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sábado, 19 de março de 2011

As Florestas e o Ser Humano

As Nações Unidas encomendou a Yann Arthus-Bertrand (mesmo criador do expetacular filme-documentãrio HOME) para produzir o filme oficial de lançamento do 2011 - Ano Internacional das Florestas. Após o sucesso de seu filme inicial, visto por 400 milhões de pessoas, o fotógrafo criou um curto filme de 7 minutos cheias de imagens aéreas de florestas e outras áreas.

Este filme foi exibido durante a sessão plenária da Nona Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (24/01 a 04/02/2011) em Nova York. Ele está disponível para distribuição mundial ao público, gratuitamente, e para download desde 02 de fevereiro.

Infelizmente ainda somente dispomos de versão em inglês.


Of Forests and Men from GoodPlanet on Vimeo.

FONTE: http://www.goodplanet.org/forests/the-film.html

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PREMIAÇÃO DE CIDADÃOS PLANETÁRIOS EM 2011

Em 2010 a Faculdade Antônio Propício Aguiar Franco, localizada anexa a maior Ilha Fluvial do mundo (Ilha do Bananal), no Brasil, que tem como base a atuação transdisciplinar pela Carta da Terra, criou o Projeto pioneiro a nível mundial “Cuidar da Terra”, que mapeou e certificou academicamente 11 (onze) Cidadãos Planetários – Guardiões da Terra, entre 23 a 25 de junho de 2010. Na oportunidade foi criado o Conselho Mundial de Cidadania Planetária, pois os premiados verificaram que nada existia a nível mundial similar em termos de reconhecimentos de cidadãos planetários.

Assim que aconteceu o Cuidar da Terra e com a divulgação dos seus resultados iniciais, os membros do conselho verificaram o surgimento de demandas por reconhecimento e a interatividade de pessoas de diversos países, na tradução e envio dos materiais, verificando assim uma lacuna real e urgentemente passível de preenchimento pelo empoderamento e exponenciação de pessoas e organizações chave por todo o Globo.

Abriu-se caminho então esta primeira ação do CMCP, o projeto Vôo da Águia, que mapeou em 2010 mais 97 cidadãos planetários.

O projeto “Vôo da Águia” é a maior estratégia global organizada, justa, transparente, includente e participativa já lançada a nível mundial, e visa estabelecer a unidade e a interação com a comunidade de Empreendedores Sociais/Cidadãos Planetários que estão fazendo a mudança necessária pela transformação e preservação da Terra e plenitude humana. Cada Cidadão Planetário é um verdadeiro Guardião da Terra, e merece ser reconhecido, exponenciado e apoiado. O Vôo da Águia representa essa projeção, esse “vôo”.

O projeto “Vôo da Águia” visa:

Mapear, certificar e exponenciar empreendedores sociais transdisciplinares nos 5 continentes;
Expedir títulos acadêmicos honoríficos de Cidadania Planetária;
Inserir e estimular pessoas em projetos de vida pertinentes.

Instituições nacionais e internacionais, redes e pessoas de bem estão sedentas para apoiar, interagir, multiplicar essas idéias e crescer com este público, afinal, sempre é tempo de fazer a história, construir novos caminhos para humanidade, e mudar grandes estigmas como este, lançado por Luther king: “O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.

Em 2010 foram premiados mais oitenta e nove cidadãos planetários, em complemento do projeto Cuidar da Terra 2010.

Em 2011 serão premiados 200 cidadãos planetários de todo o globo através do Vôo da Águia 2. Serão entregues entre 23 a 25 de junho, em Palmas-TO, em evento paralelo ao décimo segundo Movimento pela Vida.

As inscrições para candidatos 2011 podem ser feitas até 01 de junho pelo email voodaaguia2010@hotmail.com  Qualquer pessoa pode candidatar-se ou indicar outra.

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SECRETARIA EXECUTIVA DO EVENTO

A secretaria executiva do evento é adjunta à Faculdade Antônio Propício Aguiar Franco - FAPAF, que fica na Avenida Diórgenes de Brito sem número, Pium-TO - CEP 77.470.000. Os fones de contato são 63 3368 1569/1365, com o Diretor Geral Alexandre Wahbe, que é o Diretor Geral do Conselho Mundial de Cidadania Planetária para primeiro mandato do decênio 2010-2020. Outro contato importante é da organizadora do Movimento pela Vida, de Palmas, Tânia Cavalcante, que é co-gestora do Conselho Mundial também, que é 63 84071233.
Mais informações podem ser coletadas também com os 32 embaixadores do Conselho Mundial de Cidadania Planetária.

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VÔO DA ÁGUIA 2010 - PARCEIROS E CONTATO

•    Blog Cultura Biocêntrica - www.biodanca.blogspot.com
•    Movimento pela Vida - http://transnet.ning.com
•    Fapaf - www.fapaf.edu.br
•    OPEN - Organização Psicopedagógica Equilíbrio Natural - open.1@uol.com.br
•    RedeTranscultural Holista - www.transnet.ning.com
•    yvy Kuraxo (Coração da Terra) - www.yvykuraxo.org.br
•    Instituto Consciência Adamantina - www.claudiovelasco.ning
•    Civilização Solar - www.civilizacaosolar.org
•    Conselho Mundial de Cidadania Planetária www.wcpc.org.br
•    Expandindo a Consciência - www.expandindo-a-consciencia.com
•    Bandeirantes da Luz – www.bandeirantesdaluz.com.br
•    Outro Mundo - http://www.outromundo-noticiaboa.com.br/
•    Blog Eikos - http://eikosuiter.blogspot.com/
•    Bem Viver - www.bemviver.org
•    Mundo Espiritual - www.mundoespiritual.com.br
•    Rede do Afeto - www.rededoafeto.org

