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sábado, 19 de março de 2011

As Florestas e o Ser Humano

As Nações Unidas encomendou a Yann Arthus-Bertrand (mesmo criador do expetacular filme-documentãrio HOME) para produzir o filme oficial de lançamento do 2011 - Ano Internacional das Florestas. Após o sucesso de seu filme inicial, visto por 400 milhões de pessoas, o fotógrafo criou um curto filme de 7 minutos cheias de imagens aéreas de florestas e outras áreas.

Este filme foi exibido durante a sessão plenária da Nona Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (24/01 a 04/02/2011) em Nova York. Ele está disponível para distribuição mundial ao público, gratuitamente, e para download desde 02 de fevereiro.

Infelizmente ainda somente dispomos de versão em inglês.


Of Forests and Men from GoodPlanet on Vimeo.

FONTE: http://www.goodplanet.org/forests/the-film.html

sábado, 8 de maio de 2010

TODOS PODEMOS CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR

Ontem estava a conversar com uma amiga sobre questões que envolvem a vida como um todo, nosso planeta, nós humanos, etc. E falávamos de como nos incomoda os rumos que a humanidade vai tomando em sobre questões importantes.

E sempre nesse tipo de conversa me bate uma desolação pela minha pequenez frente a tão grande, intrincada e complexa questão. O que euzinha, nesse meu mundinho pequeninho pelo qual deixo meu rastro, posso fazer para minimizar tantos problemas criados pelo ser humano no que se refere à vida planetária e seus moradores. Após relutar, acabava por me conformar em fazer o que está a meu alcance. Postar idéias neste blog sobre vida saudável é uma delas.

E ontem, por um acaso, nos meus passeios pelos vídeos do youtube caí em HOME. E posso lhes dizer, para quem se interessa por um mundo melhor, vale a pena assistir. Ele nos dá a exata dimensão do quanto predadores somos e o perigo iminente dessa predação se voltar até contra nós mesmos. Estamos acabando rápido e mais rápido com os recursos naturais de nosso planeta e mexendo descontroladamente no equilíbrio de muitos e importantes ecossistemas. E o filme apresenta também uma solução prática e fácil para minimizar tamanha predação: pense antes de comprar. E de fato, se uma maioria começa a exercer essa consciência é uma forma de se forçar mudanças de rumos para uma tecnologia mais saudável, mudar hábitos das indústrias, das empresas, dos serviços, política, etc., pois sem compradores ou usuários o "mercado", as empresas, serviços, buscam alternativas que fomentem demanda. Podemos usar o poder que o capitalismo nos impõe a favor do que queremos. Já há alguns anos que penso antes de comprar: "realmente preciso disso, ou está me sendo imposto? Qual a relação custo para o planeta e benefício para mim isso traz? Posso viver sem isto? Posso trocar por algo mais saudável para mim e para o planeta?". Geralmente na primeira pergunta já tenho a resposta. Na verdade não precisamos de muito para viver. Mas, nunca eu havia pensado na força dessa frase em termos de movimento social: "Pense antes de comprar". Fica aí a dica. Espalhe. Conscientize-se. Conscientize.

E aqui está o link para o documentário HOME


sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - LONGE DE SE COMEMORAR

05 Jun 2009
As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público manifestar, durante a semana do meio ambiente, sua extrema preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira e afirmar, com pesar, que esta não é uma ocasião para se comemorar.

É sim momento de repúdio à tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas.

Recentes medidas dos poderes Executivo e Legislativo, já aprovadas ou em processo de aprovação, demonstram claramente que a lógica do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente adequado e economicamente sustentável.

1. Já em novembro de 2008 o Governo Federal cedeu pela primeira vez à pressão do lobby da insustentabilidade ao modificar o decreto que exigia o cumprimento da legislação florestal (Decreto 6514/08) menos de cinco meses após sua edição.

2. Pouco mais de um mês depois, revogou uma legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras para colocar em seu lugar um decreto que põe em risco a maior parte de nosso patrimônio espeleológico. A justificativa foi que a proteção das cavernas, que são bens públicos, vinha impedindo o desenvolvimento de atividades econômicas como mineração e hidrelétricas.

3. Com a chegada da crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que contingenciava grande parte do já decadente orçamento do Ministério do Meio Ambiente (hoje menor do que 1% do orçamento federal), o governo baixava impostos para a produção de veículos automotores. Fazia isso sem qualquer exigência de melhora nos padrões de consumo de combustível ou apoio equivalente ao desenvolvimento do transporte público, indo na contramão da história e contradizendo o anúncio feito meses antes de que nosso País adotaria um plano nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa.

4. Em fevereiro deste ano uma das medidas mais graves veio à tona: a MP 458 que, a título de regularizar as posses de pequenos agricultores ocupantes de terras públicas federais na Amazônia, abriu a possibilidade de se legalizar a situação de uma grande quantidade de grileiros, incentivando, assim, o assalto ao patrimônio público, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal. Ontem (03/06) a MP 458 foi aprovada pelo Senado Federal.

5. Enquanto essa medida era discutida - e piorada - na Câmara dos Deputados, uma outra MP (452) trouxe, de contrabando, uma regra que acaba com o licenciamento ambiental para ampliação ou revitalização de rodovias, destruindo um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e feita sob medida para se possibilitar abrir a BR 319 no coração da floresta amazônica, com motivos por motivos político-eleitorais. Essa MP caiu por decurso de prazo, mas a intenção por trás dela é a mesma que guia a crescente politização dos licenciamentos ambientais de grandes obras a cargo do Ibama, cuja diretoria reiteradamente vem desconhecendo os pareceres técnicos que recomendam a não concessão de licenças para determinados empreendimentos.

6. Diante desse clima de desmonte da legislação ambiental, a bancada ruralista do Congresso Nacional, com o apoio explícito do Ministro da Agricultura, se animou a propor a revogação tácita do Código Florestal, pressionando pela diminuição da reserva legal na Amazônia e pela anistia a todas as ocupações ilegais em áreas de preservação permanente. Essa movimentação já gerou o seu primeiro produto: a aprovação do chamado Código Ambiental de Santa Catarina, que diminui a proteção às florestas que preservam os rios e encostas, justamente as que, se estivessem conservadas, poderiam ter evitado parte significativa da catástrofe ocorrida no Vale do Itajaí no final do ano passado.

7. A última medida aprovada nesse sentido foi o Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais, e rasga um dos pontos principais da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada pelo País em 1992, e que determina que aquele que causa a degradação deve ser responsável, integralmente, pelos custos sociais dela derivados (princípio do poluidor-pagador). Agora, independentemente do prejuízo imposto à sociedade, o empreendedor não terá que desembolsar mais do que 0,5% do valor da obra, o que desincentiva a adoção de tecnologias mais limpas, porém mais caras.

