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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ENTRE NESSA CAMPANHA POR VALORES HUMANOS

A equipe responsável pelo Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola (disponibilizado através da Internet de forma inteiramente gratuita) pede a todas as pessoas conscientes da importância e urgência de se ensinar valores como, respeito, não violência, honestidade, ética, solidariedade, bom convívio, responsabilidade, etc. às crianças e adolescentes, para colaborar na sua divulgação e implementação, tanto na rede de ensino quanto nos lares, tanto no Brasil, quanto nos demais países onde se fala português e/ou espanhol.
O Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola foi desenvolvido por um grupo de educadores (Fortaleza-CE), visando preencher uma lamentável lacuna existente no sistema de ensino fundamental e médio do Brasil, pois é fácil perceber que os grandes dramas sociais do país estão alicerçados principalmente na ausência e/ou pobreza de valores humanos na sociedade, como orientadores de atitudes e condutas.
Para que TODOS os interessados possam ter acesso ao mesmo, o Programa em referência é disponibilizado através da Internet de forma inteiramente gratuita, pelo site www.cincominutos.org
O grupo responsável pelo Programa não recebe, nem quer receber, qualquer ajuda material de quaisquer órgãos públicos e/ou particulares, com exceção do que se refira à sua divulgação.
Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola é um programa muito prático e de fácil utilização. Foi elaborado de forma a facilitar sua implementação e a assimilação dos ensinamentos por parte dos alunos:
a) as aulas são interativas e já vem prontas, não havendo necessidade de capacitar os(as) professores(as);
b) são aulas diárias de apenas cinco minutos de duração. Assim, não interferem com o andamento normal da programação das escolas, além de favorecer o aprendizado pela sua continuidade e encadeamento;
c) foram elaboradas, em sua maioria, com a utilização de contos e inserção de situações fictícias esclarecedoras, facilitando a fixação dos ensinamentos;
Para o ensino médio e também para a sua utilização no lar, o material didático foi adaptado para aulas de duração normal, e da mesma forma está disponível no site, com o título: Ensinando Valores Humanos a Crianças e Adolescentes – Volumes 01 e 02.
Importante destacar que, de novembro82009 a janeiro/2011, já foram registrados mais de 55.000 downloads desse material, em português. Convém observar, no entanto, que esses números quase nada representam ante o universo de escolas existentes em nosso país, e que ignoram a sua existência.
Inúmeras escolas têm contatado a equipe responsável pelo Programa, informando que o mesmo está sendo muito bem aceito, tanto pelos alunos, quanto pelos professores, reafirmando sua importância num momento como este, quando tais valores se tornam cada vez mais escassos em nossa sociedade. Várias acrescentaram que, apesar de tão curto espaço de tempo, já estão percebendo salutares mudanças nos hábitos comportamentais dos alunos.
O Programa também foi traduzido para o espanhol e começou a ser disponibilizado no site em maio/2010 e até janeiro/2011 já foram registrados mais de 1.800 downloads do material nesse idioma, além de contar com a visita de 68 países, e já se registra o apoio de algumas instituições no Chile, Argentina e Espanha, como pode ser visto no site.
No Brasil, o material didático do Programa foi examinado por algumas secretarias estaduais de educação, como as de Santa Catarina e Minas Gerais, e considerado de grande valia para ser trabalhado com as crianças e adolescentes. Em Santa Catarina foi recomendado às mais de 1.300 escolas do Estado e em Minas Gerais às suas quase 4.000 escolas.
Também o Ministério da Educação do Brasil – MEC lhe dá apoio, como se pode ver em seu site, no Portal do Professor, em Projetos Sociais e Educacionais:  http://portaldoprofessor.mec.gov.br/link.html?categoria=19

COMO COLABORAR:
1 – Entre no site www.cincominutos.org, preencha o cadastro na página Material Didático e faça download de algumas aulas para poder aquilatar melhor sobre a importância delas.
2 – Se você tem filhos, netos sobrinhos, etc. no ensino fundamental (a partir do 5º ano) ou no ensino médio, procure a diretoria da(as) escola(as) onde estudam e apresente este Programa, sugerindo que o adotem.
3 – Procure a secretaria de educação da sua cidade ou estado, com o mesmo objetivo.
4 – Divulgue o Programa junto aos amigos, em suas listas de e-mails na Internet, etc.

Somos imensamente gratos pela colaboração que puder prestar e por podermos colaborar na construção de um mundo melhor.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CARTA DA TERRA

CARTA DA TERRA (1) 

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a maior responsabilidade de promover o bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.
  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.
  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida. 

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(1) A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.

O documento é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

VALORES HUMANOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O Programa de Valores humanos para crianças e adolescentes já conta com 600 (seiscentas) aulas prontinhas, as quais você pode fazer download gratuito no site: http://cincominutos.org/. No site também já encontram-se as 100 (cem) primeiras aulas traduzidas para o espanhol.

Para quem ainda não sabe, essas aulas são cada uma de cinco minutos apenas de duração a serem dadas no começo de cada aula todos os dias. Todas as aulas já vem prontas para serem utilizadas e não necessita de nenhum estudo prévio por quem o utilizar. O programa não é rígido, portanto, pode ser adaptado às necessidades dos envolvidos no processo de aprendizagem. Pais ou responsáveis também podem utilizá-las para melhor educar seus filhos em valores humanos.  E o bom é que não são aquelas aulas chatas de conteúdo apenas. A escritora procurou fazer uso de sugestões de meios de socialização de assuntos, exemplos criativos, historinhas, etc.


O interesse da criadora do programa é apenas poder fazer sua parte para um mundo melhor, que todos sabemos, começa com o cuidado e educação das crianças para que se tornem adultos melhores.

Ficamos felizes que já tenham sido feitos quase 20.000 downloads...imaginamos quantas crianças estão aprendendo um pouquinho mais sobre valores humanos!