CIDADÃOS PLANETÁRIOS CERTIFICADOS EM 2010
•    Adalberto Wodianer Marcondes – Editor da Revista Envolverde – São Paulo – SP
•    Adriana Fittipaldi - Resgate das tradições e do feminino sagrado e Unipaz - Brasília – DF
•    Afif Naeimi (Sr) (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Afonso Pereira da Silva: ex-vereador e empreendedor social, pela luta pelo advento do turismo local, geração de oportunidades econômicas, e pela valorização dos ecossistemas existentes em Pium - TO
•    Alexandre Lira - Editor da SunNet - portal de divulgação de ações e notícias para construção do terceiro milênio e boas notícias – Maceió - AL
•    Ana Maria Devanna - Cantora e Empreendedora Transdisciplinar – Alto Paraíso – GO
•    Ana Maria Diniz Lelis – Desenvolvimento Humano Integral – Uberlândia – MG
•    Angela Vaz Lopes - Trabalhos com saúde, justiça, proteção ambiental e animal - Passos - Minas Gerais
•    Antônio Carlos Pereira Santiago, pela atuação estadual na defesa do meio ambiente e das minorias indígenas e quilombolas. Palmas-TO
•    Antônio de Pádua Moreira Santos- Atuação transetorial nas áreas de comunicação, direitos humanos, conservação e preservação da natureza e espiritualidade - Brasil
•    Arnaldo Speluzzi – Palestrante Transdisciplinar - Argentina
•    Behrouz Tavakkoli (Sr) (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Bernadete Aparecida Ferreira - Casa da Mulher 8 de março - Palmas – TO
•    Cilon Estivalet - RPPN Bosque de Canela - evento Jardinação- POA
•    Cláudio Velasco –- Mobilizações pelo blog Instituto Consciência Adamantina - Santa Maria - RS
•    Daiane Santana da Silva –  Blog Vivo Verde – Palmas - TO
•    Divaldo Franco - Educador, Humanista e Autor Espírita com 7.000.000 de livros vendidos - Brasil
•    Dr. Eduardo Manzano – Consaúde – Porto Nacional – TO
•    Dr. José Caitano Neto – Médico, Pastor e Presidente da OSEAD – Projeto da Reconstrução do Ensino Superior no Brasil e OSEAD – São Paulo - SP
•    Dr. Marcio Bontempo - Federação Brasileira de Medicina Tradicional e democratização de informações sobre saúde e resgate das tradições aos menos favorecidos – Brasília - DF 
•    Dr. Nossrat Peseschkian (in memoriam) - Perspectiva Integracional e Transcultural e da auto-terapia na Psicologia - Fundação Peseschkian – Irã
•    Dr. Wagner Jardim - Integração entre ciência e tradições na saúde - São Paulo – SP
•    Dra. Heloísa Manzano - Consaúde – Porto Nacional - TO
•    Dra. Iracy Coelho de Menezes Martins - Brasil – ds.imartins@hotmail.com - Contribuições à taxonomia e vanguarda mundial na interação com a fitofisionomia das Ipucas – UFT - Palmas – TO
•    Dra. Vanda Beatriz Vieira Riedel de Resende - Centro Transdisciplinar de Educação e Formação de Educadores (CETRAEFE) – Brasília – DF
•    Eduardo Cejanes Cezimba, pela atuação na REDE TRANSCULTURA HOLISTA. Porto Alegre - RS
•    Eliane Potiguara - Direitos humanos  e empreendedorismo social - Rio de Janeiro - RJ
•    Elianildo Nascimento – Direitos Humanos, Movimento Nova Consciência, URI e Fórum da Diversidade Religiosa – Brasília – DF
•    Elizabete Otelac – Rede da Paz e do Bem  - Brasília - DF
•    Erica Mylius - ONG Cataventus - evento JardinAção – POA
•    Fariba Kamalabadi (Sra) (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Fernando Luis Almeida - Voluntário Humanista – SP
•    Francisco Cândido Xavier - (Chico Xavier) – (in memoriam) – Humanista, autor espírita com mais de 50.000.000 de livros vendidos. – Brasil
•    Genivalda Cravo  - Defensora do ecumenismo e do diálogo inter-religioso - Goiânia – GO
•    Giovanni Salera Júnior – Empreendedor Social Ambiental – Tocantins
•    Gislaine Maria D'Assumpçao - CIT/UNIPAZ Instituto Renascer/Ecovilas e Escola do Ser  - Belo Horizonte – MG
•    Graça Santos - Colaborações humanitárias - Blog Orientando quem Orienta – Rio de Janeiro – RJ
•    Haikaa Yamamoto – Work of Art - Global Project – EUA
•    Harbans Lal Arora - Fortaleza em Paz - Fortaleza - CE
•    Hélcio Totino – Ambientalista - MG
•    Heráclito Ney Suiter – Gurupi – TO – Programa Transdisciplinar de Aprimoramento de Conteúdos
•    Ingrid Cañete – Trabalhos para crianças do milênio – Porto Alegre – RS
•    Irene Maria dos Santos  – Instituto Brasil Central – Goiânia – GO
•    Irene Nousiainen Sampaio - Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola -  Finlândia
•    Iris Boff, pelas suas publicações em prol dos princípios do cuidado planetário e de uma nova ética global
•    Iris Medeiros Azevedo - Idealizadora dos encontros da Nova Consciência - Campina Grande - PB
•    Jamaloddin Khanjani (Sr) (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    José Alexandre Vargas - Organizador do JardinAção – Porto Alegre – RS
•    José Fernando Vargas - Educação ambiental do Jardim Botânico de POA - evento JardinAção
•    Julio Lótus – Instituto Verdor e Estrela Solar – São Paulo – SP
•    Juraildes da Cruz - Compositor e Cantor Universalista – Tocantins
•    Leonardo Boff, pelas suas publicações em prol dos princípios do cuidado planetário e de uma nova ética global
•    Leyde Christina - Instituto Humanitatis – Campinas – SP
•    Liana Utinguassú – Servidora - Presidente da  Oscip Yvy Kuraxo (Pró Indígenas) POA - RS
•    Loreta Rodrigues - Conselho dos Abuelas – Colômbia
•    Lucinéia Vieira -  Voluntária Humanista – SP
•    Luis Claudio Galhardi - Londrina Pazeando - Londrina- PR
•    Luís Pellegrini - Jornalista e Escritor, Editor da Revista Planeta
•    Luis Roberto Carrazza - Cooperativa Central do Cerrado - Produtos Ecossociais – Brasília – DF
•    Lydia Rebouças - Projetos transdisciplinares e UNIPAZ - Brasília – DF
•    Madison Alexandre - Rede N.A.V.E - Cavalcante – GO
•    Mahvash Sabet (Sra) (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Marcia Campos de Freitas Pinto - Projetos Sociais - Barbacena – PA
•    Marly Cuesta - Direitos Humanos, Culturas Populares, proteção ambiental, Sustentabilidade e Espiritualidade. Educadora Popular - RS
•    Marta Neves - Programa Reciclar Banrisul - evento Jardinação - POA
•    Mharcya de Sá – Templo do Sol – Rio de Janeiro
•    Milton Aizemberg - Casa Corpo Brasis - São Saulo – SP
•    Mirtzi Lima Ribeiro, pela atuação como palestrante transdisciplinar e divulgadora da temática expansão da consciência, cidadania cósmica e ética viva. João Pessoa - PB
•    Monge Ricardo Mário Gonçalves - Ações em prol do diálogo inter-religioso - São Paulo – SP
•    Monja Isshin Havens - Águas da Compaixão - Porto Alegre - RS
•    Monja Yvonnette Silva Gonçalves  - Ações em prol do diálogo inter-religioso - São Paulo - SP
•    Nahuel Lonkon -   Lider  Mapuche –Mestre Intercultural -Argentina
•    Neiva Chaves Zelaya – (Tia Neiva) -  (In memoriam) – Aproximação entre Fé e Ciência e Expressão de Grandes Tradições e Sabedoria Perene da Humanidade – Brasília – DF
•    Nilo Nunes - Instituto de Pesquisa e Ciências Ambientais de Bertioga - Bertioga- SP
•    Padre Rino Bonvini - Movimento de Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim -Fortaleza – CE
•    Pastor Nehemias Marien  - (in memoriam) - Expoente dentro do universo das confissões evangélicas, de um verdadeiro defensor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso - Rio de Janeiro – RJ
•    Paulo Roberto Cabral Medeiros, autor da série netcidadã transdisciplinar “Civilização Solar”. Brasília – DF
•    Pierre Weil – Criação da UNIPAZ – (in memoriam) - Brasil
•    Priscila Petri  -  Voluntária Humanista – SP
•    Raciel Gonçalves Junior - Empresário e Empreendedor Social - Rede Piá e Arca de Noé - Itajaí – SC
•    Regina Stella Quintas Fittipaldi - Programas transdisciplinares e Unipaz - Brasília – DF
•    Reverendo Charles Gibbs  - Idealizador da United Religions Iniciative – URI - São Francisco – Califórnia  - EUA
•    Reverendo Elias Andrade Pinto - Defensor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso - São Paulo – SP
•    Ricardo Martins – Blog Absoluta, Feminino Essencial e Outro Mundo: Só Notícia Boa - Porto Alegre - RS
•    Roberto Crema – Autor e Empreendedor Transdisciplinar – UNIPAZ - Brasil
•    Rosimar Mendes – Direitos das Minorias – Palmas –TO
•    Rosita Campelo Fonteles - Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola – Espanha
•    Ruth Maria Sommerhalder Scaff  - Mídias sociais - causas éticas e transdisciplinares e UNIPAZ – Brasília - DF
•    Saara Nousiainen – Programa Cinco Minutos Valores Humanos para a Escola – Fortaleza – CE
•    Sabrina Alves - círculos de sintonização com o Feminino Sagrado - redes de mulheres na América Latina e Ecofeminismo – São Paulo – SP
•    Saeid Rezaie (Sr) (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Salete Castro - Direitos Humanos – Palmas –TO
•    Sebastião Vieira de Melo – Programa (transdisciplinar via rádio) Vida em Harmonia – Palmas – TO
•    Sergio Soares de Carvalho - Bandeirantes da Luz – São Paulo – SP
•    Sheikh Mohammad Ragip - Ordem Sufi Halveti Al-Jerrahi – Conselho Global da URI
•    Sidnei Augusto – Vanguarda nas leis de reaproveitamento dos entulhos da construção civil – São Paulo – SP
•    Silvia Rego -  Idealizadora, Criadora e Fundadora da Estrela Solar Filhos do Sol - São Paulo - SP (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Tatiana Cito – Templo do Sol – Rio de Janeiro
•    Tatiane Dutra de Oliveira  - Idealizadora e co-criadora do Instituto Consciência Adamantina – Santa Maria – RS
•    Ulisses Riedel de Resende  - União Planetária e TV SUPREN - Brasília – DF
•    Vahid Tizfahm (Sr)  (7 líderes bahá´ís presos no Irã por defenderem os princípios bahá´ís de unidade na diversidade e combate a toda forma de preconceito, entre outros).
•    Vair Dias de Assis – ONG PIM - Pessoas Interessadas em Mudanças – Minas Gerais
•    Vera Lúcia de Jesus Macedo Brasileiro –  Projetos em Saúde Mental /Educação Digital - São Paulo – SP
•    Vera Lúcia de Mendonça, Gabriel Nesello, Tânia Maria Ribeiro Cavalcanti, pela criação do Movimento pela Vida, evento transcultural e de promoção da paz já com 11 edições. Palmas-TO
•    Wilian Rocha de Assunção: Ativista dos Movimentos de Direitos Humanos e Ambientalista, co-criador do Insituto Missão Verde. Caseara - TO