8. Não fosse pouco, há um ano não são criadas unidades de conservação, e várias propostas de criação, apesar de prontas e justificadas na sua importância ecológica e social, se encontram paralisadas na Casa Civil por supostamente interferirem em futuras obras de infra-estrutura, como é o caso das RESEX Renascer (PA), Montanha-Mangabal (PA), do Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM), do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (PR) e do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas (SC/RS).

Diante de tudo isso, e de outras propostas em gestação, não podemos ficar calados, e muito menos comemorar.

Esse conjunto de medidas, se não for revertido, jogará por terra os tênues esforços dos últimos anos para tirar o País do caminho da insustentabilidade e da dilapidação dos recursos naturais em prol de um crescimento econômico ilusório e imediatista, que não considera a necessidade de se manter as bases para que ele possa efetivamente gerar bem-estar e se perpetuar no tempo.

Queremos andar para frente, e não para trás. Há um conjunto de iniciativas importantes, que poderiam efetivamente introduzir a variável ambiental em nosso modelo de desenvolvimento, mas que não recebem a devida prioridade política, seja por parte do Executivo ou do Legislativo federal.

Há anos aguarda votação pela Câmara dos Deputados o projeto do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas. Nessa mesma fila estão dezenas de outros projetos, como o que institui a possibilidade de incentivo fiscal a projetos ambientais, o que cria o marco legal para as fontes de energia alternativa, o que cria um sistema de pagamento por serviços ambientais, dentre tantos que poderiam fazer a diferença, mas que ficam obscurecidos entre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e outra. E enquanto o BNDES ainda tem em sua carteira preferencial os tradicionais projetos de grande impacto ambiental, os pequenos projetos sustentáveis não têm a mesma facilidade e os bancos públicos não conseguem implementar sequer uma linha de crédito facilitada para recuperação ambiental em imóveis rurais.

Nesse dia 5 de junho, dia do meio ambiente, convocamos todos os cidadãos brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e responsável.

Brasil, 04 de junho de 2009

Assinam:
Amigos da Terra / Amazônia Brasileira
Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Conservação Internacional Brasil
Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento –
FBOMS
Fórum das ONGs Ambientalistas do Distrito Federal e Entorno
Greenpeace
Grupo Ambiental da Bahia – GAMBA
Grupo Pau Campeche
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
I.E.S/SP
Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB/MS
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM
Instituto Socioambiental – ISA
Instituto Terra Azul
Mater Natura
Mira-Serra/RS
Movimento de Olho na Justiça – MOJUS
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Sociedade Brasileira de Espeleologia
The Nature Conservancy – TNC
Via Campesina Brasil
WWF Brasil

FONTE: http://www.wwf.org.br/?20040/Nota-pblica-contra-o-desmonte-da-poltica-ambiental-brasileira



PODE-SE COMEMORAR?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

CONSEQUÊNCIAS DA INDÚSTRIA CAPITALISTA GRANJEIRA

Já ouvi falar sobre o assunto da notícia abaixo quanto ao uso exagerado de antibióticos em frangos há muitos anos, inclusive comentado e corroborado por zootecnistas e veterinários que conheço. E a maioria das pessoas validam a mesma desculpa lucrativa sustentada pela indústria granjeira voltada às grandes populações de que é um mal necessário para que não haja mais fome ainda no mundo.

E aí venho com um pensamento crítico: quem realmente passa fome é porque não tem condições para sua própria produção alimentar ou porque não consegue gerar dinheiro suficiente para adquirir alimento. Se não tem dinheiro, como pode ser diminuída a sua fome? É fato, que a produção em escala barateia os custos, diminui o valor de venda e dá mais acesso a populações mais pobres. Pode até ser que sejam feitas doações para uns tantos. Mas, a que preço? Não me refiro a dinheiro. Refiro-me a consequências biológicas funestas em larga escala e de longo prazo, que geram prejuízos no sistema de saúde, no trabalhador e de volta na produção. Mas, de verdade, acaba com a fome? Ou pelo menos reduz substancialmente a quantidade de pessoas com fome?

O ser humano é dotado de uma inteligência e criatividade tal que, com certeza, se a maioria de nossos objetivos fossem mais humanos, voltados para a comunidade e sociedades, para a preservação e valorização da vida como um todo e com visão de longo prazo, os rumos trilhados pela humanidade e seu futuro seriam bem menos sombrios.

Existem atualmente soluções mais voltadas para as questões humanas e ambientais, do que para o lucro. Sim, porque para a indústria, seu principal objetivo é o lucro que vai para uns poucos. Os interesses restantes vem abaixo do lucro e em função dele é que existem. E mais justo ainda seria se houvesse a distribuição do lucro. Empresas que distribuem seus lucros entre os funcionários perceberam que assim conseguem maior produtividade deles com melhor qualidade e, consequentemente, mais lucro. Menos mal!? O lucro faz parte do processo da sociedade capitalista. Já que não poderemos viver tão cedo numa sociedade humanista e biocêntrica, pelo menos podemos minimizar seus impactos em nossas vidas. Então, o lucro deixa de ser razão de existência para ser consequência de atos pautados na busca de soluções sustentáveis para a comunidade como um todo e de longo prazo, com minimização ao máximo dos impactos causados pela visão capitalista.

É preciso desenvolvermos urgentemente um senso crítico de longo prazo em relação ao que nos é oferecido pela indústria, dentre outros setores produtivos, principalmente por aqueles que visam as populações em massa. As indústrias agrícola e alimentícia, desenvolvem meios de produção que vão de encontro à sustentabilidade da vida numa visão biocêntrica, com a desculpa de que é necessário alimentar grandes quantidades de pessoas para evitar a fome no mundo. Ouvi essa resposta da grande maioria das pessoas de vários graus de conhecimento, com quem conversei sobre o assunto.

O ser humano, fazendo uso de sua inteligência e habilidade criativa, com certeza, pode buscar soluções menos capitalistas e mais biocêntricas para a alimentação, dentre outros segmentos. Há várias idéias, projetos e ações acontecendo e menor escala.

Precisamos ser mais abertos a mudanças, e para melhor. É só buscar, enxergar, aceitar e mudar. Recrie-se, recrie o mundo.