Se gostou da idéia pode divulgá-la. Agradecemos!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

NOVO GRUPO DE BIODANÇA COM FÁTIMA DIÓGENES

Olá pessoal,

A minha decisão por buscar uma vida mais saudável em muitas dimensões: biológica, emocional, física, psicológica, afetiva, criativa, dos desejos, dos sonhos, da transcendência e outras, tornou-me uma pessoa melhor, mais calma, menos ansiosa, mais equilibrada e ponderada em muitos aspectos. E essa longa, profunda e bela caminhada venho fazendo com a essencial ajuda da Fátima Diógenes, a Fatinha. Quem é leitor deste meu blog sabe da importância que dou em ter participado de muitos de seus trabalhos de enriquecimento interior, como pessoa, como ser humano. Tenho por ela uma profunda gratidão.

Para quem estiver buscando também essa caminhada de desenvolvimento interior, a Fátima vai iniciar, agora no dia 01 de junho mais um novo grupo de Biodança. A Biodança, para quem não sabe, busca potencializar, por meio da música, movimentos e vivências, as muitas dimensões que integram nossa essência e que nos proporcionam o milagre de sermos humanos, como as que citei acima. É um bonito trabalho que resulta em pessoas mais dispostas, afetivas, integradas, criativas, ... enfim... mais felizes!

Sobre o grupo:

Grupo de Biodança com facilitação de Fátima Diógenes.
Início: 01 de junho de 2010
Horário: 20 às 22 horas
Local: Centro Gestáltico de Fortaleza
Veja abaixo endereço e contatos:


sábado, 8 de maio de 2010

TODOS PODEMOS CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR

Ontem estava a conversar com uma amiga sobre questões que envolvem a vida como um todo, nosso planeta, nós humanos, etc. E falávamos de como nos incomoda os rumos que a humanidade vai tomando em sobre questões importantes.

E sempre nesse tipo de conversa me bate uma desolação pela minha pequenez frente a tão grande, intrincada e complexa questão. O que euzinha, nesse meu mundinho pequeninho pelo qual deixo meu rastro, posso fazer para minimizar tantos problemas criados pelo ser humano no que se refere à vida planetária e seus moradores. Após relutar, acabava por me conformar em fazer o que está a meu alcance. Postar idéias neste blog sobre vida saudável é uma delas.

E ontem, por um acaso, nos meus passeios pelos vídeos do youtube caí em HOME. E posso lhes dizer, para quem se interessa por um mundo melhor, vale a pena assistir. Ele nos dá a exata dimensão do quanto predadores somos e o perigo iminente dessa predação se voltar até contra nós mesmos. Estamos acabando rápido e mais rápido com os recursos naturais de nosso planeta e mexendo descontroladamente no equilíbrio de muitos e importantes ecossistemas. E o filme apresenta também uma solução prática e fácil para minimizar tamanha predação: pense antes de comprar. E de fato, se uma maioria começa a exercer essa consciência é uma forma de se forçar mudanças de rumos para uma tecnologia mais saudável, mudar hábitos das indústrias, das empresas, dos serviços, política, etc., pois sem compradores ou usuários o "mercado", as empresas, serviços, buscam alternativas que fomentem demanda. Podemos usar o poder que o capitalismo nos impõe a favor do que queremos. Já há alguns anos que penso antes de comprar: "realmente preciso disso, ou está me sendo imposto? Qual a relação custo para o planeta e benefício para mim isso traz? Posso viver sem isto? Posso trocar por algo mais saudável para mim e para o planeta?". Geralmente na primeira pergunta já tenho a resposta. Na verdade não precisamos de muito para viver. Mas, nunca eu havia pensado na força dessa frase em termos de movimento social: "Pense antes de comprar". Fica aí a dica. Espalhe. Conscientize-se. Conscientize.

E aqui está o link para o documentário HOME


quinta-feira, 18 de março de 2010

MENSAGENS DE ROLANDO TORO ANTES DE PARTIR

Reproduzo a seguir duas mensagens enviadas pelo criador da Biodança, Rolando Toro, escritas por ele dois dias antes de partir. Ele havia confirmado presença no II Encontro Nordestino de Educação Biocêntrica e Cidadania, que teve como tema: Aprendizagem e Desenvolvimento na Teia da Vida. O Encontro realizou-se em Fortaleza/Ceará, neste fim de semana, entre os dias 11 e 14 de março.

Em virtude de problemas de saúde, Rolando escreveu suas duas últimas mensagens para o povo da Biodança, especialmente de Fortaleza, do qual com muita alegria e gratidão faço parte, e que foram levadas a público durante o evento:

MENSAJE A LOS PROFESORES Y ALUMNOS DE BIODANZA DE FORTALEZA

Amados amigos de Biodanza,

Con mucha nostalgia y ternura me dirijo a ustedes, por quienes siento Ia más alta consideración profesional y humana.

Llegará en el futuro Ia oportunidad de verlos y abrazarlos personalmente.

Les estoy enviando un mensaje de admiración y cariño junto con Ia gran esperanza de que sigan sembrando Ias semillas de humanidad que nuestro mundo tanto necesita.

La Biodanza en Fortaleza tiene una larga historia de inteligencia y amor.

Nuestra Ruth y Cesar, así como mis otros amigos maravillosos permanecen en mi corazón.

Les envio un texto reciente sobre Ia misión del profesor de Biodanza y su papel en el mundo.

La acción redentora que ustedes realizan se expande actualmente con dimensión mundial.

Nuestra tarea no es simplemente ejercer una profesión sino realizar Ia misión de inducir un cambio interior de respeto y profunda solidaridad humana.

Rolando Toro
Santiago de Chile, 14/02/2010


EL PROFESOR DE BIODANZA


La formación del Profesor de Biodanza consiste esencialmente en descubrir una misión, Transmitir el estado de gracia, mostrar nuevos caminos para eiercer el amor v despertar Ia conciencia iluminada.

Frecuentemente las personas Ilevan una identidad equivocada. Reducen su existencia a Ias exigencias de un ambiente empobrecido cuando no toxico.

Si los Hombres se sienten insignificantes, sus acciones son insignificantes.

La autoimagen de inferioridad crea monstruos, Muchas personas no saben que Ilevan dentro una divinidad.

La naturaleza esencial de Io humano es Ia eterna celebración de Ia vida. Esta condición le revela una visión iluminada sobre si mismo y sobre el mundo.

