sábado, 19 de março de 2011
As Florestas e o Ser Humano
Este filme foi exibido durante a sessão plenária da Nona Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (24/01 a 04/02/2011) em Nova York. Ele está disponível para distribuição mundial ao público, gratuitamente, e para download desde 02 de fevereiro.
Infelizmente ainda somente dispomos de versão em inglês.
Of Forests and Men from GoodPlanet on Vimeo.
FONTE: http://www.goodplanet.org/forests/the-film.html
sábado, 8 de maio de 2010
TODOS PODEMOS CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR
E aqui está o link para o documentário HOME
sábado, 5 de dezembro de 2009
MÍDIA PELO MEIO AMBIENTE
independentemente de estatísticas, interesses e indústrias;
independente de tudo que eu possa ouvir a favor ou contra...
não mudarei minha opinião sobre o nosso papel, enquanto ser humano, que usa e depende deste planeta para viver;
não mudarei minha opinião, sobre a nossa responsabilidade como interfentes diretos sobre todas as formas de vida com as quais cohabitamos, e sobre o modo como interferimos em todos os tipos de relação que se estabelecem no planeta Terra para seu equilíbrio.
Não me importa se políticos tem interesse nisso ou naquilo;
não me importa se a indústria disso ou daquilo vai sair ganhando mais ou menos;
não me importa se pessoas acham isso ou aquilo.
Importa-me o que acredito.
E acredito que somos os maiores e principais agentes de transformação deste planeta com consequências as mais diversas sobre todos os seres que aqui TAMBÉM vivem...dos minúculos seres unicelulares, aos vegetais e animais. Não importa! E importa muito...porque é enorme a nossa responsabilidade.
O que de desanimador vejo em todo esse cenário de discussões ambientais que vivemos hoje, é que mal somos capazes de estabelecer relações saudáveis e de cuidado entre nós mesmos da mesma espécie e, talvez, seja pedir demais à humanidade que estenda seu olhar de respeito a todos os outros seres viventes, incluindo nosso planeta.
A conscientização de cada um, um por um, sobre a importância da vida saudável para todos, do direito de todos a uma vida digna, do respeito à todas as formas de vida, é meu sonho...é minha utopia!
E aqui vão alguns anúncios interessantes que recebi.
Pense você também.
Busque no seu íntimo as respostas em defesa da vida e aja.
Eu agradeço...muitos agradecem!
Quem sabe um dia todos agradeçam.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
HOPENHAGEN - DECIDINDO O FUTURO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Recebi email da Divisão de Comunicação Interativa - Interactive Communications da Ketchum Estratégia - Brasil (Agência de Relações Públicas) solicitando que divulgasse informações importantes sobre o Hopenhagen e como nós internautas, inclusive os que não poderão participar pessoalmente, podemos contribuir. E é claro que fazemos a divulgação com o prazer de contribuir, minimamente que seja, mas é o que está a meu alcance.
Eis as informações:
Para quem ainda não sabe, o Hopenhagen será uma oportunidade para importantes decisões acerca do futuro das mudanças climáticas no mundo e acontecerá de 07 a 18 de dezembro em Copenhague.
O Hopenhagen vai dar aos internautas a chance de se tornarem participantes ativos do diálogo sobre mudanças climáticas e de se fazerem ouvir pelos líderes mundiais e delegados da conferência presentes. Estamos fazendo uma coleta de assinaturas para a petição para “Mudança Climática” em apoio à ONU, que reivindica um tratado sobre o clima que seja “ambicioso, justo e efetivo na redução de emissões”.
Hopenhagen é um movimento. Um momento e uma chance de um novo começo. A esperança de que, neste dezembro, em Copenhague - durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas - nós podemos construir um futuro melhor para o nosso planeta e uma forma mais sustentável de vida. É a esperança de que possamos criar uma comunidade global que levará nossos governantes a tomar as decisões certas. A promessa de que, resolvendo nossa crise ambiental, podemos resolver nossas crises econômicas, ao mesmo tempo.