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Aí vai a notícia:

Anvisa aponta risco de antibiótico em frangos
13/04/2009


O uso indiscriminado de antibióticos na produção de frangos p
reocupa as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo por causa da possibilidade de a prática gerar bactérias resistentes a tratamentos - prejudicando também a saúde humana. Um estudo preliminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicado no início de 2008, encontrou, ainda que em uma minoria de casos, salmonelas (bactérias envolvidas em doenças de transmissão alimentar) resistentes a drogas humanas e veterinárias.

Ressalvadas a baixa incidência do problema e a inexistência de prova científica da relação do uso dos remédios em frangos com o aparecimento de bactérias resistentes em humanos, a própria agência considerou que os resultados são preocupantes, por representar risco à saúde pública, e recentemente resolveu ampliar o monitoramento da produção. "Não sabemos até que ponto a resistência dessas bactérias é natural ou adquirida", afirma Lucas Dantas, gerente de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Anvisa.

O estudo foi conduzido em 14 Estados, com 2.710 amostras de frango analisadas entre 2004 e 2006. Os resultados mostram que 4% das carcaças estavam contaminadas pela bactéria Salmonella spp, problema encontrado principalmente no Su
deste, que concentrou 50% dos casos. Segundo a Anvisa, as espécies mais encontradas foram S. enteritidis, seguidas de S. typhimurium, nas regiões Sudeste, Norte e Centro Oeste. O uso excessivo de antibióticos por humanos, além de outros fatores como a automedicação, as prescrições incorretas e o declínio nas pesquisas de novos remédios do tipo, estão causando uma pandemia de resistência às drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/13042009/25/manchetes-anvisa-aponta-risco-antibiotico-frangos.html


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Outra notícia:

A preocupação não é acabar com a fome, nem proporcionar uma alimentação saudável e rica para a população.

O objetivo é aumento do consumo....mais lucro:

Cadaval: Oferecidas cinco toneladas de frango no churrasco para promover consumo


Cinco toneladas de frango no churrasco vão ser distribuídas gratuitamente hoje, no Cadaval, num almoço que se realiza pela segunda vez e que tem por objectivo a promoção do consumo da carne de aves.

"É uma iniciativa que se deve realizar todos os anos porque a carne de aves é um bem nacional produzido com qualidade e ainda por cima barato", disse hoje à Lusa Fernando Correia, produtor e dirigente da Associação Nacional dos Centros de Abate e Indústrias Transformadoras de Carne de Aves (Ancave).

A iniciativa, em que são esperadas quatro mil pessoas, é apoiada pela ANCAVE, Câmara Municipal e a associação local de empresários e integra-se na Semana Gastronómica do Frango do Cadaval.

O município faz parte da região onde se concentra grande parte da produção nacional de aves, disse Fernando Correia.

No ano passado também se pretendia atenuar a redução no consumo provocada pela crise da gripe das aves.

Na altura, e segundo dados da associação, as dúvidas dos consumidores levaram a uma redução no consumo na ordem dos 35 a 40 por cento.

Além do almoço, até 05 de Maio decorre a Semana Gastronómica do Frango, período em que oito de restaurantes apresentarão uma ementa de frango.

Os melhores menus serão depois premiados no âmbito de um concurso gastronómico.

FONTE: www.agroportal.pt/x/agronoticias/2007/04/28c.htm


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E essa notícia é mais comum do que se imagina:

Bando adulterava frango

A Polícia Civil apreendeu ontem à tarde 7,5 toneladas de frango adulterado com prazo de validade vencido. O produto, que seria vendido para mercados de todas as regiões da cidade de São Paulo, estava em um depósito na Zona Leste. Segundo a polícia, a quadrilha falsificava a embalagem de cerca de 100 toneladas de carne por mês. A reportagem do JT encontrou no chão caixas de frango a céu aberto sem refrigeração em meio a ratoeiras. O local apresentava forte odor de carne podre. Os frangos eram fracionados (cortados em várias peças), sem identificação de procedência, sem prazo de validade e ao redor de baratas e roedores. Os frangos visivelmente estragados eram transformados em partes - filé de peito, coxa e sobrecoxa - e também colocados à venda, para driblar uma eventual fiscalização. O gerente vai responder por falsificação e adulteração de produto alimentício.

A quadrilha usava ******* nos frangos, mesmo deteriorados, para deixá-los com boa aparência. O quilo custava cerca de R$ 2,50 para o consumidor final, que chega a ser cerca de 50% mais barato do que o cobrado normalmente. De acordo com o laudo feito pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, o produto era impróprio para o consumo e nocivo à saúde pública.


FONTE: http://professormedeiros.blogspot.com/2008/02/spfrangos-congelados-uma-maquiagem.html - 29/02/2008

sábado, 7 de fevereiro de 2009

HISTÓRIA DAS COISAS - CRISE DE VISÃO DE MUNDO

Eveline, uma muito querida amiga que está passando uns tempos na Espanha e lá poder plantar muitas sementes desse novo olhar a vida essencialmente biocêntrico - seus movimentos complexos, integrados, profundos, fractais, caórdicos, afetivos, de vida pulsante, criativos, transcendentes...Bem, enfim, ela indicou-me este vídeo que, numa abordagem, simples, direta e profunda, trata de um assunto tão complexo, intrincado e mal dirigido como nossa atual atuação, enquanto seres humanos, nesse planeta de recursos finitos. São alertas que sugerem, não, impulsionam, forçam, gritam por mudanças essenciais em nosso modo de ver a vida, de atuarmos e nos relacionarmos no mundo, como todos os assuntos apresentados nesse blog, para difusão e potencialização da cultura biocêntrica de amor e respeito à vida como um todo.

Não bastam pequenas mudanças de comportamento. É preciso que a mudança seja de visão de mundo, de paradigmas, de crenças, culturas, para que nossa relação com a vida possibilite sua sustentabilidade e ela possa continuar a existir com qualidade e equilíbrio. Se não promovermos as mudanças necessárias urgentemente, perigamos de conseguirmos ignorantemente nos extinguir a nós mesmos e levar junto muitas outras formas de vida terráquea, e quem sabe...não todas.

O mundo hoje está afinado com idéias que levam a diversos tipos de agressão ao mundo, ao nosso planeta, com invasões dos mais variados graus e dimensões, roubo, extração, subjugação, esperteza, lucro, jeitinho, corrupção, escravidão, pedofilia, violência, maus tratos, e tantas palavras nessa mesma semântica comuns no vocabulário diário da humanidade atual.

Então, busque em todas as suas formas de atuação no mundo: consigo mesmo, com a família, em casa, com amigos, no trabalho, com conhecidos, com desconhecidos, no lazer, enfim, sempre, a partir de agora comprometer-se verdadeiramente por um mundo de paz, paz para tudo que existe, com respeito, harmonia, equilíbrio e um profundo amor à vida de qualquer forma de expressão e como um todo.