La iluminación interior no es un privilegio personal. Estar iluminado para si mismo no basta. Nuestra luz es para iluminar a los que permanecen en Ia oscuridad, para poderlos ver en su esencia y transmitirles Ia luz.

Vivir, es una oportunidad muy especial, Ia oportunidad de percibir "Io humano eterno" y sentir en el cuerpo el placer de Ia sacralidad de Ia vida.

Hay en nosotros algo más grande y maravilloso de Io que pensamos o hacemos.

Si no conectamos con ese fondo eterno sintiendo que somos pobres mortales Ilenos de dificultades nuestra vida se torna insignificante.

Adquirir esa conexión con el esplendor de Ia vida es esencial. En realidad Ia iluminación, de Ia que se habla frecuentemente como un fenômeno excepcional lleno de connotaciones místicas misteriosas y ocasionales, es una condición natural de todos los seres humanos. Se trata de un cambio de visión de nosotros mismos y del significado de Ia vida. Es un nuevo modo de vincularse a los otros y enfrentar Ias dificultades como parte de nuestro trabajo alquímico, aceptando Ia abundância y Ia belleza que genera el amor.

Somos mucho más que Io que generalmente pensamos. Somos criaturas cósmicas capaces de amar y crear belleza.

Si no asumimos grandeza nos transformamos en asesinos, y nuestra vida se torna insignificante.

Para mi alegria el pueblo de Biodanza de Fortaleza, Ileva adelante Ia tarea más alta que puede abarcar nuestra existencia: Devolver al mundo Ia sacralidad de Ia vida.

Rolando Toro
Santiago de Chile, 14/02/2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

ROLANDO TORO PARTIU ONTEM

Mensagem da comunidade biodanceira no mundo:
(por favor, difundir em toda a nossa comunidade)

A nossa querida Família de Biodança:
Com grande pesar comunicamos a partida de Rolando Toro Araneda nosso querido bisavô, avô, pai, esposo, irmão, amigo, mestre, companheiro, criador de nossa Grande Roda de Biodança, seu grande poema.

O acompanharemos nesta quinta feira, 18 de fevereiro desde às 14:00 às 21.00 horas em sua viajem a dançar com as estrelas. Em Diego de Almagro 5326, metro Príncipe de Gales Comuna de Ñuñoa.

O devolveremos ao grande abraço de sua amada Mãe Terra, no Cemitério Parque del Recuerdo Av. Américo Vespucio 555 (Chile) na sexta feira, dia 19 de fevereiro durante a manhã em horário a confirmar.

Informações (Chile):

Pedro Labbe Toro, Tlf: 7-626-8703
Mónica Siré, Tlf: 9-689-7212
Berta Garcia, Tlf: 9-895-6045

*******************
Minha homenagem a Rolando...

Rolando Toro Arañeda, criador da Biodança e das bases da Educação Biocêntrica, não resistiu ao tratamento quimioterápico e faleceu ontem, 16/02 no Chile.
Deixa um rico legado para um mundo melhor, mais leve, mais simples, amoroso, humano e vívido. Em suas idéias encontrei sentido para a minha vida de pessoa muito sensível. Em suas criações encontrei consonância com minhas idéias que antes não tinham lugar. Em suas danças encontrei no mundo a beleza da vida de minha vida interior.

Ninguém é perfeito. Ninguém é Deus. Rolando foi um homem normal, mas com a grande diferença do olhar...seu olhar sobre as pessoas e sobre a vida nos devolveu a integração, a unidade de tantas infinitas e diversificadas partes de nossas vidas. E mais, nos devolveu a beleza amorosa, lúdica, lírica, apaixonante e transcendental de vivermos a vida. Sou profundamente grata a Rolando por sua dedicação a nos possibilitar uma vida amorosa e feliz...por tudo o que ele entusiasticamente criou, plantou, cuidou e compartilhou com o mundo. Ele fez a diferença!

Um pouco sobre Rolando Toro e suas criações:

A história da Biodança está intrinsecamente vinculada à história de Rolando Toro. Quando eu ainda estava estudando na Escola de Biodança fiz um apanhado dos muitos dados, informações e relatos cujas partes encontravam-se em diferentes fontes. O resultado compartilho novamente aqui com vocês, como minha homenagem a este importante legado, criado e desenvolvido por Rolando Toro ao longo de anos de estudos e experimentações para um ser humano mais humano, mais integrado à vida, mais leve, mais feliz, resultando na criação da Biodança, a qual contou com a importante contribuição de alguns estudiosos, notadamente Cézar Wagner no Brasil. Outra importante contribuição de Rolando Toro foi a criação e desenvolvimento da conceituação do princípio Biocêntrico, paradigma essencial da Biodança, que originou o desenvolvimento da Educação Biocêntrica voltada para a pedagogia do encontro, da vida saudável, integrada e feliz, cujo desenvolvimento teórico ainda encontra-se em processo e tem recebido importantes contribuições, principalmente da Psico-pedadoga Ruth Cavalcante, também no Brasil.


UM OLHAR SOBRE ROLANDO TORO E COMO ELE DESENVOLVEU SUAS CRIAÇÕES

HISTÓRIA DA BIODANÇA
Por Irene Nousiainen
Publicado neste blog em 08/05/2007, sincronicamente no Dia da Mulher.

A Biodança, abordagem de facilitação do desenvolvimento humano, foi criada por Rolando Toro a partir de um movimento profundo em favor da vida.
O seu modelo teórico e metodológico vem sendo construído nos últimos quarenta anos, tendo seu marco inicial em 1965, quando se deu o início de sua sistematização por Rolando Toro.

A seguir apresento alguns dos inúmeros momentos importantes que vão tecendo a história da biodança e extraídos de diversas fontes que estão citadas na coluna ao lado deste blog.

01.01. Nascimento, sistematização e difusão da Biodança - uma história de muitas histórias.

Rolando Mario Toro Arañeda, nasceu em 19 de abril de 1924, em Concepción no Chile. Foi psicólogo, antropólogo, poeta e pintor, dentre outras muitas qualidades.

Formou-se como professor de ensino básico na Escola Normal ”José Abelardo Núñes”, Santiago, Chile, no ano de 1943. Desempenhou sua docência nas cidades de Valparaíso, Talcahuano, Pocuro e Santiago (Chile), entre os anos de 1944 a 1957.