A campanha Hopenhagen desenvolvida pela ONG Associação Internacional de Propaganda com apoio da ONU (www.hopenhagen.org) busca adesões para um abaixo assinado sobre o clima que será entregue pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, no encontro COP15 em Copenhague, a ser realizado em dezembro deste ano, cujo objetivo é criar um documento atualizado que substituirá o protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
A assinatura do abaixo assinado é super simples e leva apenas alguns minutos. É só clicar no link SIGN THE PETITION. Passem para os amigos, familiares e afins. É super importante a nossa opinião e participação em Copenhague!
Para ajudar é simples!
1 - Ajudando a divulgar o site http://www.hopenhagen.org/.
2- Assinando a petição no site
3- Incluindo um selo do Hopenhagen em seu blog. http://www.hopenhagen.org/badges
4- Se possui conta no facebook, se tornando fã da página e fazendo o seu passaporte.
Vamos fazer todos, cada qual a sua parte!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - LONGE DE SE COMEMORAR
As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público manifestar, durante a semana do meio ambiente, sua extrema preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira e afirmar, com pesar, que esta não é uma ocasião para se comemorar.
É sim momento de repúdio à tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas.
Recentes medidas dos poderes Executivo e Legislativo, já aprovadas ou em processo de aprovação, demonstram claramente que a lógica do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente adequado e economicamente sustentável.
1. Já em novembro de 2008 o Governo Federal cedeu pela primeira vez à pressão do lobby da insustentabilidade ao modificar o decreto que exigia o cumprimento da legislação florestal (Decreto 6514/08) menos de cinco meses após sua edição.
2. Pouco mais de um mês depois, revogou uma legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras para colocar em seu lugar um decreto que põe em risco a maior parte de nosso patrimônio espeleológico. A justificativa foi que a proteção das cavernas, que são bens públicos, vinha impedindo o desenvolvimento de atividades econômicas como mineração e hidrelétricas.
3. Com a chegada da crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que contingenciava grande parte do já decadente orçamento do Ministério do Meio Ambiente (hoje menor do que 1% do orçamento federal), o governo baixava impostos para a produção de veículos automotores. Fazia isso sem qualquer exigência de melhora nos padrões de consumo de combustível ou apoio equivalente ao desenvolvimento do transporte público, indo na contramão da história e contradizendo o anúncio feito meses antes de que nosso País adotaria um plano nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa.
4. Em fevereiro deste ano uma das medidas mais graves veio à tona: a MP 458 que, a título de regularizar as posses de pequenos agricultores ocupantes de terras públicas federais na Amazônia, abriu a possibilidade de se legalizar a situação de uma grande quantidade de grileiros, incentivando, assim, o assalto ao patrimônio público, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal. Ontem (03/06) a MP 458 foi aprovada pelo Senado Federal.
5. Enquanto essa medida era discutida - e piorada - na Câmara dos Deputados, uma outra MP (452) trouxe, de contrabando, uma regra que acaba com o licenciamento ambiental para ampliação ou revitalização de rodovias, destruindo um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e feita sob medida para se possibilitar abrir a BR 319 no coração da floresta amazônica, com motivos por motivos político-eleitorais. Essa MP caiu por decurso de prazo, mas a intenção por trás dela é a mesma que guia a crescente politização dos licenciamentos ambientais de grandes obras a cargo do Ibama, cuja diretoria reiteradamente vem desconhecendo os pareceres técnicos que recomendam a não concessão de licenças para determinados empreendimentos.
6. Diante desse clima de desmonte da legislação ambiental, a bancada ruralista do Congresso Nacional, com o apoio explícito do Ministro da Agricultura, se animou a propor a revogação tácita do Código Florestal, pressionando pela diminuição da reserva legal na Amazônia e pela anistia a todas as ocupações ilegais em áreas de preservação permanente. Essa movimentação já gerou o seu primeiro produto: a aprovação do chamado Código Ambiental de Santa Catarina, que diminui a proteção às florestas que preservam os rios e encostas, justamente as que, se estivessem conservadas, poderiam ter evitado parte significativa da catástrofe ocorrida no Vale do Itajaí no final do ano passado.