Seja cada vez mais verdadeiramente paciente, compreensivo, afetivo, amoroso. As boas mudanças acontecem essencialmente de um olhar amoroso sobre nós mesmos, sobre os seres vivos com quem convivemos, sobre os que desconhecemos, sobre tudo que existe. Isso não é piegas, é real. Tente!

Faça cada qual a sua parte, como pode e sempre melhor. Não espere pelos outros. O mundo precisa de bons exemplos, boas soluções, de saúde.

Mude e o mundo mudará!

Obrigada Eveline!

Irene Nousiainen

A História das Coisas - Parte 1


A História das Coisas - Parte 2

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

AFINAL, QUE CRISE?

A seguir transcrevo texto atribuído a Frei Beto sobre a crise no mundo atual, o qual recebi por e-mail. Aliás, um muito bem inspirado e escrito texto, característica instrínseca da mão de Frei Beto. Compactuo com este pensamento.

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MEU NOME É CRISE
Escrito por Frei Betto
14-Nov-2008

Há tempos não se falava tanto de mim como agora. Tudo por causa de uma crise no sistema financeiro. A África anda, também há tempos, em crise crônica - de democracia, de alimentos, de recursos;
quem fala disso?

Existe ameaça de crise do petróleo; governantes e empresários parecem em pânico frente à possibilidade de não poder alimentar 800 milhões de veículos automotores que rodam sobre a face da Terra.

No último ano, devido ao aumento do preço dos alimentos,
o número de famintos crônicos subiu de 840 milhões para 950 milhões, segundo a FAO.
Mas quem se preocupa em alimentar miseráveis?

Meu nome deriva do grego krísis, discernir, escolher, distinguir, enfim, ter olhos críticos.
Trago também familiaridade com o verbo acrisolar, purificar.
Ao contrário do que supõe o senso comum, não sou, em si, negativa.
Faço parte da evolução da natureza.

Houve uma crise cósmica quando uma velha estrela,
paradoxalmente chamada supernova, explodiu há 5 bilhões de anos;
seus cacos, arremessados pelo espaço, deram origem ao sistema solar.
O Sol é um pedaço de supernova dotado de calor próprio.
A Terra e os demais planetas, cacos incandescentes que, aos poucos, se resfriaram.
Daqui 5 bilhões de anos o Sol, agonizante,
também verá sua obesidade dilatada até se esfacelar nos abismos siderais.

Todos nós, leitores, passamos pela crise da puberdade.
Doeu ver-nos expulsos do reino da fantasia, a infância, para abraçar o da realidade!
Nem todos, entretanto, fazem essa travessia sem riscos.
Há adolescentes de tal modo submersos na fantasia que, frente aos indícios da idade adulta,
que consiste em encarar a realidade, preferem se refugiar nas drogas.
E há adultos que, desprovidos do senso de ridículo, vivem em crise de adolescência.

Resulto da contradição inerente aos seres humanos. Não há quem não traga em si o seu oposto.
Quantas vezes, no trânsito, o mais amável cidadão arremessa o carro sobre a faixa de pedestres?
A gentil donzela enfia a mão na buzina?
O aplicado estudante acelera além da conveniência?!
Não é fácil conciliar o modo de pensar com o modo de agir.

Estou muito presente nas relações conjugais desprovidas de valores arraigados.
Sobretudo quando a nudez de corpos não traduz a de espíritos e o não-dito prevalece sobre o dito. Felizmente muitos casais conseguem me superar através do diálogo, da terapia,
da descoberta de que o amor é um exercício cotidiano de doação recíproca.
O príncipe e a fada encantados habitam o ilusório castelo da imaginação.

Agora, assusto o cassino global da especulação financeira.
Acreditou-se que o capitalismo fosse inabalável,
sobretudo em sua versão neoliberal religiosamente apoiada em dogmas de fé:
o livre mercado, a mão invisível, a capacidade de auto-regulação,
a privatização do patrimônio público etc.

Dezenove anos após fazer estremecer o socialismo europeu, eis-me aqui a gerar inquietação ao mercado. A lógica do bem-estar não lida com o imprevisto, o fracasso, o inusitado,
essas coisas que decorrem de minha presença.
Os governantes se apressam em tentar acalmar os ânimos como a tripulação do Titanic:
enquanto a água inundava a quilha, ordenou à orquestra prosseguir a música.

Tenho duas faces. Uma, traz às minhas vítimas desespero, medo, inquietação.
Atinge aquelas pessoas que não acreditavam
em minha existência ou me encaravam como se eu fosse uma bruxa -
figura mitológica do passado que já não representa nenhuma ameaça.
Minha outra face, a positiva, é a que a águia conhece aos 40 anos:
as penas estão velhas, as garras desgastadas, o bico trincado.
Então ela se isola durante 150 dias e arranca as penas, as garras, e quebra o bico.
Espera, pacientemente, a renovação. Em seguida, voa saudável rumo a mais 30 anos de vida.

Sou presença freqüente na experiência da fé.
Muitos, ao passar de uma fé infantil à adulta,
confundem o desmoronar da primeira com a inexistência da segunda;
tornam-se ateus, indiferentes ou agnósticos.
Não fazem a passagem do Deus "lá em cima" para o Deus "aqui dentro" do coração.
Associam fé à culpa e não ao amor.

Acredito que este abalo na especulação financeira
trará novos paradigmas à humanidade: menos consumismo e mais modéstia no padrão de vida; menos competição e mais solidariedade entre pessoas e empreendimentos;
menos obsessão por dinheiro e mais por qualidade de vida.

Todas as vezes que irrompo na história ou na vida das pessoas,
trago um recado: é hora de começar de novo.
Quem puder entender, entenda.


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O que fazer na atual crise mundial?

Bem. Em primeiro lugar, há que se pensar: de qual crise se está querendo falar: financeira, ambiental, alimentar, social, cultural...? Pois é, infelizmente devemos ressaltar que há várias crises graves acontecendo concomitantemente. Algumas, com efeitos de curtíssimo prazo, dão "ibope" porque mexem diretamente nos bolsos das pessoas, como a financeira. Outras, com conseqüências, às vezes mais desastrosas ainda para toda a humanidade, não chamam tanto a atenção.

