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segunda-feira, 13 de abril de 2009

CONSEQUÊNCIAS DA INDÚSTRIA CAPITALISTA GRANJEIRA

Já ouvi falar sobre o assunto da notícia abaixo quanto ao uso exagerado de antibióticos em frangos há muitos anos, inclusive comentado e corroborado por zootecnistas e veterinários que conheço. E a maioria das pessoas validam a mesma desculpa lucrativa sustentada pela indústria granjeira voltada às grandes populações de que é um mal necessário para que não haja mais fome ainda no mundo.

E aí venho com um pensamento crítico: quem realmente passa fome é porque não tem condições para sua própria produção alimentar ou porque não consegue gerar dinheiro suficiente para adquirir alimento. Se não tem dinheiro, como pode ser diminuída a sua fome? É fato, que a produção em escala barateia os custos, diminui o valor de venda e dá mais acesso a populações mais pobres. Pode até ser que sejam feitas doações para uns tantos. Mas, a que preço? Não me refiro a dinheiro. Refiro-me a consequências biológicas funestas em larga escala e de longo prazo, que geram prejuízos no sistema de saúde, no trabalhador e de volta na produção. Mas, de verdade, acaba com a fome? Ou pelo menos reduz substancialmente a quantidade de pessoas com fome?

O ser humano é dotado de uma inteligência e criatividade tal que, com certeza, se a maioria de nossos objetivos fossem mais humanos, voltados para a comunidade e sociedades, para a preservação e valorização da vida como um todo e com visão de longo prazo, os rumos trilhados pela humanidade e seu futuro seriam bem menos sombrios.

Existem atualmente soluções mais voltadas para as questões humanas e ambientais, do que para o lucro. Sim, porque para a indústria, seu principal objetivo é o lucro que vai para uns poucos. Os interesses restantes vem abaixo do lucro e em função dele é que existem. E mais justo ainda seria se houvesse a distribuição do lucro. Empresas que distribuem seus lucros entre os funcionários perceberam que assim conseguem maior produtividade deles com melhor qualidade e, consequentemente, mais lucro. Menos mal!? O lucro faz parte do processo da sociedade capitalista. Já que não poderemos viver tão cedo numa sociedade humanista e biocêntrica, pelo menos podemos minimizar seus impactos em nossas vidas. Então, o lucro deixa de ser razão de existência para ser consequência de atos pautados na busca de soluções sustentáveis para a comunidade como um todo e de longo prazo, com minimização ao máximo dos impactos causados pela visão capitalista.

É preciso desenvolvermos urgentemente um senso crítico de longo prazo em relação ao que nos é oferecido pela indústria, dentre outros setores produtivos, principalmente por aqueles que visam as populações em massa. As indústrias agrícola e alimentícia, desenvolvem meios de produção que vão de encontro à sustentabilidade da vida numa visão biocêntrica, com a desculpa de que é necessário alimentar grandes quantidades de pessoas para evitar a fome no mundo. Ouvi essa resposta da grande maioria das pessoas de vários graus de conhecimento, com quem conversei sobre o assunto.

O ser humano, fazendo uso de sua inteligência e habilidade criativa, com certeza, pode buscar soluções menos capitalistas e mais biocêntricas para a alimentação, dentre outros segmentos. Há várias idéias, projetos e ações acontecendo e menor escala.

Precisamos ser mais abertos a mudanças, e para melhor. É só buscar, enxergar, aceitar e mudar. Recrie-se, recrie o mundo.

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Aí vai a notícia:

Anvisa aponta risco de antibiótico em frangos
13/04/2009


O uso indiscriminado de antibióticos na produção de frangos p
reocupa as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo por causa da possibilidade de a prática gerar bactérias resistentes a tratamentos - prejudicando também a saúde humana. Um estudo preliminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicado no início de 2008, encontrou, ainda que em uma minoria de casos, salmonelas (bactérias envolvidas em doenças de transmissão alimentar) resistentes a drogas humanas e veterinárias.

Ressalvadas a baixa incidência do problema e a inexistência de prova científica da relação do uso dos remédios em frangos com o aparecimento de bactérias resistentes em humanos, a própria agência considerou que os resultados são preocupantes, por representar risco à saúde pública, e recentemente resolveu ampliar o monitoramento da produção. "Não sabemos até que ponto a resistência dessas bactérias é natural ou adquirida", afirma Lucas Dantas, gerente de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Anvisa.

O estudo foi conduzido em 14 Estados, com 2.710 amostras de frango analisadas entre 2004 e 2006. Os resultados mostram que 4% das carcaças estavam contaminadas pela bactéria Salmonella spp, problema encontrado principalmente no Su
deste, que concentrou 50% dos casos. Segundo a Anvisa, as espécies mais encontradas foram S. enteritidis, seguidas de S. typhimurium, nas regiões Sudeste, Norte e Centro Oeste. O uso excessivo de antibióticos por humanos, além de outros fatores como a automedicação, as prescrições incorretas e o declínio nas pesquisas de novos remédios do tipo, estão causando uma pandemia de resistência às drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/13042009/25/manchetes-anvisa-aponta-risco-antibiotico-frangos.html


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Outra notícia:

A preocupação não é acabar com a fome, nem proporcionar uma alimentação saudável e rica para a população.