7. A última medida aprovada nesse sentido foi o Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais, e rasga um dos pontos principais da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada pelo País em 1992, e que determina que aquele que causa a degradação deve ser responsável, integralmente, pelos custos sociais dela derivados (princípio do poluidor-pagador). Agora, independentemente do prejuízo imposto à sociedade, o empreendedor não terá que desembolsar mais do que 0,5% do valor da obra, o que desincentiva a adoção de tecnologias mais limpas, porém mais caras.
8. Não fosse pouco, há um ano não são criadas unidades de conservação, e várias propostas de criação, apesar de prontas e justificadas na sua importância ecológica e social, se encontram paralisadas na Casa Civil por supostamente interferirem em futuras obras de infra-estrutura, como é o caso das RESEX Renascer (PA), Montanha-Mangabal (PA), do Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM), do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (PR) e do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas (SC/RS).
Diante de tudo isso, e de outras propostas em gestação, não podemos ficar calados, e muito menos comemorar.
Esse conjunto de medidas, se não for revertido, jogará por terra os tênues esforços dos últimos anos para tirar o País do caminho da insustentabilidade e da dilapidação dos recursos naturais em prol de um crescimento econômico ilusório e imediatista, que não considera a necessidade de se manter as bases para que ele possa efetivamente gerar bem-estar e se perpetuar no tempo.
Queremos andar para frente, e não para trás. Há um conjunto de iniciativas importantes, que poderiam efetivamente introduzir a variável ambiental em nosso modelo de desenvolvimento, mas que não recebem a devida prioridade política, seja por parte do Executivo ou do Legislativo federal.
Há anos aguarda votação pela Câmara dos Deputados o projeto do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas. Nessa mesma fila estão dezenas de outros projetos, como o que institui a possibilidade de incentivo fiscal a projetos ambientais, o que cria o marco legal para as fontes de energia alternativa, o que cria um sistema de pagamento por serviços ambientais, dentre tantos que poderiam fazer a diferença, mas que ficam obscurecidos entre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e outra. E enquanto o BNDES ainda tem em sua carteira preferencial os tradicionais projetos de grande impacto ambiental, os pequenos projetos sustentáveis não têm a mesma facilidade e os bancos públicos não conseguem implementar sequer uma linha de crédito facilitada para recuperação ambiental em imóveis rurais.
Nesse dia 5 de junho, dia do meio ambiente, convocamos todos os cidadãos brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e responsável.
Brasil, 04 de junho de 2009
Assinam:
Amigos da Terra / Amazônia Brasileira
Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Conservação Internacional Brasil
Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento –
FBOMS
Fórum das ONGs Ambientalistas do Distrito Federal e Entorno
Greenpeace
Grupo Ambiental da Bahia – GAMBA
Grupo Pau Campeche
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
I.E.S/SP
Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB/MS
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM
Instituto Socioambiental – ISA
Instituto Terra Azul
Mater Natura
Mira-Serra/RS
Movimento de Olho na Justiça – MOJUS
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Sociedade Brasileira de Espeleologia
The Nature Conservancy – TNC
Via Campesina Brasil
WWF Brasil
FONTE: http://www.wwf.org.br/?20040/Nota-pblica-contra-o-desmonte-da-poltica-ambiental-brasileira




















sexta-feira, 15 de maio de 2009
MUDANÇAS CLIMÁTICAS SERÃO O MAIOR FLAGELO DO SÉCULO XXI

Nem aids nem gripe suína. A maior ameaça para a saúde no século 21 são as mudanças climáticas, que trarão ondas de calor, falta de alimento e, para países tropicais como o Brasil, um avanço da malária, cólera e da dengue. A solução não está apenas em reduzir as emissões de CO2, mas tirar milhões da pobreza e mudar o padrão de vida da camada mais rica. Pesquisa da revista The Lancet e da University College de Londres alerta que as maiores vítimas serão os pobres, mesmo que não sejam os maiores poluidores.