É o que estamos vivendo neste momento. Há alguns dias atrás, antes de explodir no mundo a crise financeira americana, havíamos postado o relatório da WWF que alerta os seres humanos, habitantes do Planeta Terra, para resultados ambientais desastrosos já em 2030, caso continuemos a consumir os recursos naturais e devolver ao planeta imensas quantidades de lixo, desde os perecíveis ou biodegradáveis de curto prazo até os que levam milhares de anos para serem absorvidos pela natureza. Isto é, em 2030 não haverão mais recursos naturais para manutenção da vida em nosso planeta. A leitura que faço de uma notícia dessa é calamitosa e quase nada ouvi nos noticiários sobre o assunto, quase nada ouço nas rodas de conversas.

A questão da fome mundial é outra notícia conhecida nossa de anos e anos, acompanhadas de todas as formas de ferramentas necessárias para sensibilização: imagens, textos, discussões, etc.

Hoje recebi mais uma dessas mensagens instantaneamente chocantes que rodam a Web. Chamo de instantâneas, porque percebo que elas sacodem as pessoas enquanto as lêem e depois passam para o nível do esquecimento, retornando à memória, apenas quando se ouve algum comentário sobre o assunto, para se mostrar que está "por dentro ". A verdade é que a grande maioria está "por fora" de atitudes próprias e individuais que mobilizem uma cadeia de atitudes revolucionárias em nosso comportamento individual e relacional com a vida como um todo.

Precisamos de atitudes já, agora, ontem...sem delegar a outros. Todos nós, sem exceção, somos responsáveis por tudo o que está acontecendo em nossa casa Terra. Então, comece em sua própria casa, consuma somente o que realmente é importante e ecologicamente viável, economize a tão preciosa água, a energia, minimize seu lixo, prefira o que é saudável para todos e para o planeta, se puder prefira o ônibus ou metrô, melhor ainda se puder usar bicicleta ou ir a pé mesmo....são tantas possibilidades que podemos escolher! Basta procurar. A Web está aí para isso, socializar e compartilhar novos e bons conhecimentos. Todos podemos escolher, sempre!

Sobre o texto que comentei, fazendo referência ao autor ali citado (sem garantia), o reproduzo a seguir. É exatamente o que vinha debatendo sobre tudo isso.

Irene Nousiainen


Texto do Vice-Presidente de Criação e sócio da Bullet, Muniz Neto, sobre a crise mundial.

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.

Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos e aquela famosa deitada sobre si mesma, pele e osso, com um urubu faminto atrás somente à espera de que seu prato esteja pronto para degustação.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto. Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.

São imagens de miséria que comovem.

São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.

Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para
sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários
para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce? Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.

Não sei como calcularam este número. Mas digamos
que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.

É uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse. Se não, o que importa?

O nosso almoço tá garantido mesmo..."


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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PONTO SEM VOLTA PARA AMAZÔNIA É DE 50%



YAHOO NOTÍCIAS
Qui, 20 Nov, 06h08
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/20112008/25/manchetes-ponto-volta-am
azonia-50-diz.html

O limite máximo de desmatamento que a Amazônia pode suportar antes de se transformar irreversivelmente numa savana é 50%, segundo um estudo divulgado hoje em Manaus pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o chamado "ponto sem retorno", ou tipping point, em inglês, a partir do qual a floresta perde a capacidade de se regenerar. Hoje, cerca de 20% do bioma já foi desmatado em toda a América do Sul. Se os atuais 20% de área desmatada chegarem a 50%, a situação se tornará irreversível.

A região mais impactada pela transformação seria a Amazônia Oriental, formada principalmente pelo Pará. "Todo o leste da Amazônia viraria uma savana", disse Sampaio, que apresentou os resultados de sua tese de doutorado na conferência Amazônia em Perspectiva, que reúne os três maiores programas de pesquisa sobre a floresta (conhecidos pelas siglas LBA, Geoma e PPBio). "A floresta se auto-sustenta", explicou o cientista. "A vegetação depende do clima, mas o clima também depende da vegetação. Quando você remove a cobertura vegetal, você muda também o clima, até um ponto crítico em que a floresta não consegue mais voltar ao que era antes."

A porção oeste do bioma permaneceria relativamente imune às alteração, blindada pelos índices pluviométricos mais elevados nas regiões próximas aos Andes. A transformação "sem volta" ocorreria somente nas áreas já desmatadas, segundo Sampaio - apesar de outros cientistas acreditarem que o desmatamento no leste poderá cortar o fluxo de vapor de água para o interior da floresta, no oeste.

A tese de Sampaio é a expansão de um trabalho publicado por ele mesmo e colegas no ano passado, que abrangia apenas a Amazônia Oriental e estimava o ponto sem volta em 40% de desmatamento. O novo modelo é mais completo porque abrange toda a Amazônia na América do Sul e faz o casamento entre as flutuações de clima e vegetação, enquanto o anterior trabalhava apenas com variação de cobertura florestal.

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Imagens adicionadas
FONTES:
ecourbana.wordpress.com
elt0n.wordpress.com
http://simultanea.files.wordpress.com/2007/08/amazonia_1_cpb.jpg

mixideias.blogspot.com http://www.dahoraonline.com.br/img/atualidade/slide0014_image085.jpg











terça-feira, 11 de novembro de 2008

RELATÓRIO PLANETA VIVO 2008 - WWF

Reprodução do Sumário para imprensa do Relatório Planeta Vivo 2008 elaborado pela WWF.
É alarmante. É importante. Urgem mudanças rápidas!

RELATÓRIO PLANETA VIVO 2008
Sumário para a imprensa

O relatório Planeta Vivo da Rede WWF tem sido publicado a cada dois anos desde 1998 e visa mostrar como estão os recursos naturais e o impacto exercido por atividades humanas.

O relatório apresenta o Índice Planeta Vivo (IPV), uma série de comparações entre a Pegada Ecológica, feita pela Rede da Pegada Global (Global Footprint Network – GFN), e a biocapacidade disponível em níveis global, nacional e local. Pela primeira vez, o documento mede também a Pegada Ecológica Hídrica.

O Índice Planeta Vivo é compilado pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e utiliza números relativos a vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos de todo o mundo) como um indicador do situação da natureza.

A biocapacidade é a quantidade de área biologicamente produtiva – zona de cultivo, pasto, floresta e pesca – disponível para atender às necessidades dos seres humanos.

A recente crise financeira mundial constitui um alerta grave para as conseqüências de se viver com padrões de consumo insustentáveis. Mas a atual crise financeira torna-se menor se comparada à ameaça da quebra do crédito ecológico, que ocorre quando a demanda por recursos naturais (Pegada Ecológica) é maior que a biocapacidade do planeta ou de um país.