EMBAIXADORES DO CONSELHO MUNDIAL DE CIDADANIA PLANETÁRIA
•    Elizabete Otelac - Brasília – DF - liz.otelac@gmail.com
•    Vera Brasileiro - São Paulo - SP - veluma@terapeutaholistica.com.br
•    Wiara Di Candia - Alto Paraíso - GO - wiaradicandia@globo.com
•    Isadora Florão Reichembach – Alemanha - isaflorao@yahoo.com.br
•    Luiza Gosuen - Ativista Greenpeace / Blog Feminino - luizagosuen@gmail.com -
•    Sergio Soares de Carvalho – São Paulo - SP - sergiocarvalho48@hotmail.com
•    Rossany Mouji – Campo Grande – MS - rossany.mouji21@gmail.com
•    Fernando Gomes (Fernando Cerrado) - Palmas-TO - fernandocerrado@yahoo.com.br
•    Salete Castro - Palmas – TO - saleteto@gmail.com
•    Bernadete Aparecida Ferreira - Palmas-TO - casadamulher_to@yahoo.com.br
•    Arnaldo Speluzzi - Argentina - arnyspel@gmail.com
•    Natália Ulhôa - Passos – MG - nataliaulhoa@hotmail.com
•    Ricardo Martins - Porto Alegre - RS - r.o.m@terra.com.br
•    Sebastião Vieira de Melo – Palmas – TO - svmelo1@hotmail.com
•    Heráclito Ney Suiter – Gurupi – TO – hnsuiter@gmail.com
•    Liana Utinguassú – Porto Alegre - RS- liana.rs.lumina@terra.com.br
•    Giridari Das (Gustavo Dauster) – Distrito Federal, Europa, América do Norte, Oceania e Índia – gd@pandavas.org.br
•    Loreta Rodrigues – Colômbia - loretarodrigues@yahoo.com.br
•    Irene Nousianien Sampaio – Finlândia - irenens@yahoo.com.br
•    Ahlex Vanderlei da Silva – Minas Gerais - ahlexthebestspeaker@hotmail.com
•    Dra. Iracy Coelho de Menezes Martins - Brasil – ds.imartins@hotmail.com
•    Nirley Crespi  – Brasil - nirley_crespi@yahoo.com.br
•    Gislaine Maria D´Assumpção – Minas Gerais - gislaine.bh@terra.com.br
•    Elianildo Nascimento – Brasil - elianildonascimento@yahoo.com.br
•    Maria do Socorro de Sousa Rodrigues – Brasil - sspaliti@ig.com.br
•    Marinez Tito Salgado – Brasil e países de língua francesa - marineztss1@hotmail.com
•    Vair Dias de Assis – ONG PIM - Pessoas Interessadas em Mudanças – Minas Gerais - ivairbreu@yahoo.com.br
•    Celi Campos Romão– Rio de Janeiro - celromao@hotmail.com
•    Daiane Santana da Silva – Brasil - daianeea@gmail.com
•    Giovanni Salera Júnior – Amazônia – salerajunior@yahoo.com.br
•    Nahuel Lonkon -  Argentina – nahuellonkon@hotmail.com
•    Maria Otilia Marinho de Moura – Tocantins - otiliamoura@gmail.com
•    Catarina Cavalcanti de Jesus – Goiânia - rouxinolcj@gmail.com