Tanto no Chile como em Buenos Aires, para onde mudou-se aos 47 anos, o trabalho de Rolando Toro esteve voltado para as artes: pintura, poesia, fotografia, dança e teatro. Sua crença na possibilidade de um paraíso compartilhado o levou a buscar a fonte do "amor original", do amor ao próximo, com a essencial compreensão de um amor que inclui a dimensão corporal ativa - a carícia.

Buscou, portanto, desenvolver suas idéias sobre a "possibilidade do contato puro com a realidade viva, por meio do movimento, do gesto e da expressão dos sentimentos", utilizando a música, enquanto linguagem universal, a dança - integrando corpo, alma e a expressão do ser, plena de sentido, de felicidade, ternura e força. Como diz o próprio Rolando: "a biodanza é um modo de convivência com a beleza...em que o contato é essencial". (Toro, 2002: 9).

Ele sempre foi um autodidata e estudioso do desenvolvimento humano e de sua expressão, característica que mantinha até hoje, com seus 85 anos. Buscou sempre vivenciar profundamente o trabalho científico, acadêmico, artístico, bem como as experiências místicas não-religiosas, essenciais para a formação de todo o seu pensamento.

Suas experiências com músicas e danças em hospitais psiquiátricos, em meados da década de 60, objetivavam a experimentação de diversas técnicas de desenvolvimento humano para uma "humanização da medicina". Essas técnicas envolviam psicoterapias de grupo, arte-terapia, psicodrama, etc.

Nessas experimentações Rolando Toro observou que alguns pacientes, no início do trabalho, entravam em transe, surgindo modelos universais de expressão relacionados às diversas emoções. Essas observações o levaram à conclusão de que, se a música é capaz de promover este estado, então ela exerce influência no psiquismo e, portanto, ela seria capaz de promover bons resultados.
Foi assim, então, que Rolando Toro pôde estruturar seu trabalho, de modo a relacionar música, movimento e situações de contato e de continente afetivo formando uma unicidade.

Rolando, então, criou algumas danças e exercícios a partir de gestos naturais do ser humano, com finalidades precisas, a fim de estimular a vitalidade, a criatividade, o erotismo, a comunicação afetiva entre as pessoas e o sentimento de pertença ao universo, à totalidade.

A pesquisa científica que desenvolveu sobre respostas neurovegetativas demonstrou que determinados exercícios promoviam uma ação reguladora em nível visceral, dinamizando ou o sistema simpático-adrenérgico ou o parassimpático-colinérgico. Observou-se, também, que outros exercícios "estimulavam emoções específicas que produziam efeitos altamente significativos sobre a percepção de si mesmo e do próprio estilo de comunicação afetiva com as outras pessoas". (Toro, 2002: 10). A estruturação dessa concepção originou a Psicodança, embrião da hoje chamada Biodança.

A partir de então, a Psicodança foi sendo difundida e, em 1970, Rolando foi convidado a criar a primeira disciplina de Psicodança na Pontifícia Universidade Católica do Chile, onde o mesmo ocupava a cátedra de Psicologia da Expressão no Departamento de Estética.

Nesse período, acompanhou-o na pesquisa, sua companheira Pilar Acuña, responsável por dar à Biodança um caráter poético.

Com o desenvolvimento de seus estudos sobre Psicodança, Rolando Toro se deu conta de que sua estrutura poderia encontrar seus fundamentos nas ciências que tratam da vida e chegou à conclusão de que a essência do desenvolvimento humano não está nos aspectos psicológicos, e sim, nos biológicos. Havia, também, o fato de que o termo Psicodança, e não sua metodologia, já era utilizada no Psicodrama, por Jaccob Moreno, seu criador, em 1913, enquanto um de seus instrumentos. O que gerava uma certa confusão entre estas duas linhas teóricas diversas.

Em 1971, já em Buenos Aires, onde passou a residir, Rolando Toro aprofundou ainda mais seus trabalhos com a dança, formalizando, então, o modelo operatório constituído de dois eixos (vide figura ao final do blog).

Em 1976, a Biodança chega ao Brasil - em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Nessa época, Rolando Toro incorporou ao modelo teórico linhas de vivência (movimento ascendente espiralado) e apresentou os primeiros conceitos de teoria da vivência e protovivências (vide figura ao final do blog).

No Brasil, em meados da década de 70, em meio a um clima de libertação de toda repressão sexual e de expressão vivenciada em anos anteriores, a Biodança ganhou força por se apresentar como uma abordagem calma, sem produção de estresse emocional, com comunicação leve, aberta e direta, trabalhando com grupos de pessoas e utilizando a música e o movimento para a expressividade do prazer (de vida, da sexualidade, criativa, afetiva e transcendente) das pessoas, ao contrário das psicoterapias.

Em 1978/79, resultando de vivências, reflexões e discussões sobre a Psicodança, entre Rolando Toro, Cecília Luzzi - sua então companheira que o ajudou a conduzir aperfeiçoamentos técnicos sutis e que desenvolveu sua aplicação junto a crianças - e, também, com contribuições de colaboradores mais chegados, a palavra Psicodança foi substituído por Biodança. Oficialmente, esta mudança aconteceu em março de 1979 no II Encontro de Biodança e III Assembléia Latino-Americana de Biodança, realizado em Belo Horizonte.

Esta mudança aconteceu essencialmente pela concepção diferente da Biodança sobre o ser humano, a sociedade e a vida, que parte do entendimento de que a vida é o princípio de tudo que existe. Foi uma questão mesmo de paradigma. A Biodança essencialmente, rompe com a visão antropocêntrica e desintegrativa de mundo linear, desenvolvendo uma compreensão de mundo biocêntrica: a vida não existe em função do ser humano, mas, o ser humano existe porque nele há a vida. A Biodança, segundo Rolando Toro é uma conjunção de arte, ciência e amor, conforme expressou em 1979:

"A base conceitual da Biodança provém de uma meditação sobre a vida, ou talvez do desespero, do desejo de renascer de nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão, Poderíamos dizer com certeza: da nostalgia do amor. Mais que uma ciência é uma poética do encontro humano, uma nova sensibilidade frente à existência."
A segunda metade da década de 70 e início dos anos 80, ainda fortemente marcada pela ditadura militar no Brasil, foi palco da perseguição à Biodança e a seu criador, Rolando Toro. Os Conselhos de Psicologia, principalmente da Regional Nordeste, no período de 1979 a 1984, questionaram e perseguiram a Biodança e Rolando Toro.