O objetivo é aumento do consumo....mais lucro:

Cadaval: Oferecidas cinco toneladas de frango no churrasco para promover consumo


Cinco toneladas de frango no churrasco vão ser distribuídas gratuitamente hoje, no Cadaval, num almoço que se realiza pela segunda vez e que tem por objectivo a promoção do consumo da carne de aves.

"É uma iniciativa que se deve realizar todos os anos porque a carne de aves é um bem nacional produzido com qualidade e ainda por cima barato", disse hoje à Lusa Fernando Correia, produtor e dirigente da Associação Nacional dos Centros de Abate e Indústrias Transformadoras de Carne de Aves (Ancave).

A iniciativa, em que são esperadas quatro mil pessoas, é apoiada pela ANCAVE, Câmara Municipal e a associação local de empresários e integra-se na Semana Gastronómica do Frango do Cadaval.

O município faz parte da região onde se concentra grande parte da produção nacional de aves, disse Fernando Correia.

No ano passado também se pretendia atenuar a redução no consumo provocada pela crise da gripe das aves.

Na altura, e segundo dados da associação, as dúvidas dos consumidores levaram a uma redução no consumo na ordem dos 35 a 40 por cento.

Além do almoço, até 05 de Maio decorre a Semana Gastronómica do Frango, período em que oito de restaurantes apresentarão uma ementa de frango.

Os melhores menus serão depois premiados no âmbito de um concurso gastronómico.

FONTE: www.agroportal.pt/x/agronoticias/2007/04/28c.htm


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E essa notícia é mais comum do que se imagina:

Bando adulterava frango

A Polícia Civil apreendeu ontem à tarde 7,5 toneladas de frango adulterado com prazo de validade vencido. O produto, que seria vendido para mercados de todas as regiões da cidade de São Paulo, estava em um depósito na Zona Leste. Segundo a polícia, a quadrilha falsificava a embalagem de cerca de 100 toneladas de carne por mês. A reportagem do JT encontrou no chão caixas de frango a céu aberto sem refrigeração em meio a ratoeiras. O local apresentava forte odor de carne podre. Os frangos eram fracionados (cortados em várias peças), sem identificação de procedência, sem prazo de validade e ao redor de baratas e roedores. Os frangos visivelmente estragados eram transformados em partes - filé de peito, coxa e sobrecoxa - e também colocados à venda, para driblar uma eventual fiscalização. O gerente vai responder por falsificação e adulteração de produto alimentício.

A quadrilha usava ******* nos frangos, mesmo deteriorados, para deixá-los com boa aparência. O quilo custava cerca de R$ 2,50 para o consumidor final, que chega a ser cerca de 50% mais barato do que o cobrado normalmente. De acordo com o laudo feito pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, o produto era impróprio para o consumo e nocivo à saúde pública.


FONTE: http://professormedeiros.blogspot.com/2008/02/spfrangos-congelados-uma-maquiagem.html - 29/02/2008

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A BARBÁRIE POR TRÁS DA CARNE DE VITELA OU BABY BEEF

A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia...Mas, o que pouca gente sabe é que o alimento vem de mais sofrimento ainda do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.

Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia. Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados.

O mercado de vitelas nasceu com o subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é feito esse ato de brutalidade: assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias.

Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso com alimentação que consiste de substituto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material.

Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida.

Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.

Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.

No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.

E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida.

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Se souber o que está comendo, a sociedade que não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos.

O consumidor (assim como o eleitor) tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais.

Fonte: Instituto Nina Rosa - Projetos por Amor à vida

OS ANIMAIS SÃO SERES VIVOS COMO NÓS E TÊM A MESMA IMPORTÂNCIA NA RODA DA VIDA QUE QUALQUER HABITANTE DESTE PLANETA.
VALORIZE A VIDA ANIMAL.
DIGA NÃO A MAIS ESTA BARBARIDADE!

Neste blog você encontra vários textos e vídeos sobre os malefícios da alimentação carnívora e para uma consciência voltada para a valorização e equilíbrio da vida como um todo.


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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mais um dos malefícios do consumo da carne

O que as pessoas comprometidas com um mundo melhor já descobriram há tempos, a ciência anda meio que a passos vagarosos em busca das soluções para que o ser humano não acabe sendo o protagonista de sua própria morte e de muitos outros seres vivos mais indefesos ante a nossa egocentricidade antropocêntrica. Mas, pelo menos vem se tentando, como se pode observar no artigo abaixo publicado pela BBC Brasil.