GUARDIÕES DA TERRA
•    Saara Nousiainen – Materiais transdisciplinares – Coordenadora do Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola – Fortaleza – CE - caminhos2008@gmail.com
•    Dra. Iracy Coelho de Menezes Martins - Brasil – ds.imartins@hotmail.com - Brasil
•    Celeste Ferreira - Louveira – SP - manolo.otero1@hotmail.com
•    Luiza Gosuen - luizagosuen@gmail.com
•    Janaína Vieira – Brasília – DF - janaina.tvsupren@gmail.com
•    Marcos Leão – Palmas – TO - marcosleao.biol@gmail.com
•    Vilmar Eugenio de Castro – Passos – MG - vilmar_ss@yahoo.com.br
•    Cantor da Terra Dorivã – Palmas – TO - borgesdorivan@yahoo.com.br
•    João Paulo de Abreu – Lagoa da Confusão – TO - joaopaulo.abreu@hotmail.com
•    Fernando Janczur – Palmas – TO - fernandojanczur@gmail.com
•    Paulo Afonso da Silva – Cristalândia – TO - paulocristal49@hotmail.com
•    Ednéia Wahbe – Palmas/Pium-TO – edneiawahbe@hotmail.com
•    Gislaine Maria D´Assumpção – Minas Gerais - gislaine.bh@terra.com.br
•    Índio Darcy Guarani – Aldeia Guarani do Jaraguá - São Paulo - SP