Sistemas de saúde de muitos países poderão ser colocados sob alta pressão e alguns até entrariam em colapso. A ?injustiça social? da questão climática é um dos focos do alerta. Segundo o estudo, essa desigualdade será ?uma fonte de vergonha histórica para nossa geração se nada for feito?. O texto diz que ?os ricos verão que estão vivendo em um mundo mais caro, inconveniente, desconfortável e mais imprevisível. Os pobres morrerão?.
A pesquisa diz que as previsões de alta na temperatura são conservadoras e indica que uma elevação de 2°C já seria desastrosa. Entre 260 milhões e 320 milhões de pessoas a mais do que o normal seriam afetadas pela malária até 2080. Na África, a elevação de 1°C multiplicaria por dez o número de mosquitos. A dengue seguiria padrão similar e doenças como esquistossomose e leishmaniose também cresceriam.FONTE: http://www.opovo.com.br/saude/877865.html
E o meu comentário:
O ser humano não tem competência nenhuma para gerir sua existência enquanto humanidade. Perde-se em riquezas materiais, holofotes, poder, supérfluo, maquilagem... Usando a linguagem que a maioria das pessoas conhecem, a do poder/dinheiro, é como entregar a gestão da maior e mais rica empresa do mundo que vocês possam conhecer a traficantes. Num piscar de olhos dilapidam, roubam, aviltam, assasinam ... E isto tudo está acontecendo num piscar de olhos em relação aos milhões de anos de existência do planeta Terra...que não é nosso, é de todos os seres vivos que aqui habitam. Nós somos a pior espécie que já pisou estas terras.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
O que fazer na atual crise mundial?
É o que estamos vivendo neste momento. Há alguns dias atrás, antes de explodir no mundo a crise financeira americana, havíamos postado o relatório da WWF que alerta os seres humanos, habitantes do Planeta Terra, para resultados ambientais desastrosos já em 2030, caso continuemos a consumir os recursos naturais e devolver ao planeta imensas quantidades de lixo, desde os perecíveis ou biodegradáveis de curto prazo até os que levam milhares de anos para serem absorvidos pela natureza. Isto é, em 2030 não haverão mais recursos naturais para manutenção da vida em nosso planeta. A leitura que faço de uma notícia dessa é calamitosa e quase nada ouvi nos noticiários sobre o assunto, quase nada ouço nas rodas de conversas.
A questão da fome mundial é outra notícia conhecida nossa de anos e anos, acompanhadas de todas as formas de ferramentas necessárias para sensibilização: imagens, textos, discussões, etc.
Hoje recebi mais uma dessas mensagens instantaneamente chocantes que rodam a Web. Chamo de instantâneas, porque percebo que elas sacodem as pessoas enquanto as lêem e depois passam para o nível do esquecimento, retornando à memória, apenas quando se ouve algum comentário sobre o assunto, para se mostrar que está "por dentro ". A verdade é que a grande maioria está "por fora" de atitudes próprias e individuais que mobilizem uma cadeia de atitudes revolucionárias em nosso comportamento individual e relacional com a vida como um todo.
Precisamos de atitudes já, agora, ontem...sem delegar a outros. Todos nós, sem exceção, somos responsáveis por tudo o que está acontecendo em nossa casa Terra. Então, comece em sua própria casa, consuma somente o que realmente é importante e ecologicamente viável, economize a tão preciosa água, a energia, minimize seu lixo, prefira o que é saudável para todos e para o planeta, se puder prefira o ônibus ou metrô, melhor ainda se puder usar bicicleta ou ir a pé mesmo....são tantas possibilidades que podemos escolher! Basta procurar. A Web está aí para isso, socializar e compartilhar novos e bons conhecimentos. Todos podemos escolher, sempre!
Sobre o texto que comentei, fazendo referência ao autor ali citado (sem garantia), o reproduzo a seguir. É exatamente o que vinha debatendo sobre tudo isso.