Roberto Crema, convocado por duas vezes ao CFP - Conselho Federal de Psicologia do Brasil, conseguiu esclarecer a diferença entre Psicologia e Biodança, usando argumentos sobre o Código e da Lei de Regulamentação do profissional de psicologia. À luz da lei, a Biodança jamais poderia ser confundida com a Psicologia.
Mas a luta por mercado e a disputa de poder entre psicólogos da época levaram o CFP a denunciar Rolando Toro com base no Estatuto do Estrangeiro, criado pela ditadura, com a finalidade de expulsar os padres estrangeiros ligados à Teologia da Libertação por ir de encontro aos interesses da elite capitalista e do governo militar da época. Rolando foi então detido em 1982, por quatro horas, sendo solto por encontrar-se com o passaporte validado.

Em sua proposta, a Biodança radicalmente contesta toda e qualquer repressão sexual, levando os "moralistas" e "guardiões da moral" a tentarem de toda forma abortá-la. Alguns outros ainda contribuíram para estabelecer confusão quanto aos propósitos da Biodança, realizando "festinhas" como sendo sessão de Biodança - conhecidas como "Biodança do oba-oba".

A Biodança no Brasil foi muito perseguida durante o final da década de 70 e início dos anos 80. Uma grande parte de seus facilitadores eram psicólogos e muitos sofreram ameaças dos conselhos de psicologia estaduais e do federal, inclusive de perda de diploma. Em meio a esse cenário, muitos a deixaram, chegando a quase esvaziá-la. Ainda assim, três encontros nacionais foram realizados com palestras de Rolando Toro, quando também facilitou sessões de biodança para alunos - um em São Paulo, outro em Belo Horizonte e o terceiro em Brasília.
Dado à conclusão que alguns chegaram sobre sua potência, em abril de 1980 foi definida uma estratégia inicial para a Biodança no Brasil. Hoje já existe uma estratégia mundial dado seu alcance em outros países.

Foi naquele ano que várias pessoas integraram-se à Biodança e que com ela até hoje trabalham. Dentre elas destaca-se o importante trabalho desenvolvido por Cezar Wagner, Ruth Cavalcante e de alguns didatas e facilitadores, para a sistematização e difusão da Biodança no Brasil. Ressalte-se também a forte orientação social da Biodança no Ceará devido aos ideais da Ruth, do Cezar e de outros ativistas sociais. Importante também, tem sido as atividades que vem sendo desenvolvidas por Ruth Cavalcante, uma das responsáveis pela elaboração da teoria da Educação Biocêntrica (surgiu no bojo da Biodança, a partir da visão biocêntrica de mundo, e que encontra-se em desenvolvimento) e sua difusão, inclusive por meio da academia, pós-graduando vários especialistas oriundos de quatro turmas.

Em maio de 1980 Rolando Toro, até então residente em São Paulo, de onde chegou a ir para Brasília, mas, depois retornando a São Paulo, veio para Fortaleza para desenvolver o movimento da Biodança, trazendo a Biodança ao Ceará. Àquela época, alunos de Psicologia organizaram uma turma para um curso de Biodança ministrado por Rolando. Rolando, então, residiu em Fortaleza por quatro meses, tempo que realizou diversas viagens a João Pessoa, Natal, Recife, São Luiz, Salvador e Teresina, sempre acompanhado de um advogado para defendê-lo dos ataques dos conselhos de psicologia.

Em 26/05/1980, em Fortaleza, foi realizada reunião para elaboração de toda uma estratégia para o desenvolvimento da Biodança em diversas partes do Brasil, marcando o início da segunda fase da história da Biodança. Sua consolidação de fato foi viabilizada por sua proposta séria, conseqüente, profunda e organizada.

O início de sua implantação deu-se por ocasião de uma maratona de Biodança realizada por Cezar Wagner em dezembro de 1980, na cidade de Recife/PE, que marcou o início do Grupo Pernambucano de Biodança.

O primeiro e importante evento desta fase aconteceu por ocasião do Congresso de Biodança, realizado de 28/01 a 02/02/1981 em Fortaleza, sendo este, na verdade, além de IV Encontro Nacional de Biodança, também, I Congresso Nacional e I Congresso Latino-Americano de Biodança.

Nesse Congresso foram tratados diversos assuntos como: reavaliação das ações de Biodança; criação de grupos e/ou associações; programação dos encontros nordestinos; desenvolvimento sistemático da ação social; formação de facilitadores (carências, possibilidades e viabilidade que resultou na criação no ano seguinte da Escola Nordestina de Biodança). Todos os assuntos estavam relacionados à construção do movimento, à participação das pessoas, à organização, à profundidade, à preocupação científica e social, sendo tudo discutido e resolvido em grupo.

A ALAB enquanto entidade representativa, se impôs a partir de 1981, sendo sua gestão até 1985 conduzida por Rolando Toro como Presidente e por Cézar Wagner, Vice-Presidente, tendo exercido ações essenciais para a Biodança em toda a América Latina alcançar o grau de maturidade que hoje detém. Ressalte-se os períodos de 1989 a 1990, que contou com Maria Lúcia Pessoa na Presidência e com Ruth Cavalcante na Vice-Presidência responsáveis pela articulação necessária para estruturação, organização e criação das escolas de biodança e, de 1991 a 1995, com Cezar Wagner na Presidência.

Essas duas gestões resultaram na integração e expansão da Biodança com a realização de diversos eventos, publicações, sistematização da Teoria da Biodança nos Tomos de Biodança e na publicação dos Catálogos de músicas e exercícios, que levaram à unificação do programa de formação de todas as escolas de biodança.

Nesse esforço de fortalecimento e difusão da Biodança, em março de 1981, foi realizada uma aula aberta sobre Biodança, num encontro de psicoterapia, ocorrido em Recife, e para um grupo de psicólogos de João Pessoa.