COLEGIADO DE CO-PRESIDENTES DO CONSELHO MUNDIAL DE CIDADANIA PLANETÁRIA:
•    Alexandre  Sperchi Wahbe  -  Diretor Geral para o primeiro período do decênio 2010-2020 ,  RETRANS: http://transnet.ning.com/profile/ALEXANDRESPERCHIWAHBE
•    Eduardo Sejanes Cezimbra ,  RETRANS: http://transnet.ning.com/profile/EduardoSejanesCezimbra
•    Mirtzi Lima Ribeiro , RETRANS: http://transnet.ning.com/profile/MirtziLimaRibeiro
•    Paulo Medeiros ,  RETRANS: http://transnet.ning.com/profile/PauloRCMedeiros
•    Tania Cavalcante , RETRANS: http://transnet.ning.com/profile/taniamariaribeirocavalcante
•    Antônio Carlos Pereira Santiago    "Wiliam Assunção"
•    Vera Lucia de Mendonça 

SOLICITE O POWERPOINT OFICIAL DO VÔO DA ÁGUIA PELO EMAIL:
voodaaguia2010@hotmail.com

WEBSITES:
http://conselhomundialcidadaniaplanetaria.blogspot.com/
http://www.fapaf.edu.br
http://transnet.ning.com/profile/CMCP
http://outromundo-noticiaboa.blogspot.com/2010/09/projeto-voo-da-aguia-em-busca-de.html


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Irene Nousiainen
Membro e Embaixadora do Conselho Mundial de Cidadania Planetária
Cidadã Planetária (Título honorífico acadêmico expedido pela Faculdade Antônio Propício Aguiar Franco - FAPAF/2010)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CONSELHO MUNDIAL DE CIDADANIA PLANETÁRIA

Em 2010 a Faculdade Antônio Propício Aguiar Franco, localizada anexa a maior Ilha Fluvial do mundo (Ilha do Bananal) no Brasil, que tem como base a atuação transdisciplinar pela Carta da Terra, criou o Projeto pioneiro em nível mundial “Cuidar da Terra”, que inicialmente mapeou e certificou academicamente 11 (onze) Cidadãos Planetários – Guardiões da Terra, entre 23 a 25 de junho de 2010. Na oportunidade foi criado o Conselho Mundial de Cidadania Planetária, pois os premiados verificaram que nada existia em nível mundial similar em termos de reconhecimentos de cidadãos planetários.

Assim que aconteceu o Cuidar da Terra e com a divulgação dos seus resultados iniciais, os membros do conselho verificaram o surgimento de demandas por reconhecimento e a interatividade de pessoas de diversos países, na tradução e envio dos materiais, verificando assim uma lacuna real e urgentemente passível de preenchimento pelo empoderamento e exponenciação de pessoas e organizações chave por todo o Globo.

Abriu-se caminho então para esta primeira ação do Conselho Mundial de Cidadania Planetária.

O Projeto Vôo da Águia é a maior estratégia global organizada, justa, transparente, includente e participativa já lançada a nível mundial, e visa estabelecer a unidade e a interação com a comunidade de Empreendedores Sociais/Cidadãos Planetários que estão fazendo a mudança necessária pela transformação e preservação da Terra e plenitude humana. Cada Cidadão Planetário é um verdadeiro Guardião da Terra, e merece ser reconhecido, exponenciado e apoiado. O Vôo da Águia representa essa projeção, esse “vôo”.

O Projeto Vôo da Águia visa:

Mapear, certificar e exponenciar empreendedores sociais transdisciplinares nos 5 continentes;
Expedir títulos acadêmicos honoríficos de Cidadania Planetária;
Inserir e estimular pessoas em projetos de vida pertinentes.

Instituições nacionais e internacionais, redes e pessoas de bem estão sedentas para apoiar, interagir, multiplicar essas idéias e crescer com este público, afinal, sempre é tempo de fazer a história, construir novos caminhos para humanidade, e mudar grandes estigmas como este, lançado por Luther king: “O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.

Em 2010 serão premiados mais oitenta e nove cidadãos planetários, em complemento do projeto Cuidar da Terra 2010. As inscrições para candidatos podem ser feitas até 01 de novembro pelo email voodaaguia@hotmail.com , Qualquer pessoa pode candidatar-se ou indicar outra.

O evento de entrega dos títulos acadêmicos eméritos será entre 29 de novembro e 3 de dezembro de 2010, na sede da FAPAF, em PIum/TO (Ilha do Bananal), cidade que fica a 119 km da capital, Palmas.

Quer saber mais sobre o Conselho Mundial de Cidadania Planetária e o Projeto Vôo da Águia...acesse este link



FONTES:
Conselho Mundial de Cidadania Planetária
Faculdade Antônio Propício Aguiar Franco - FAPAF
RETRANS

CIDADANIA PLANETÁRIA

Por conta da colaboração e assessoria que presto ao Programa 5 Minutos de Valores Humanos para a Escola fui indicada para receber o título de Cidadã Planetária. Aceitei o título mais como incentivo para dar continuidade mais amplamente e profundamente na difusão de idéias que sempre acreditei e de ações em defesa da vida e de nossa casa Terra, do que propriamente julgo merecer, face a tantas pessoas com mais eficazes e efetivas ações em torno de tão importante e crucial tema. E é por isto, que retomo este blog depois de um longo ano de afastamento por questões pessoais.  Aqui vou compartilhar com vocês a riqueza de pessoas comprometidas com o bem da vida...difundir a cultura biocêntrica (quer saber o que é cultura biocêntrica? Acesse este link) ...para que participemos da beleza da vida!