Irene Nousiainen
"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos e aquela famosa deitada sobre si mesma, pele e osso, com um urubu faminto atrás somente à espera de que seu prato esteja pronto para degustação.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto. Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para
sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários
para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce? Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número. Mas digamos
que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.
É uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse. Se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo..."
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
PONTO SEM VOLTA PARA AMAZÔNIA É DE 50%

YAHOO NOTÍCIAS
Qui, 20 Nov, 06h08
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/20112008/25/manchetes-ponto-volta-amazonia-50-diz.html
O limite máximo de desmatamento que a Amazônia pode suportar antes de se transformar irreversivelmente numa savana é 50%, segundo um estudo divulgado hoje em Manaus pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o chamado "ponto sem retorno", ou tipping point, em inglês, a partir do qual a floresta perde a capacidade de se regenerar. Hoje, cerca de 20% do bioma já foi desmatado em toda a América do
Sul. Se os atuais 20% de área desmatada chegarem a 50%, a situação se tornará irreversível.
A região mais impactada pela transformação seria a Amazônia Oriental, formada principalmente pelo Pará. "Todo o leste da Amazônia viraria uma savana", disse Sampaio, que apresentou os resultados de sua tese de doutorado na conferência Amazônia em Perspectiva, que reúne os três maiores programas de pesquisa sobre a floresta (conhecidos pelas siglas LBA, Geoma e PPBio). "A floresta se auto-sustenta", explicou o cientista. "A vegetação depende do clima, mas o clima também depende da vegetação. Quando você
remove a cobertura vegetal, você muda também o clima, até um ponto crítico em que a floresta não consegue mais voltar ao que era antes."
A porção oeste do bioma permaneceria relativamente imune às alteração, blindada pelos índices pluviométricos mais elevados nas regiões próximas aos Andes. A transformação "sem volta" ocorreria somente nas áreas já desmatadas, segundo Sampaio - apesar de outros cientistas acreditarem que o desmatamento no leste poderá cortar o fluxo de vapor de água para o interior da floresta, no oeste.
A tese de Sampaio é a expansão de um trabalho publicado por ele mesmo e colegas no ano passado, que abrangia apenas a Amazônia Oriental e estimava o ponto sem volta em 40% de desmatamento. O novo modelo é mais completo porque abrange toda a Amazônia na América do Sul e faz o casamento entre as flutuações de clima e vegetação, enquanto o anterior trabalhava apenas com variação de cobertura florestal.
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Imagens adicionadasFONTES:
ecourbana.wordpress.com
elt0n.wordpress.com
http://simultanea.files.wordpress.com/2007/08/amazonia_1_cpb.jpg
mixideias.blogspot.com http://www.dahoraonline.com.br/img/atualidade/slide0014_image085.jpg

terça-feira, 11 de novembro de 2008
RELATÓRIO PLANETA VIVO 2008 - WWF
RELATÓRIO PLANETA VIVO 2008
Sumário para a imprensa
O relatório Planeta Vivo da Rede WWF tem sido publicado a cada dois anos desde 1998 e visa mostrar como estão os recursos naturais e o impacto exercido por atividades humanas.
O relatório apresenta o Índice Planeta Vivo (IPV), uma série de comparações entre a Pegada Ecológica, feita pela Rede da Pegada Global (Global Footprint Network – GFN), e a biocapacidade disponível em níveis global, nacional e local. Pela primeira vez, o documento mede também a Pegada Ecológica Hídrica.
O Índice Planeta Vivo é compilado pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e utiliza números relativos a vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos de todo o mundo) como um indicador do situação da natureza.
A biocapacidade é a quantidade de área biologicamente produtiva – zona de cultivo, pasto, floresta e pesca – disponível para atender às necessidades dos seres humanos.
A recente crise financeira mundial constitui um alerta grave para as conseqüências de se viver com padrões de consumo insustentáveis. Mas a atual crise financeira torna-se menor se comparada à ameaça da quebra do crédito ecológico, que ocorre quando a demanda por recursos naturais (Pegada Ecológica) é maior que a biocapacidade do planeta ou de um país.