Não importa se moramos em uma floresta ou em uma grande cidade, os meios que temos para ganhar a vida e até mesmo nossas próprias vidas dependem dos serviços fornecidos pelos sistemas naturais da Terra.

O relatório Planeta Vivo 2008 revela que consumimos de forma excessiva os recursos naturais - que são a base dos serviços ambientais - , e o fazemos mais rapidamente do que eles podem ser repostos. Assim como a gastança imprudente ocasionou a atual crise econômica, o consumo imprudente está exaurindo o capital natural do mundo e coloca em risco nossa prosperidade futura.

Índice Planeta Vivo
O Índice Planeta Vivo Global (IPV) – uma medida derivada de estudos de longo prazo sobre quase 5.000 populações de 1.686 espécies – mostra que o número de vertebrados diminuiu quase 30% ao longo de 35 anos, no período de 1970 a 2005.

Isto é apenas a introdução, mas é suficientemente alarmante. Um olhar mais detalhado na média, que é o índice global, revela em cores mais vivas onde estão ocorrendo as perdas.

O IPV das Áreas Temperadas subiu 6% no período de 1970-2005, enquanto o IPV das Áreas Tropicais sofreu uma redução de 51%.

O IPV das Espécies Terrestres perdeu 33% no geral, o IPV da Água Doce caiu 35% e o IPV Marinho diminuiu em14%.

O IPV das Florestas Tropicais teve uma queda de 62%, o IPV das Terras Secas caiu em 44% e o IPV dos Campos e Pastagens diminuiu 36%. O IPV das Aves foi reduzido em 20% e o dos Mamíferos em 19%.

Essas perdas expressivas da nossa riqueza natural são causadas pelo desmatamento e conversão de florestas em lavouras e pastagens nas áreas tropicais, impacto das barragens e desvios de água, aumento do número de cabeças de gado, poluição, sobrepesca e pesca predatória. Os impactos das mudanças climáticas também estão adquirindo importância, pois as temperaturas mais elevadas dos mares e a redução das chuvas e do fluxo nos cursos d’água afetam muitas espécies.

Pegada da humanidade e capacidade da Terra
Nossa pegada ecológica global excede, hoje, em cerca de 30% a capacidade de regeneração do mundo. Se nossa demanda continuar nesse mesmo ritmo, em meados de 2030 precisaremos de dois planetas para manter nosso estilo de vida. O relatório deste ano registrou, pela primeira vez, o impacto de nosso consumo sobre os recursos hídricos do planeta e nossa vulnerabilidade à escassez de água em muitas regiões.

Essas tendências gerais têm conseqüências bem concretas e nós já as vimos ao longo deste ano nas manchetes dos jornais. Os preços mundiais dos produtos agrícolas tiveram aumentos recordes, em grande parte devido à crescente demanda por alimento, ração animal e biocombustíveis, e, em alguns casos, também pelos estoques minguantes de água doce.

Pela primeira vez na história, a calota de gelo polar no Ártico ficou rodeada de água, ou seja, o gelo está literalmente desaparecendo em uma velocidade surpreendente devido ao impacto da nossa Pegada de carbono, que resulta no aquecimento global.

As emissões de carbono ocasionadas pelo uso de combustíveis fósseis e as mudanças no uso do solo constituam o maior componente da Pegada da humanidade, o que realça a principal ameaça ao nosso planeta: as mudanças climáticas. Pegada Ecológica é a área necessária para produzir os recursos que utilizamos e para absorver as emissões de carbono, expressa em hectares (média)
de terra ou mar produtivo no mundo. A análise geral feita pela GFN da Pegada Ecológica mostra que a área necessária chegou a 2,7 hectares globais por pessoa.

A área disponível hoje, per capita, é de 2,1 ha.

As cinco maiores Pegadas per capita nacionais são dos Emirados Árabes, Estados Unidos, Kuwait, Dinamarca e Austrália. As cinco menores pertencem a Maláui (país no leste da África), Afeganistão, Haiti, Congo e Bangladesh.

A biocapacidade está distribuída de forma desigual. Oito países – Estados Unidos, Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, Argentina e Austrália – possuem mais do que a metade do total da biocapacidade mundial.

Os padrões de crescimento populacional e de consumo fazem com que três desses países sejam devedores ecológicos por terem uma pegada superior a sua biocapacidade nacional, ou seja, a demanda por recursos naturais e os resíduos lançados é maior do que podem oferecer e absorver.

São eles: Estados Unidos (pegada 1,8 vezes maior do que sua biocapacidade nacional), China (2,3 vezes) e Índia ( 2,2 vezes). Em termos regionais, somente os países europeus fora da União Européia e os países da África, da América Latina e Caribe permanecem dentro dos limites de sua biocapacidade.

O desmoronamento do crédito ecológico é um desafio mundial. O relatório Planeta Vivo 2008 nos diz que mais de 75% da população mundial vive em nações que são devedoras ecológicas, pois seu nível de consumo nacional superou a biocapacidade do país. Assim sendo, a maioria dessas nações está sustentando seu atual estilo de vida e crescimento econômico por meio da retirada cada vez maior do capital ecológico de outras partes do mundo.

Os EUA e a China possuem as maiores pegadas nacionais, cada um totalizando cerca de 21% da biocapacidade global. Mas cada um dos cidadãos dos Estados Unidos demanda uma média de 9,4 ha (ou quase 4,5 planetas se a população mundial tivesse os mesmos padrões de consumo deles), enquanto os cidadãos da China usam uma média de 2,1 ha do mundo por pessoa (um planeta).

Isto é um contraste se comparado com o Congo, que tem a sétima mais alta biocapacidade por pessoa, com 13,9 ha do mundo por pessoa, e uma pegada média de apenas 0,5 ha do mundo por pessoa. Mas o Congo enfrenta uma perspectiva de ter sua biocapacidade degradada devido ao desmatamento e ao aumento de demanda de uma população em crescimento e das pressões de exportação.

Demanda, disponibilidade e estresse hídrico
As novas medidas da Pegada Ecológica Hídrica consideram a água sob uma nova perspectiva, a da produção dos bens além da usual ótica do consumo. Esse novo resultado indica a importância da água comercializada sob a forma de commodities.

Por exemplo, uma camiseta de algodão requer 2.900 litros de água para ser produzida, um quilo de cana-de-açúcar requer 1.500 litros e um quilo de carne cerca de 15.500 litros.

Em média, cada pessoa consome 1,24 milhão de litros (aproximadamente metade de uma piscina olímpica) de água por ano, mas isso varia significativamente entre os 2,48 milhões de litros anuais por pessoa nos Estados Unidos e os 619 mil litros anuais por pessoa no Iêmen.