Em 1982 Rolando Toro estruturou o modelo operatório e o modelos das vivências em um único modelo teórico.

Também em 1982, foi realizada em Fortaleza, uma mesa redonda sobre os diversos aspectos da Biodança da qual participaram um antropólogo, um advogado, um educador, uma psicóloga e um representante do Conselho Estadual de Psicologia, o qual acabou não tendo mais argumentações de rebate às colocações feitas sobre a Biodança.

Em 19 de outubro de 1982, foi criada, por Rolando Toro e Cezar Wagner, a primeira escola de biodança, a Escola Nordestina de Biodança - ENEB, com sede em Fortaleza. A escolha de Fortaleza deveu-se à sua eqüidistância de todas as capitais nordestinas e, também, por estarem ali, à época, polarizadas as ações de Biodança no Nordeste e de boa parte do Brasil.

A ENEB resultou do esforço de muitas outras pessoas engajadas no movimento: Índio (de Recife), Ruth Cavalcante, Lia Albuquerque, Sanclair, Rosário, Terezinha Façanha, dentre tantas outras. A escola congregava todos os grupos de biodança do Nordeste. De sua primeira turma formaram-se: Ruth Cavalcante (CE), Terezinha Façanha (CE), Zulmira Bonfim (CE), Gorete (PE), Orlando Rocha (PE), Mira (PE), Tereza (PE), Cláudio (PE), Sanclair (MA) e Nádia (MA).

A Escola funcionava em forma de maratonas, realizadas a cada 45 dias, com a participação de Rolando Toro e de Cezar Wagner e congregou alunos oriundos de todos os estados do Nordeste do Brasil. Sua meta sempre foi sintetizar e consolidar a Biodança no Nordeste, transferir teoria e prática de Biodança a pessoas interessadas, tornar possível a profissionalização do facilitador de Biodança e promover a supervisão aos facilitadores licenciados de Biodança, cuja concretização foi um trabalho de muita dedicação. O modelo da Escola Nordestina para construção, organização, aprofundamento e expansão da Biodança é adotado até hoje em toda a América Latina.

Rolando Toro, por ocasião da inauguração da ENEB, em carta aos alunos da Escola assim expressou seu sentimento:
"Desde acá, después de esos días de creación y amor, mis recuerdos permanecen encendidos y mis pensamientos se dirigen hacia uds. como hilos tendidos sobre una dulce eternidad.

Quiero comunicarles mi alegría por el trabajo realizado en conjunto. Estamos creando nuevas formas de civilización, donde se restablezca el respecto por la vida, por todo lo que está ahí ofreciéndose para nosotros, los alimentos, la floresta, el mar, los amores. Aprender a percibir eso sin esfuerzo nem ansiedad. Entender que el paraíso es una forma de relación con nuestro cuerpo y com la gente.

Es verdad que estamos cautivos por un sistema de dominación creado por mentes enfermas. Dentro de ese caos de opresión y muerte, luchamos por establecer las realidades básicas de la vida: el nascimiento, la alegría, la convivencia, al Arte, todo aquello que constituye el pulsante sueño mundial de vida. Cada uno de ustedes, al hacerse presente a nuestro llamamiento, pudo conectar con lo inmediato que ofrece la existencia. Al hacerse presentes, brindaron a cada uno de los otros lo mejor de Uds. mismos.

Esta carta no podrá nunca expresar todo el amor que recebí y la confianza que Uds. delegaron en mí, en mi amigo Cezar y en todos los que contribuyeron en la génesis de la Escuela Nordestina de Biodanza. En esa Escuela se realizará la unión del corazón iluminado a la conciencia.

Receban todo mi amor"

Rolando Toro

A partir de 1983, definiu-se as bases e interrelações do modelo operatório da Biodança, passando a extrapolar os limites do grupo regular de Biodança para o estudo de experiências interiores, resultante de estudos desenvolvidos por Rolando Toro sobre vivências do medo e da coragem de enfrentá-lo, por meio de exercícios específicos de auto-expressão. A este trabalho Toro denominou de Projeto Minotauro.
Em 1984, a Biodança chega à Europa, na França, por meio de Verônica Toro (filha de Rolando) e seu marido, Raúl Terrén.

Em 1986, a dificuldade de Cézar Wagner de oferecer supervisão a todos os facilitadores licenciados no Nordeste, por conta da grande extensão da região, a Escola Nordestina de Biodança considerou ser necessário desmembrar-se em três, que assim ficou: Escola de Biodança da Bahia, Escola de Biodança de Pernambuco e Escola de Biodança do Ceará.

Em 1989, a convite dos amigos Giovanni Salvatti e Emmi Mozzetti-Monterumici para realizar um programa de difusão do sistema Biodança, Rolando Toro decidiu ir morar na Itália para implantar a Biodança na Europa. Em Paris e em Marselha contou com a colaboração de Ana Leila, também formada na Escola de Biodança em Fortaleza.

Em 1990 há algumas modificações no modelo teórico, entre elas o deslocamento da identidade que sai do eixo horizontal passando a permear todo o modelo (vide figura ao final do blog).

A sistematização da teoria da Biodança originou-se na época da Escola Nordestina, resultante de um perseverante e paciente trabalho realizado por Cézar Wagner, iniciado com o recolhimento de inúmeros textos escritos por Rolando Toro que encontravam-se espalhados por toda a América Latina nas mãos de diversas pessoas. Foi um ano de intenso e difícil trabalho. Seu trabalho de sistematização desse material reunido resultou em quinze volumes que constituíram a Teoria da Biodança.

Como material pedagógico para as escolas de biodança, foram elaborados Catálogos de Biodança a partir desses volumes e da experiência de alguns facilitadores.

Nosso país, o Brasil, é considerado o berço de desenvolvimento da Biodança por ter sido aqui o lugar em que foi amplamente aceita, reconhecida, organizada, expandida e onde sua teoria foi desenvolvida, elaborada e sistematizada.

Em dezembro de 1991 Rolando Toro retornou ao Chile para realizar uma grande maratona de Biodança, marcando o início de sua estruturação naquele país.

Com o tema Biodança, 27 anos depois, realizou-se em Fortaleza, o II Congresso Internacional de Biodança.