Não importa se moramos em uma floresta ou em uma grande cidade, os meios que temos para ganhar a vida e até mesmo nossas próprias vidas dependem dos serviços fornecidos pelos sistemas naturais da Terra.
O relatório Planeta Vivo 2008 revela que consumimos de forma excessiva os recursos naturais - que são a base dos serviços ambientais - , e o fazemos mais rapidamente do que eles podem ser repostos. Assim como a gastança imprudente ocasionou a atual crise econômica, o consumo imprudente está exaurindo o capital natural do mundo e coloca em risco nossa prosperidade futura.
Índice Planeta Vivo
O Índice Planeta Vivo Global (IPV) – uma medida derivada de estudos de longo prazo sobre quase 5.000 populações de 1.686 espécies – mostra que o número de vertebrados diminuiu quase 30% ao longo de 35 anos, no período de 1970 a 2005.
Isto é apenas a introdução, mas é suficientemente alarmante. Um olhar mais detalhado na média, que é o índice global, revela em cores mais vivas onde estão ocorrendo as perdas.O IPV das Áreas Temperadas subiu 6% no período de 1970-2005, enquanto o IPV das Áreas Tropicais sofreu uma redução de 51%.
O IPV das Espécies Terrestres perdeu 33% no geral, o IPV da Água Doce caiu 35% e o IPV Marinho diminuiu em14%.
O IPV das Florestas Tropicais teve uma queda de 62%, o IPV das Terras Secas caiu em 44% e o IPV dos Campos e Pastagens diminuiu 36%. O IPV das Aves foi reduzido em 20% e o dos Mamíferos em 19%.
Essas perdas expressivas da nossa riqueza natural são causadas pelo desmatamento e conversão de florestas em lavouras e pastagens nas áreas tropicais, impacto das barragens e desvios de água, aumento do número de cabeças de gado, poluição, sobrepesca e pesca predatória. Os impactos das mudanças climáticas também estão adquirindo importância, pois as temperaturas mais elevadas dos mares e a redução das chuvas e do fluxo nos cursos d’água afetam muitas espécies.
Pegada da humanidade e capacidade da Terra
Nossa pegada ecológica global excede, hoje, em cerca de 30% a capacidade de regeneração do mundo. Se nossa demanda continuar nesse mesmo ritmo, em meados de 2030 precisaremos de dois planetas para manter nosso estilo de vida. O relatório deste ano registrou, pela primeira vez, o impacto de nosso consumo sobre os recursos hídricos do planeta e nossa vulnerabilidade à escassez de água em muitas regiões.
Essas tendências gerais têm conseqüências bem concretas e nós já as vimos ao longo deste ano nas manchetes dos jornais. Os preços mundiais dos produtos agrícolas tiveram aumentos recordes, em grande parte devido à crescente demanda por alimento, ração animal e biocombustíveis, e, em alguns casos, também pelos estoques minguantes de água doce.
Pela primeira vez na história, a calota de gelo polar no Ártico ficou rodeada de água, ou seja, o gelo está literalmente desaparecendo em uma velocidade surpreendente devido ao impacto da nossa Pegada de carbono, que resulta no aquecimento global.As emissões de carbono ocasionadas pelo uso de combustíveis fósseis e as mudanças no uso do solo constituam o maior componente da Pegada da humanidade, o que realça a principal ameaça ao nosso planeta: as mudanças climáticas. Pegada Ecológica é a área necessária para produzir os recursos que utilizamos e para absorver as emissões de carbono, expressa em hectares (média)
de terra ou mar produtivo no mundo. A análise geral feita pela GFN da Pegada Ecológica mostra que a área necessária chegou a 2,7 hectares globais por pessoa.
A área disponível hoje, per capita, é de 2,1 ha.