Com relação à Pegada Hídrica por pessoa, cinco dos dez países que têm a maior pegada - Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Chipre – estão situados na região do Mediterrâneo, uma área que enfrenta um estresse hídrico cada vez maior.

O impacto da Pegada Hídrica depende inteiramente de onde e quando a água é extraída. O uso da água em uma área em que ela é abundante provavelmente não terá um efeito adverso na sociedade e no meio ambiente. No entanto, em áreas que já experimentam escassez de água, um nível semelhante de uso poderia fazer com que os rios secassem e os ecossistemas fossem destruídos, com a perda da biodiversidade e dos meios de vida associados a eles.

Hoje, cerca de 50 países enfrentam um estresse hídrico em grau moderado ou severo e o número de pessoas que sofrem com a escassez permanente ou sazonal da água deve aumentar em decorrência das mudanças climáticas.

Resposta ao desafio
A boa notícia é que nós temos os meios para reverter essa tendência de redução do crédito ecológico – não é tarde demais para prevenir uma crise ecológica irreversível. Este relatório identifica as áreas-chave onde precisamos alterar nosso estilo de vida e a economia, de forma a corrigir o rumo e assegurar uma trajetória mais sustentável.

Como a escala do desafio impressiona, introduzimos o conceito de “alavanca de sustentabilidade” para atacar o déficit ecológico nos diferentes setores e suas principais causas. Uma análise desse tipo permite isolar os diversos fatores que contribuem para o déficit e propor soluções diferentes para cada um deles.

Para o desafio mais importante de todos – as mudanças climáticas –, o Modelo de Soluções Climáticas da Rede WWF mostra uma gama de “alavancas” eficientes, renováveis e com baixa emissão de carbono que poderiam satisfazer as demandas de energia projetadas para 2050 e reduzir emissões de carbono em 60% a 80%.

O sucesso dessa estratégia exige que os recursos naturais sejam manejados nos termos e na escala da natureza. Isso significa que as decisões setoriais, como no caso da agricultura e da pesca, devem ser tomadas considerando-se as conseqüências ecológicas de forma mais ampla. E também significa que é preciso encontrar formas de manejo que ultrapassem os nossos limites – para além das propriedades e além das fronteiras – para cuidar do ecossistema como um todo.

Não é mais possível ignorar os recursos naturais nos modelos de negócio praticados nas diferentes atividades econômicas. O capital natural é tão importante quanto o financeiro, o humano e o material envolvidos na produção de qualquer bem.

Enquanto o custo de preservá-lo adequadamente não estiver incluído no preço dos produtos, estaremos caminhando rapidamente para exaurir o nosso crédito ecológico.

Passaram-se quase quatro décadas desde que os astronautas da Apollo 8 fotografaram o famoso “Nascer da Terra”, que constituiu a primeira imagem do Planeta Terra. Nas duas gerações que se seguiram, o mundo passou de uma situação de crédito ecológico para déficit ecológico.

A espécie humana possui um histórico notável de engenhosidade e solução de problemas. Agora, o mesmo espírito que levou o homem à lua deve ser empregado para livrar as gerações futuras de um colapso ambiental.

Sobre a Rede WWF
A Rede WWF é uma das maiores e mais respeitadas redes ambientalistas independentes do mundo. Tem quase 5 milhões de associados e atua em mais de 100 países. Sua missão é deter a degradação do meio ambiente natural da Terra e construir um futuro onde os seres humanos possam viver em harmonia com a natureza, conservando a biodiversidade mundial e assegurando o uso sustentável dos recursos naturais, além de promover a redução da poluição e do desperdício do consumo.

Sobre a ZSL
Fundada em 1826, a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) é uma organização científica, de conservação ambiental e educação, sem fins lucrativos. Seu papel chave é na conservação dos animais e seus habitats. A ZSL administra o Zoológico ZSL de Londres e o Zoológico ZSL de Whipsnade, realiza pesquisa científica no Instituto de Zoologia e tem participação ativa no trabalho ambiental de campo em mais de 40 países em todo o mundo. www.zsl.org

Sobre a GFN
A Global Footprint Network promove a economia sustentável por meio da promoção da Pegada Ecológica, um instrumento que permite mensurar a sustentabilidade. Juntamente com seus parceiros, a GFN coordena a pesquisa, desenvolve padrões metodológicos e fornece, aos tomadores de decisão, uma contabilidade robusta dos recursos, para auxiliar a economia humana a operar dentro dos limites ecológicos do Planeta Terra. www.footprintnetwork.org


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FONTE:
Texto: http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/relatorio_planeta_vivo_2008/index.cfm

Imagens:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEneQQq1a_8u4Jz3nuWeVVj-6I4iYk-WHcq2AjJNTuH_XwAXPsNq4gaWRKqMg0r0hlL7A_vsnIhsU_EHev5zES4sFk7ao0Fc7xaYmuv1043nIIUo2C2vkolHsV1Y9hSlwEw2U7vp1cfOw/s1600-h/9.jpg
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/431/imagens/i57032.jpg
http://static.hsw.com.br/gif/population-six-billion-1.jpg
http://www.postmania.org/wp-content/uploads/2008/01/img_esp_012.gif

A CAMINHO DE ESTILOS DE VIDA SUSTENTÁVEIS

A seguir apresentamos alguns extratos do

JOVENS RUMO ÀS MUDANÇAS - kit de formação para o consumo sustentável – O GUIA
www.youthxchange.net - a caminho de estilos de vida sustentáveis

Um excelente guia publicado em 2002 pelo qual o Instituto Brasil PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, ambas agências da ONU, tentam mostrar aos jovens que é possível a qualquer pessoa converter as suas aspirações de um mundo melhor em ações de todos os dias.

O guia completo você encontra no endereço:
http://www.brasilpnuma.org.br/pordentro/guia_consumo.pdf

São argumentos importantes com sugestões factíveis de como cada um pode contribuir para o desenvolvimento sustentável de nosso planeta, cuja definição envolve muito mais que a vida humana somente.

Mesmo tendo sido o guia publicado tão recentemente (2002), pesquisas feitas pela WWF em 2008 já nos dão conta de que quase nada fizemos para minorar o problema. Ao contrário, a situação é grave, como vocês podem constatar no Relatório Planeta Vivo 2008.







O que é DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
(segundo a ONU)

“um desenvolvimento que satisfaça as necessidades do presente sem comprometer a
capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.”