Quem realmente quiser conhecer de verdade os malefícios da carne no assassinato desses seres vivos, na saúde de todos os implicados e no planeta, assista as séries "Earthlings" (disponível neste blog em 10 partes - ver no índice "Filmes Curtas") e "A carne é fraca" (também disponível nesse blog).

Saúde e vida!

Irene Nousiainen

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Richard Black - 07/09/2008 06:41

'Comam menos carne', diz principal cientista da ONU

Segundo IPCC, pecuária lança mais gases do efeito estufa do que transporte.

As pessoas deveriam considerar comer menos carne como uma forma de combater o aquecimento global, segundo o principal cientista climático da Organização das Nações Unidas (ONU).

Rajendra Pachauri, que preside o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fará a sugestão em um discurso em Londres na noite desta segunda-feira.

Números da ONU sugerem que a produção de carne lança mais gases do efeito estufa na atmosfera do que o setor do transporte.

Mas um porta-voz da União Nacional dos Fazendeiros da Grã-Bretanha disse que as emissões de metano de fazendas estão caindo.

Pachauri acaba de ser apontado para um segundo termo de seis anos como presidente do IPCC, o órgão que reúne e avalia os dados sobre clima dos governos mundiais, e que já conquistou um prêmio Nobel.

"A Organização da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) estima que as emissões diretas da produção de carne correspondem a 18% do total mundial de emissões de gases do efeito estufa", disse à BBC.

"Então eu quero destacar o fato de que entre as opções para reduzir as mudanças climáticas, mudar a dieta é algo que deveria ser considerado."

Clima de persuasão

O número da FAO de 18% inclui gases do efeito estufa liberados em todas as etapas do ciclo de produção da carne - abertura de pastos em florestas, fabricação e transporte de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis em veículos de fazendas e as emissões físicas de gado e rebanho.

As contribuições dos principais gases do efeito estufa - dióxido de carbono, metano e óxido nítrico - são praticamente equivalentes, segundo a FAO.

O transporte, em contraste, responde por apenas 13% da pegada de gases da humanidade, segundo o IPCC.

Pechauri irá falar em um encontro organizado pela organização Compassion in World Farming, CIWF (Compaixão nas Fazendas Mundiais, em tradução-livre), cuja principal razão para sugerir que as pessoas reduzam seu consumo de carne é para reduzir o número de animais em indústrias pecuárias.

A embaixadora da CIWF, Joyce D'Silva, disse que pensar nas mudanças climáticas poderia motivar as pessoas a mudarem seus hábitos.

"O ângulo das mudanças climáticas pode ser bastante persuasivo", disse.

"Pesquisas mostram que as pessoas estão ansiosas sobre suas pegadas de carbono e reduzindo as jornadas de carro, por exemplo; mas elas talvez não percebam que mudar o que está em seu prato pode ter um efeito ainda maior."

Benefícios

Há várias possibilidades de redução dos gases de efeito estufa associados aos animais em fazendas.

Elas vão de ângulos científicos, como as variedades de gado geneticamente criadas para produzir menos metano em flatulências, até reduzir a quantidade de transporte envolvido, comendo animais criados localmente.

"A União Nacional dos Fazendeiros da Grã-Bretanha está comprometida em assegurar que a agropecuária seja parte da solução às mudanças climáticas, e não parte do problema", disse à BBC uma porta-voz do órgão.

"Nós apoiamos fortemente as pesquisas com o objetivo de reduzir as emissões de metano dos animais de fazendas, por exemplo, mudando suas dietas e usando a digestão anaeróbica."

As emissões de metano de fazendas britânicas caíram 13% desde 1990.

Mas a maior fonte mundial de dióxido de carbono vindo da produção de carne é o desmatamento, principalmente de florestas tropicais, que deve continuar enquanto a demanda por carne crescer.

D'Silva acredita que os governos negociando um sucessor ao Protocolo de Kyoto deveriam levar esses fatores em conta.

"Eu gostaria de ver governos colocarem metas para a redução de produção e consumo de carne", disse.

"Isso é algo que deveria provavelmente acontecer em nível global como parte de um tratado negociado para mudanças climáticas, e seria feito de forma justa, para que as pessoas que têm pouca carne no momento, como na África sub-saariana, possam comer mais, e nós no oeste comeríamos menos."

Pachauri, no entanto, vê a questão mais como uma escolha pessoal.

"Eu não sou a favor de ordenar coisas como essa, mas se houver um preço (global) sobre o carbono, talvez o preço da carne suba e as pessoas comam menos", disse.

"Mas, se formos sinceros, menos carne também é bom para a saúde, e ao mesmo tempo reduziria as emissões de gases do efeito estufa."

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

FONTE:
http://noticias.br.msn.com/artigo_bbc.aspx?cp-documentid=10136622#toolbar