As cinco maiores Pegadas per capita nacionais são dos Emirados Árabes, Estados Unidos, Kuwait, Dinamarca e Austrália. As cinco menores pertencem a Maláui (país no leste da África), Afeganistão, Haiti, Congo e Bangladesh.
A biocapacidade está distribuída de forma desigual. Oito países – Estados Unidos, Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, Argentina e Austrália – possuem mais do que a metade do total da biocapacidade mundial.
Os padrões de crescimento populacional e de consumo fazem com que três desses países sejam devedores ecológicos por terem uma pegada superior a sua biocapacidade nacional, ou seja, a demanda por recursos naturais e os resíduos lançados é maior do que podem oferecer e absorver.São eles: Estados Unidos (pegada 1,8 vezes maior do que sua biocapacidade nacional), China (2,3 vezes) e Índia ( 2,2 vezes). Em termos regionais, somente os países europeus fora da União Européia e os países da África, da América Latina e Caribe permanecem dentro dos limites de sua biocapacidade.
O desmoronamento do crédito ecológico é um desafio mundial. O relatório Planeta Vivo 2008 nos diz que mais de 75% da população mundial vive em nações que são devedoras ecológicas, pois seu nível de consumo nacional superou a biocapacidade do país. Assim sendo, a maioria dessas nações está sustentando seu atual estilo de vida e crescimento econômico por meio da retirada cada vez maior do capital ecológico de outras partes do mundo.
Os EUA e a China possuem as maiores pegadas nacionais, cada um totalizando cerca de 21% da biocapacidade global. Mas cada um dos cidadãos dos Estados Unidos demanda uma média de 9,4 ha (ou quase 4,5 planetas se a população mundial tivesse os mesmos padrões de consumo deles), enquanto os cidadãos da China usam uma média de 2,1 ha do mundo por pessoa (um planeta).
Isto é um contraste se comparado com o Congo, que tem a sétima mais alta biocapacidade por pessoa, com 13,9 ha do mundo por pessoa, e uma pegada média de apenas 0,5 ha do mundo por pessoa. Mas o Congo enfrenta uma perspectiva de ter sua biocapacidade degradada devido ao desmatamento e ao aumento de demanda de uma população em crescimento e das pressões de exportação.
Demanda, disponibilidade e estresse hídrico
As novas medidas da Pegada Ecológica Hídrica consideram a água sob uma nova perspectiva, a da produção dos bens além da usual ótica do consumo. Esse novo resultado indica a importância da água comercializada sob a forma de commodities.
Por exemplo, uma camiseta de algodão requer 2.900 litros de água para ser produzida, um quilo de cana-de-açúcar requer 1.500 litros e um quilo de carne cerca de 15.500 litros.Em média, cada pessoa consome 1,24 milhão de litros (aproximadamente metade de uma piscina olímpica) de água por ano, mas isso varia significativamente entre os 2,48 milhões de litros anuais por pessoa nos Estados Unidos e os 619 mil litros anuais por pessoa no Iêmen.
Com relação à Pegada Hídrica por pessoa, cinco dos dez países que têm a maior pegada - Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Chipre – estão situados na região do Mediterrâneo, uma área que enfrenta um estresse hídrico cada vez maior.
O impacto da Pegada Hídrica depende inteiramente de onde e quando a água é extraída. O uso da água em uma área em que ela é abundante provavelmente não terá um efeito adverso na sociedade e no meio ambiente. No entanto, em áreas que já experimentam escassez de água, um nível semelhante de uso poderia fazer com que os rios secassem e os ecossistemas fossem destruídos, com a perda da biodiversidade e dos meios de vida associados a eles.
Hoje, cerca de 50 países enfrentam um estresse hídrico em grau moderado ou severo e o número de pessoas que sofrem com a escassez permanente ou sazonal da água deve aumentar em decorrência das mudanças climáticas.
Resposta ao desafio
A boa notícia é que nós temos os meios para reverter essa tendência de redução do crédito ecológico – não é tarde demais para prevenir uma crise ecológica irreversível. Este relatório identifica as áreas-chave onde precisamos alterar nosso estilo de vida e a economia, de forma a corrigir o rumo e assegurar uma trajetória mais sustentável.