CARTA DA TERRA

CARTA DA TERRA (1) 

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a maior responsabilidade de promover o bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.
  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.
  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida. 

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(1) A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.

O documento é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.

sábado, 8 de maio de 2010

TODOS PODEMOS CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR

Ontem estava a conversar com uma amiga sobre questões que envolvem a vida como um todo, nosso planeta, nós humanos, etc. E falávamos de como nos incomoda os rumos que a humanidade vai tomando em sobre questões importantes.

E sempre nesse tipo de conversa me bate uma desolação pela minha pequenez frente a tão grande, intrincada e complexa questão. O que euzinha, nesse meu mundinho pequeninho pelo qual deixo meu rastro, posso fazer para minimizar tantos problemas criados pelo ser humano no que se refere à vida planetária e seus moradores. Após relutar, acabava por me conformar em fazer o que está a meu alcance. Postar idéias neste blog sobre vida saudável é uma delas.

E ontem, por um acaso, nos meus passeios pelos vídeos do youtube caí em HOME. E posso lhes dizer, para quem se interessa por um mundo melhor, vale a pena assistir. Ele nos dá a exata dimensão do quanto predadores somos e o perigo iminente dessa predação se voltar até contra nós mesmos. Estamos acabando rápido e mais rápido com os recursos naturais de nosso planeta e mexendo descontroladamente no equilíbrio de muitos e importantes ecossistemas. E o filme apresenta também uma solução prática e fácil para minimizar tamanha predação: pense antes de comprar. E de fato, se uma maioria começa a exercer essa consciência é uma forma de se forçar mudanças de rumos para uma tecnologia mais saudável, mudar hábitos das indústrias, das empresas, dos serviços, política, etc., pois sem compradores ou usuários o "mercado", as empresas, serviços, buscam alternativas que fomentem demanda. Podemos usar o poder que o capitalismo nos impõe a favor do que queremos. Já há alguns anos que penso antes de comprar: "realmente preciso disso, ou está me sendo imposto? Qual a relação custo para o planeta e benefício para mim isso traz? Posso viver sem isto? Posso trocar por algo mais saudável para mim e para o planeta?". Geralmente na primeira pergunta já tenho a resposta. Na verdade não precisamos de muito para viver. Mas, nunca eu havia pensado na força dessa frase em termos de movimento social: "Pense antes de comprar". Fica aí a dica. Espalhe. Conscientize-se. Conscientize.

E aqui está o link para o documentário HOME


sábado, 5 de dezembro de 2009

MÍDIA PELO MEIO AMBIENTE

Independente de questões políticas, econômicas, privadas ou públicas ou sei lá mais o que;
independentemente de estatísticas, interesses e indústrias;
independente de tudo que eu possa ouvir a favor ou contra...
não mudarei minha opinião sobre o nosso papel, enquanto ser humano, que usa e depende deste planeta para viver;
não mudarei minha opinião, sobre a nossa responsabilidade como interfentes diretos sobre todas as formas de vida com as quais cohabitamos, e sobre o modo como interferimos em todos os tipos de relação que se estabelecem no planeta Terra para seu equilíbrio.

Não me importa se políticos tem interesse nisso ou naquilo;
não me importa se a indústria disso ou daquilo vai sair ganhando mais ou menos;
não me importa se pessoas acham isso ou aquilo.
Importa-me o que acredito.
E acredito que somos os maiores e principais agentes de transformação deste planeta com consequências as mais diversas sobre todos os seres que aqui TAMBÉM vivem...dos minúculos seres unicelulares, aos vegetais e animais. Não importa! E importa muito...porque é enorme a nossa responsabilidade.

O que de desanimador vejo em todo esse cenário de discussões ambientais que vivemos hoje, é que mal somos capazes de estabelecer relações saudáveis e de cuidado entre nós mesmos da mesma espécie e, talvez, seja pedir demais à humanidade que estenda seu olhar de respeito a todos os outros seres viventes, incluindo nosso planeta.

A conscientização de cada um, um por um, sobre a importância da vida saudável para todos, do direito de todos a uma vida digna, do respeito à todas as formas de vida, é meu sonho...é minha utopia!

E aqui vão alguns anúncios interessantes que recebi.
Pense você também.
Busque no seu íntimo as respostas em defesa da vida e aja.
Eu agradeço...muitos agradecem!
Quem sabe um dia todos agradeçam.



Essa campanha foi feita para a World Wildlife Fund.
À medida que o papel acaba, o verde da América do Sul também vai embora,
simbolizando o impacto ambiental que o uso de simples toalhas de papel é capaz de provocar,
além de alertar para outros desperdícios que podem levar às mesmas consequências.



Esse anúncio utiliza o movimento da sombra no cartaz
para demonstrar como o aquecimento global levará ao aumento do nível dos oceanos.



"Veja quanto monóxido de carbono você deixará de emitir se não dirigir por um dia".
Essa é a mensagem que aparece na gigantesca nuvem preta presa ao cano de escape de um carro
depois de passar o dia sendo inflada pela fumaça expelida pelo automóvel.