Em 1994 foi criada a Escola de Biodança do Piauí.

Também em 1994, o modelo teórico da Biodança é mais uma vez modificado em consonância com os estudos desenvolvidos de que há um continuum do transe entre a consciência intensificada de si mesmo e a regressão à origem (fusão com o cosmo) que, no modelo de 1990, estava representado pela consciência diminuída de si mesmo.
A Biodança vem ganhando espaço, inclusive internacionalmente, por uma estratégia mundial, num esforço de estruturação e organização. É encontrada em toda a América Latina, Europa e África.

Na Europa foram criados grupos de Biodança na Suíça com trabalhos realizados por Gorettie e Allan que tiveram sua formação na Escola Nordestina de Biodança. Mais tarde, consolidou-se a Escola de Formação na Suíça que, posteriormente, foi assumida por Nadia Robin.

Em 1997, Rolando Toro voltou a residir no Chile, de onde coordenava as atividades do movimento Biodança em todo o mundo. Criou a Escuela Modelo de Biodanza e diversos cursos, entre os quais "Curso de Actualización y Formación de Didactas de Biodanza".

No ano de 2000, foi publicada a edição italiana Biodanza e a portuguesa, no Brasil, em 2002.

O primeiro livro publicado por Rolando Toro foi Projeto Minotauro organizado por Eliane Matuk. Sua obra bibliográfica:
-La Noche - Poemas. Editorial Carmelo Soria - Santiago de Chile, 1952. (Espanhol)
- Projeto Minotauro. Abordagem Terapéutico do Sistema Biodanza, Editora Vozes - Petrópolis (RJ), Brasil, 1988. (Português)
- Éxtasis del Renacido - Poemas - 2da Edición - Editorial Galac - Caracas, Venezuela, 1992. (Espanhol)
- Tras los Pasos de Afrodita - Poemas. Editorial Oasis - Oaxaca - México, 1995 (Espanhol)
- Lo Imposible Puede Suceder - Poemas. Editorial Oasis - Oaxaca - México, 1995 (Espanhol)
- Auf Den Spuren von Aphrodite. Uberstsetzung: Susanne Okotie, Melanie Delval, Gabriele Langmeyer. Lonopono - Viena, Austria, 1997.(Alemão)
- L´Alfabeto della Vita - Poemas escritos conjuntamente con Giovanna Benatti y Nicola Franceschiello, Edición Privada, 1997 (Italiano)
- Biodanza. Editorial Rede - Como - Itália, 2000. (Italiano)
- Biodanza. Editora Olavobrás, EPV - Brasil, 2002. (Português)
- Balada del Ángel Caido - Poemas, Edición Privada, Santiago de Chile, 2005. (Espanhol)

Até seu falecimento Rolando Toro exercia o cargo de Presidente da International Biocentric Foundation, com sede na Inglaterra e fundada por ele. Juntamente com Claudete Sant'Anna, sua atual companheira, cuidavam ambos da administração e da coordenação das atividades da Biodança em todo mundo.
A visão biocêntrica de mundo resultou na elaboração do princípio biocêntrico, seu paradigma de sustentação. Essa nova compreensão de mundo vem promovendo mudanças culturais e metodológicas em várias dimensões de atuação do ser humano, influindo no mundo organizacional das empresas - melhorando qualitativamente seus processos relacionais humanos e da própria organização; na pedagogia - que originou a Educação Biocêntrica; nas atividades ligadas à saúde; e, principalmente, na atuação de cada pessoa que dela tenha conhecimento e nela se lance, tornando-se referência para possibilidades de mudanças de comportamento mais saudáveis.
 
O futuro da Biodança é incerto, como todo trabalho futuro pos-morten de seu criador, em geral, se torna uma incógnita, principalmente quando há questões de herança de direitos autorais envolvidos, muitas vezes envolvendo pessoas não comprometidas com seriedade na sua continuidade, com as bases teóricas que lhe sustentaram em algumas escolas no mundo até hoje. Saliento que essa base teórica foi de crucial importância para o desenvolvimento da Biodança e foi o que a levou ao patamar atual de seriedade e de reconhecimento onde assim se dirige. Infelizmente, há hoje duas formas de se fazer Biodança: a do "oba-oba" e a com bases científicas comprometida com a estruturação das sessões de modo que promova um melhor resultado para o desenvolvimento e integração da pessoa no mundo.
 
Polêmicas à parte, sou profundamente grata a Rolando Toro por sua genial criação que busca promover mudanças e melhorias profundas nas pessoas de forma integrativa com a vida e com tudo que existe. O estudo da Biodança e a sua vivência na Escola de Biodança e nos grupos promoveram em mim maravilhas.
 
Que sua dança de vida continue florescendo!
 



FONTE: Homenagem do Grupo Biodança é Vida (recebido por e-mail)
 


EL JUICIO FINAL
(Rolando Toro Arañeda)

Porque el final es el comienzo
donde el niño y el anciano
se contemplan.

Vuelve tu rostro hacia los viejos huertos
A la partida del barco
que se aleja,
con toda tu infancia
en sus bodegas oscuras

Vuelve al infinito
con sus rostros ausentes
como el astronauta que perdió la ruta

El tiempo se estremece
cuando miras hacia adentro
y se inicia la resurrección
de los muertos

SOLO TU CORAZON ASISTE AL JUICIO FINAL
“Lo imposible puede suceder”
Rolando Toro Araneda




terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

II ENCONTRO NORDESTINO DE EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA E CIDADANIA

TEMA: APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO NA TEIA DA VIDA

11 a 14 de março de 2010
FORTALEZA – CEARÁ

3° CHAMAMENTO

Está se aproximando o dia em que nos encontraremos. Nesse encontro, vivenciaremos os rituais de
vínculo, pois estaremos construindo a Pedagogia do Encontro desde o momento em que as pessoas
chegarem até a sua despedida.

A Universidade Biocêntrica e o Instituto Nordeste Cidadania convidam todos e todas a
participarem da programação, a partir dos temas geradores que nortearão as reflexões e vivências de
cada dia do Encontro:

 Principio Biocêntrico: uma cultura da vida.
 Cidadania: transformação criativa da Sociedade.
 Educação Biocêntrica e Ecologia Profunda.
 A Carta da Vida.