Como a escala do desafio impressiona, introduzimos o conceito de “alavanca de sustentabilidade” para atacar o déficit ecológico nos diferentes setores e suas principais causas. Uma análise desse tipo permite isolar os diversos fatores que contribuem para o déficit e propor soluções diferentes para cada um deles.
Para o desafio mais importante de todos – as mudanças climáticas –, o Modelo de Soluções Climáticas da Rede WWF mostra uma gama de “alavancas” eficientes, renováveis e com baixa emissão de carbono que poderiam satisfazer as demandas de energia projetadas para 2050 e reduzir emissões de carbono em 60% a 80%.
O sucesso dessa estratégia exige que os recursos naturais sejam manejados nos termos e na escala da natureza. Isso significa que as decisões setoriais, como no caso da agricultura e da pesca, devem ser tomadas considerando-se as conseqüências ecológicas de forma mais ampla. E também significa que é preciso encontrar formas de manejo que ultrapassem os nossos limites – para além das propriedades e além das fronteiras – para cuidar do ecossistema como um todo.
Não é mais possível ignorar os recursos naturais nos modelos de negócio praticados nas diferentes atividades econômicas. O capital natural é tão importante quanto o financeiro, o humano e o material envolvidos na produção de qualquer bem.
Enquanto o custo de preservá-lo adequadamente não estiver incluído no preço dos produtos, estaremos caminhando rapidamente para exaurir o nosso crédito ecológico.
Passaram-se quase quatro décadas desde que os astronautas da Apollo 8 fotografaram o famoso “Nascer da Terra”, que constituiu a primeira imagem do Planeta Terra. Nas duas gerações que se seguiram, o mundo passou de uma situação de crédito ecológico para déficit ecológico.
A espécie humana possui um histórico notável de engenhosidade e solução de problemas. Agora, o mesmo espírito que levou o homem à lua deve ser empregado para livrar as gerações futuras de um colapso ambiental.

Sobre a Rede WWF
A Rede WWF é uma das maiores e mais respeitadas redes ambientalistas independentes do mundo. Tem quase 5 milhões de associados e atua em mais de 100 países. Sua missão é deter a degradação do meio ambiente natural da Terra e construir um futuro onde os seres humanos possam viver em harmonia com a natureza, conservando a biodiversidade mundial e assegurando o uso sustentável dos recursos naturais, além de promover a redução da poluição e do desperdício do consumo.
Sobre a ZSL
Fundada em 1826, a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) é uma organização científica, de conservação ambiental e educação, sem fins lucrativos. Seu papel chave é na conservação dos animais e seus habitats. A ZSL administra o Zoológico ZSL de Londres e o Zoológico ZSL de Whipsnade, realiza pesquisa científica no Instituto de Zoologia e tem participação ativa no trabalho ambiental de campo em mais de 40 países em todo o mundo. www.zsl.org
Sobre a GFN
A Global Footprint Network promove a economia sustentável por meio da promoção da Pegada Ecológica, um instrumento que permite mensurar a sustentabilidade. Juntamente com seus parceiros, a GFN coordena a pesquisa, desenvolve padrões metodológicos e fornece, aos tomadores de decisão, uma contabilidade robusta dos recursos, para auxiliar a economia humana a operar dentro dos limites ecológicos do Planeta Terra. www.footprintnetwork.org
FONTE:
Texto: http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/relatorio_planeta_vivo_2008/index.cfm
Imagens:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEneQQq1a_8u4Jz3nuWeVVj-6I4iYk-WHcq2AjJNTuH_XwAXPsNq4gaWRKqMg0r0hlL7A_vsnIhsU_EHev5zES4sFk7ao0Fc7xaYmuv1043nIIUo2C2vkolHsV1Y9hSlwEw2U7vp1cfOw/s1600-h/9.jpg
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/431/imagens/i57032.jpg
http://static.hsw.com.br/gif/population-six-billion-1.jpg
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