Nesse anúncio, as árvores foram posicionadas para parecer pulmões.
A área desmatada é um alerta, e a frase no canto diz: "Antes que seja tarde demais".



 Diesel, a fabricante italiana de roupas, colocou, no fim de janeiro,
propagandas em jornais, revistas e outdoors
que traziam modelos posando com roupas da marca em um mundo afetado pelo aquecimento global.
Nas fotos acima, você vê o Cristo Redentor coberto de água até os pés
e Nova York praticamente submersa.
Imagino suas fábricas debaixo dágua.



SAFE é uma instituição de proteção aos animais
que faz várias campanhas para expor e questionar
a utilização desnecessária deles em experimentos e explorações comerciais.
O anúncio acima tem como alvo o uso dos bichos
como cachecóis, botas e outros produtos de couro e assim por diante.



"Use a eletricidade com sabedoria".
Esse anúncio é da companhia de energia Eskom, da África do Sul.



 Uma associação de proteção ao meio ambiente e sua agência de publicidade
tiveram a idéia de colocar outdoors logo acima de buracos de esgotos
para dar a idéia de que água suja é como cocô.
Eles queriam despertar o cuidado das pessoas para com o ambiente
por meio de fortes impactos visuais e até aversão física.



 "A moda faz mais vítimas do que você pensa".
Da Agência O&M, da Índia

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

HOPENHAGEN - DECIDINDO O FUTURO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Ingenuamente, eu acreditei que esta reunião ofereceria resultados mais concretos e favoráveis ao meio ambiente. Claro que sem saltos, porém acreditei que seria mais positivo.

Mas, como a reunião é de políticos, já deveria ter imaginado...cada qual defendendo o seu de olho nos seus mandatos e perderam de vista o que é melhor para nosso planeta (nossa casa de todos), para a vida, para todos os seres viventes, para nós humanos e para a vida de cada um. O problema é que sempre se desenvolve esse olhar de modo inverso: os interesses individuais continuam se sobrepondo aos interesses de todos.
Muito triste!
Irene
10/12/2009

Olá pessoal,

Recebi email da Divisão de Comunicação Interativa - Interactive Communications da Ketchum Estratégia - Brasil (Agência de Relações Públicas) solicitando que divulgasse informações importantes sobre o Hopenhagen e como nós internautas, inclusive os que não poderão participar pessoalmente, podemos contribuir. E é claro que fazemos a divulgação com o prazer de contribuir, minimamente que seja, mas é o que está a meu alcance.

Eis as informações:

Para quem ainda não sabe, o Hopenhagen será uma oportunidade para importantes decisões acerca do futuro das mudanças climáticas no mundo e acontecerá de 07 a 18 de dezembro em Copenhague.

O Hopenhagen vai dar aos internautas a chance de se tornarem participantes ativos do diálogo sobre mudanças climáticas e de se fazerem ouvir pelos líderes mundiais e delegados da conferência presentes. Estamos fazendo uma coleta de assinaturas para a petição para “Mudança Climática” em apoio à ONU, que reivindica um tratado sobre o clima que seja “ambicioso, justo e efetivo na redução de emissões”.

Hopenhagen é um movimento. Um momento e uma chance de um novo começo. A esperança de que, neste dezembro, em Copenhague - durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas - nós podemos construir um futuro melhor para o nosso planeta e uma forma mais sustentável de vida. É a esperança de que possamos criar uma comunidade global que levará nossos governantes a tomar as decisões certas. A promessa de que, resolvendo nossa crise ambiental, podemos resolver nossas crises econômicas, ao mesmo tempo.

A campanha Hopenhagen desenvolvida pela ONG Associação Internacional de Propaganda com apoio da ONU (www.hopenhagen.org) busca adesões para um abaixo assinado sobre o clima que será entregue pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, no encontro COP15 em Copenhague, a ser realizado em dezembro deste ano, cujo objetivo é criar um documento atualizado que substituirá o protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

A assinatura do abaixo assinado é super simples e leva apenas alguns minutos. É só clicar no link SIGN THE PETITION. Passem para os amigos, familiares e afins. É super importante a nossa opinião e participação em Copenhague!

Para ajudar é simples!
1 - Ajudando a divulgar o site http://www.hopenhagen.org/.
2- Assinando a petição no site
3- Incluindo um selo do Hopenhagen em seu blog. http://www.hopenhagen.org/badges
4- Se possui conta no facebook, se tornando fã da página e fazendo o seu passaporte.

Vamos fazer todos, cada qual a sua parte!




sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - LONGE DE SE COMEMORAR

05 Jun 2009
As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público manifestar, durante a semana do meio ambiente, sua extrema preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira e afirmar, com pesar, que esta não é uma ocasião para se comemorar.

É sim momento de repúdio à tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas.

Recentes medidas dos poderes Executivo e Legislativo, já aprovadas ou em processo de aprovação, demonstram claramente que a lógica do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente adequado e economicamente sustentável.

1. Já em novembro de 2008 o Governo Federal cedeu pela primeira vez à pressão do lobby da insustentabilidade ao modificar o decreto que exigia o cumprimento da legislação florestal (Decreto 6514/08) menos de cinco meses após sua edição.

2. Pouco mais de um mês depois, revogou uma legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras para colocar em seu lugar um decreto que põe em risco a maior parte de nosso patrimônio espeleológico. A justificativa foi que a proteção das cavernas, que são bens públicos, vinha impedindo o desenvolvimento de atividades econômicas como mineração e hidrelétricas.

