savana", disse Sampaio, que apresentou os resultados de sua tese de doutorado na conferência Amazônia em Perspectiva, que reúne os três maiores programas de pesquisa sobre a floresta (conhecidos pelas siglas LBA, Geoma e PPBio). "A floresta se auto-sustenta", explicou o cientista. "A vegetação depende do clima, mas o clima também depende da vegetação. Quando você remove a cobertura vegetal, você muda também o clima, até um ponto crítico em que a floresta não consegue mais voltar ao que era antes."

A porção oeste do bioma permaneceria relativamente imune às alteração, blindada pelos índices pluviométricos mais elevados nas regiões próximas aos Andes. A transformação "sem volta" ocorreria somente nas áreas já desmatadas, segundo Sampaio - apesar de outros cientistas acreditarem que o desmatamento no leste poderá cortar o fluxo de vapor de água para o interior da floresta, no oeste.

A tese de Sampaio é a expansão de um trabalho publicado por ele mesmo e colegas no ano passado, que abrangia apenas a Amazônia Oriental e estimava o ponto sem volta em 40% de desmatamento. O novo modelo é mais completo porque abrange toda a Amazônia na América do Sul e faz o casamento entre as flutuações de clima e vegetação, enquanto o anterior trabalhava apenas com variação de cobertura florestal.

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Imagens adicionadas
FONTES:
ecourbana.wordpress.com
elt0n.wordpress.com
http://simultanea.files.wordpress.com/2007/08/amazonia_1_cpb.jpg

mixideias.blogspot.com http://www.dahoraonline.com.br/img/atualidade/slide0014_image085.jpg











segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Seres vivos pedem socorro!!!!

Nós, seres humanos da nação brasileira, estamos assassinando, ativamente ou passivamente, milhares de espécies de imensos ecossistemas no que ainda resta de verde em nosso país. Hoje visitei o site Globo Amazônia - http://www.globoamazonia.com/ e fiquei estarrecida com a quantidade imensurável de focos de desmatamentos e queimadas em toda a região Norte, Centro-Oeste (MT e TO) e Maranhão.

No Mato Grosso e no Maranhão, quase não se vê mais abundância de florestas. O que ainda resta está contaminado de destruição em ação.

Em toda a região Norte, é absurda a destruição que observamos passivamente. Quanto mais você aproxima o zoom mais focos aparecem como uma praga, um câncer. Iniciei colocando meus protestos nos ditos focos com o zoom bem distanciando mas à medida que ia sendo necessário aproximar o zoom os focos se multiplicavam numa progressão geométrica. Vá lá e veja vc mesmo. É de arrepiar! Não podemos ficar omissos fazendo de conta que não temos nada a ver com aquela região e que o Governo é que é o responsável. O Governo é responsável sim, mas todos nós somos co-responsáveis.

Aí está um dos impressionantes registros (entorno da cidade de Marabá/PA) desse câncer que tem cor vermelha, queima, tem som de motosserra e, acima de tudo, está a serviço do capital de uns poucos grandes predadores. Iguais a isto tem vários outros.




















Os pontos marrons são focos de desmatamento e os pontos de fogo são queimadas!!!

Para vocês terem uma idéia do tamanho da ganância desses troços (não encontro um adjetivo que os qualifique adequadamente):

Segundo o Inpe (Institudo Nacional de Pesquisas Espaciais), o acumulado de devastação na Amazônia Legal é de 631.369 km2 até 31 de julho de 2002 (ver http://www.planalto.gov.br/casacivil/desmat.pdf)

A partir desta data, os dados de desmatamento são os seguintes, sempre segundo o Inpe:

25.247 km2 (agosto de 2002 até julho de 2003)
27.423 km2 (agosto de 2003 até julho de 2004)
18.846 km2 (agosto de 2004 até julho de 2005)
14.109 km2 (agosto de 2005 até julho de 2006)
11.532 km2 (agosto de 2006 até julho de 2007)

Total: 728.526 km2 (total)

Para se ter uma noção relativa aos dados acima, abaixo informo a superfície/área total de alguns estados do Brasil:
Amazonas - 1.570.745,680 Km² (maior estado do Brasil)
Pará - 1.247.689,515 Km² (2° maior)
Mato Grosso - 903.357,908 Km² (3° maior)
Maranhão - 331.983,293 Km² (8° maior)