Para contribuir com as reflexões em torno desses temas, contaremos com a presença de convidados
especiais, como Rolando Toro, criador do Sistema Biodança, Manfredo Oliveira, professor de
filosofia da UFC, Lílian Pacheco, educadora biocêntrica e coordenadora da Ação Griô Nacional,
além de educadores biocêntricos cearenses como Cezar Wagner, Ruth Cavalcante, Cássia Regina,
Zulmira Bomfim, Custódio Almeida, dentre outros.

Lembramos que o Encontro acontecerá em dois diferentes locais:
- no Centro de Treinamento do BNB Passaré, nos dias 11 e 12
- e na Casa José de Alencar - UFC (Universidade Federal do Ceará), nos dias 13 e 14.

Queremos cuidar da nossa capacidade de aprender juntos, cultivando a solidariedade e a
cooperação, que irão fortalecer o desenvolvimento de uma educação para a vida e pela vida. Para
ritualizar este momento, nosso mestre Rolando Toro receberá uma homenagem especial, preparada
carinhosamente como forma de gratidão e reconhecimento.

Com o desejo de ver o maior número possível de educadores, estudantes, profissionais, escolas,
gestores, movimentos sociais e entidades nessa grande teia da vida, é que a inscrição no evento
será gratuita, e todos/as serão recebidos/as com o calor humano nordestino. Nesse sentido,
fortalecendo o movimento da hospedagem solidária, estamos abrindo as portas de nossas casas para
acolher os participantes de outras cidades. Assim, os interessados devem entrar em contato com a
secretaria do encontro, através do o endereço eletrônico: universidadebiocentrica@gmail.com

Continuamos recebendo inscrições para apresentação de trabalhos nas modalidades de
Comunicação Oral e Painel. Envie seu trabalho para o endereço eletrônico acima, colocando o seu
nome, endereço, telefone, e-mail, título do trabalho e resumo com até 500 palavras.

Desde já, nos alegramos com a sua presença para juntos celebrarmos a vida e assim continuarmos
tecendo essa teia de vínculos, cuidado e amor na Educação.

Conselho da Universidade Biocêntrica
Direção do INEC

*************
FONTE: Recebido por e-mail

sábado, 5 de dezembro de 2009

MÍDIA PELO MEIO AMBIENTE

Independente de questões políticas, econômicas, privadas ou públicas ou sei lá mais o que;
independentemente de estatísticas, interesses e indústrias;
independente de tudo que eu possa ouvir a favor ou contra...
não mudarei minha opinião sobre o nosso papel, enquanto ser humano, que usa e depende deste planeta para viver;
não mudarei minha opinião, sobre a nossa responsabilidade como interfentes diretos sobre todas as formas de vida com as quais cohabitamos, e sobre o modo como interferimos em todos os tipos de relação que se estabelecem no planeta Terra para seu equilíbrio.

Não me importa se políticos tem interesse nisso ou naquilo;
não me importa se a indústria disso ou daquilo vai sair ganhando mais ou menos;
não me importa se pessoas acham isso ou aquilo.
Importa-me o que acredito.
E acredito que somos os maiores e principais agentes de transformação deste planeta com consequências as mais diversas sobre todos os seres que aqui TAMBÉM vivem...dos minúculos seres unicelulares, aos vegetais e animais. Não importa! E importa muito...porque é enorme a nossa responsabilidade.

O que de desanimador vejo em todo esse cenário de discussões ambientais que vivemos hoje, é que mal somos capazes de estabelecer relações saudáveis e de cuidado entre nós mesmos da mesma espécie e, talvez, seja pedir demais à humanidade que estenda seu olhar de respeito a todos os outros seres viventes, incluindo nosso planeta.

A conscientização de cada um, um por um, sobre a importância da vida saudável para todos, do direito de todos a uma vida digna, do respeito à todas as formas de vida, é meu sonho...é minha utopia!

E aqui vão alguns anúncios interessantes que recebi.
Pense você também.
Busque no seu íntimo as respostas em defesa da vida e aja.
Eu agradeço...muitos agradecem!
Quem sabe um dia todos agradeçam.



Essa campanha foi feita para a World Wildlife Fund.
À medida que o papel acaba, o verde da América do Sul também vai embora,
simbolizando o impacto ambiental que o uso de simples toalhas de papel é capaz de provocar,
além de alertar para outros desperdícios que podem levar às mesmas consequências.



Esse anúncio utiliza o movimento da sombra no cartaz
para demonstrar como o aquecimento global levará ao aumento do nível dos oceanos.



"Veja quanto monóxido de carbono você deixará de emitir se não dirigir por um dia".
Essa é a mensagem que aparece na gigantesca nuvem preta presa ao cano de escape de um carro
depois de passar o dia sendo inflada pela fumaça expelida pelo automóvel.



Nesse anúncio, as árvores foram posicionadas para parecer pulmões.
A área desmatada é um alerta, e a frase no canto diz: "Antes que seja tarde demais".



 Diesel, a fabricante italiana de roupas, colocou, no fim de janeiro,
propagandas em jornais, revistas e outdoors
que traziam modelos posando com roupas da marca em um mundo afetado pelo aquecimento global.
Nas fotos acima, você vê o Cristo Redentor coberto de água até os pés
e Nova York praticamente submersa.
Imagino suas fábricas debaixo dágua.



SAFE é uma instituição de proteção aos animais
que faz várias campanhas para expor e questionar
a utilização desnecessária deles em experimentos e explorações comerciais.
O anúncio acima tem como alvo o uso dos bichos
como cachecóis, botas e outros produtos de couro e assim por diante.



"Use a eletricidade com sabedoria".
Esse anúncio é da companhia de energia Eskom, da África do Sul.



 Uma associação de proteção ao meio ambiente e sua agência de publicidade
tiveram a idéia de colocar outdoors logo acima de buracos de esgotos
para dar a idéia de que água suja é como cocô.
Eles queriam despertar o cuidado das pessoas para com o ambiente
por meio de fortes impactos visuais e até aversão física.



 "A moda faz mais vítimas do que você pensa".
Da Agência O&M, da Índia