3. Com a chegada da crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que contingenciava grande parte do já decadente orçamento do Ministério do Meio Ambiente (hoje menor do que 1% do orçamento federal), o governo baixava impostos para a produção de veículos automotores. Fazia isso sem qualquer exigência de melhora nos padrões de consumo de combustível ou apoio equivalente ao desenvolvimento do transporte público, indo na contramão da história e contradizendo o anúncio feito meses antes de que nosso País adotaria um plano nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa.

4. Em fevereiro deste ano uma das medidas mais graves veio à tona: a MP 458 que, a título de regularizar as posses de pequenos agricultores ocupantes de terras públicas federais na Amazônia, abriu a possibilidade de se legalizar a situação de uma grande quantidade de grileiros, incentivando, assim, o assalto ao patrimônio público, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal. Ontem (03/06) a MP 458 foi aprovada pelo Senado Federal.

5. Enquanto essa medida era discutida - e piorada - na Câmara dos Deputados, uma outra MP (452) trouxe, de contrabando, uma regra que acaba com o licenciamento ambiental para ampliação ou revitalização de rodovias, destruindo um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e feita sob medida para se possibilitar abrir a BR 319 no coração da floresta amazônica, com motivos por motivos político-eleitorais. Essa MP caiu por decurso de prazo, mas a intenção por trás dela é a mesma que guia a crescente politização dos licenciamentos ambientais de grandes obras a cargo do Ibama, cuja diretoria reiteradamente vem desconhecendo os pareceres técnicos que recomendam a não concessão de licenças para determinados empreendimentos.

6. Diante desse clima de desmonte da legislação ambiental, a bancada ruralista do Congresso Nacional, com o apoio explícito do Ministro da Agricultura, se animou a propor a revogação tácita do Código Florestal, pressionando pela diminuição da reserva legal na Amazônia e pela anistia a todas as ocupações ilegais em áreas de preservação permanente. Essa movimentação já gerou o seu primeiro produto: a aprovação do chamado Código Ambiental de Santa Catarina, que diminui a proteção às florestas que preservam os rios e encostas, justamente as que, se estivessem conservadas, poderiam ter evitado parte significativa da catástrofe ocorrida no Vale do Itajaí no final do ano passado.

7. A última medida aprovada nesse sentido foi o Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais, e rasga um dos pontos principais da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada pelo País em 1992, e que determina que aquele que causa a degradação deve ser responsável, integralmente, pelos custos sociais dela derivados (princípio do poluidor-pagador). Agora, independentemente do prejuízo imposto à sociedade, o empreendedor não terá que desembolsar mais do que 0,5% do valor da obra, o que desincentiva a adoção de tecnologias mais limpas, porém mais caras.

8. Não fosse pouco, há um ano não são criadas unidades de conservação, e várias propostas de criação, apesar de prontas e justificadas na sua importância ecológica e social, se encontram paralisadas na Casa Civil por supostamente interferirem em futuras obras de infra-estrutura, como é o caso das RESEX Renascer (PA), Montanha-Mangabal (PA), do Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM), do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (PR) e do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas (SC/RS).

Diante de tudo isso, e de outras propostas em gestação, não podemos ficar calados, e muito menos comemorar.

Esse conjunto de medidas, se não for revertido, jogará por terra os tênues esforços dos últimos anos para tirar o País do caminho da insustentabilidade e da dilapidação dos recursos naturais em prol de um crescimento econômico ilusório e imediatista, que não considera a necessidade de se manter as bases para que ele possa efetivamente gerar bem-estar e se perpetuar no tempo.

Queremos andar para frente, e não para trás. Há um conjunto de iniciativas importantes, que poderiam efetivamente introduzir a variável ambiental em nosso modelo de desenvolvimento, mas que não recebem a devida prioridade política, seja por parte do Executivo ou do Legislativo federal.

Há anos aguarda votação pela Câmara dos Deputados o projeto do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas. Nessa mesma fila estão dezenas de outros projetos, como o que institui a possibilidade de incentivo fiscal a projetos ambientais, o que cria o marco legal para as fontes de energia alternativa, o que cria um sistema de pagamento por serviços ambientais, dentre tantos que poderiam fazer a diferença, mas que ficam obscurecidos entre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e outra. E enquanto o BNDES ainda tem em sua carteira preferencial os tradicionais projetos de grande impacto ambiental, os pequenos projetos sustentáveis não têm a mesma facilidade e os bancos públicos não conseguem implementar sequer uma linha de crédito facilitada para recuperação ambiental em imóveis rurais.

Nesse dia 5 de junho, dia do meio ambiente, convocamos todos os cidadãos brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e responsável.

Brasil, 04 de junho de 2009

Assinam:
Amigos da Terra / Amazônia Brasileira
Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Conservação Internacional Brasil
Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento –
FBOMS
Fórum das ONGs Ambientalistas do Distrito Federal e Entorno
Greenpeace
Grupo Ambiental da Bahia – GAMBA
Grupo Pau Campeche
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
I.E.S/SP
Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB/MS
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM
Instituto Socioambiental – ISA
Instituto Terra Azul
Mater Natura
Mira-Serra/RS
Movimento de Olho na Justiça – MOJUS
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Sociedade Brasileira de Espeleologia
The Nature Conservancy – TNC
Via Campesina Brasil
WWF Brasil

FONTE: http://www.wwf.org.br/?20040/Nota-pblica-contra-o-desmonte-da-poltica-ambiental-brasileira



PODE-SE COMEMORAR?