O que é CONSUMO SUSTENTÁVEL

O Consumo Sustentável é um elemento essencial do desenvolvimento sustentável que procura soluções possíveis para desequilíbrios – sociais e ambientais – através de um comportamento mais responsável por parte de todos nós. O Consumo Sustentável está intimamente relacionado à produção e distribuição, utilização e rejeição de produtos e serviços e oferece uma forma de repensar o seu ciclo de vida.

O objetivo é assegurar que as necessidades básicas de toda a comunidade global sejam satisfeitas, reduzindo o excesso de consumo e evitando danos ambientais.

O Consumo Sustentável não trata apenas do custo ambiental da forma como produzimos e consumimos; os custos humanos e sociais também devem ser considerados, de modo a promover um nível de vida mais digno para todos. O papel do consumidor/cidadão global é essencial para forçar os governos, instituições reguladoras, ONGs e empresas a atuarem mais rápida e eficazmente.

A UNESCO e o PNUMA defendem que consumir menos é muitas vezes uma prioridade, mas nem sempre. Consumir de forma diferente e eficaz é o principal desafio. Em muitos casos, o que é necessário é redistribuir por todos a oportunidade de consumo.

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo necessitam de mais recursos, apenas para sobreviver. Pensa-se que a população mundial irá aumentar 50% até ao ano 2050, atingindo um total de 9 bilhões de pessoas. Prevê-se que praticamente todo o crescimento ocorra no mundo em vias de desenvolvimento.

Metade da população mundial tem menos de 20 anos e 90% destes vivem em países em vias de desenvolvimento.

Isto irá provocar uma enorme pressão nos nossos recursos naturais, na biodiversidade e no equilíbrio ecológico do planeta, a que todos nós chamamos casa. É necessário alterar a forma como vemos os nossos recursos e, ainda mais importante, a forma como os utilizamos. Promover o Consumo Sustentável é mais urgente do que nunca. Os jovens são impulsionadores cruciais da economia global e serão dos principais intervenientes e motores da mudança no futuro próximo. Desta forma, a energia, a motivação e a criatividade dos jovens são elementos essenciais para a mudança.

Uma forma de ver esta questão é através do Factor 4 e do Factor 10 que defendem que deveríamos ser capazes de viver duas vezes melhor utilizando metade dos nossos preciosos recursos nas próximas décadas. Temos também de melhorar dez vezes mais a eficiência dos recursos nos países industrializados até 2050. Os padrões de produção e de consumo têm de se tornar mais eficazes (entre 4 a 10 vezes) se quisermos um acesso aos recursos mais equilibrado e duradouro para todos.

Se continuarmos com os nossos padrões atuais de consumo, o futuro não será risonho.
Atualmente, as estimativas mostram que o nosso planeta está a perder, ano após ano, uma área de terra fértil aproximadamente do tamanho da Irlanda, como consequência do excesso de fertilização e da desflorestação - processos que retiram à terra os seus nutrientes vitais tornando-se infértil. Por quanto tempo pode manter-se esta situação?

Quanto mais desrespeitarmos o ambiente, mais nos colocamos em risco, bem como às gerações futuras. A saúde do planeta é a nossa saúde. Todos os dias extinguem-se 50 espécies de plantas. Quantas serão ao fim de uma semana, de um mês, de um ano? Os cientistas acreditam que as plantas escondem segredos que permitirão encontrarcuras para muitas doenças. Por isso, cada espécie perdida não só causa danos irreparáveis para o ecossistema, como representa uma oportunidade perdida para o nosso futuro desenvolvimento.

Os números apresentados pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF, World Wildlife Fund) mostram que um cidadão médio necessita por ano de 2,3 hectares (um hectare é igual ao tamanho de um campo de futebol), para produzir aquilo que consome e para, em seguida, ter onde colocar o excedente. Além disso, a cada ano que passa necessitamos de mais meio hectare do que no ano anterior. Isto representa mais 40% do que é sustentável.

Será que, então, todos temos a mesma responsabilidade? Não, não é bem assim. Um europeu deve duplicar essa responsabilidade; um norte-americano multiplicacá-la por 25. E um cidadão do Bangladesh deve dividi-la por três. Isto também nos mostra a forma como o consumo está gravemente desequilibrado.

20% das pessoas mais ricas do mundo consome cerca de 75 % dos recursos naturais do planeta. Pense nisto: os EUA representam 6% da população mundial mas consomem uns esmagadores 30% dos seus recursos. A riqueza dos 225 indivíduos mais ricos do mundo equivale ao rendimento anual de 47% da população mundial mais desfavorecida, ou seja, 2,5 mil milhões de pessoas.

Muitas pessoas pensam que o planeta não produz o suficiente para alimentar a sua população. Errado. A distribuição desigual dos alimentos é o principal motivo pelo qual existem, actualmente, 800 milhões de pessoas subnutridas no mundo. Num contraste cruel, um relatório britânico publicado no ano 2000 revelou que todos os anos, cerca de 400 milhões de libras esterlinas (aproximadamente 507 milhões de euros) em alimentos que acabam – desperdiçados! – em aterros ou incineradoras. Ainda mais grave, um estudo do governo norte-americano mostrou que mais do que um quarto de todos os alimentos produzidos neste país não chegam a ser consumidos.

Saúde é riqueza, assim o diziam os antigos. Cada vez mais as pessoas optam por estilos de vida saudáveis e estão mais preocupadas com a saúde. Cuidar da saúde deveria igualmente significar cuidar da saúde do planeta. As alterações no estilo de vida das pessoas devem beneficiar o planeta do mesmo modo que a si próprias.

OS ALIMENTOS

Os alimentos são um elemento de ligação entre ambos. Muitas pessoas estão a escolher produtos alimentares mais saudáveis, produzidos através de processos que provocam danos mínimos ao ambiente e que tratam os animais de uma forma mais humana. Além disso, as pessoas procuram alimentos seguros que não contenham surpresas desagradáveis.

Os consumidores começam a apoiar as empresas que evitam o desperdício de alimentos. Exigem mais informações sobre os produtos à venda nas prateleiras dos supermercados – esta lata de tomates é um OGM (Organismos Geneticamente Modificados)? A carne que quero comprar tem hormonas? Todas estas questões são importantes e as pessoas procuram informações para que possam decidir livre e conscientemente.

O que fazer?
Coma e beba o mais saudavelmente possível: mais alimentos frescos, menos aditivos e menos alimentos processados.
* Evite os OGMs (até que o seu impacto seja conhecido) e a carne de produção intensiva.
* Evite os alimentos não sazonais, importados de países distantes.
* Informe o seu supermercado da necessidade de haver rótulos com informações sobre os alimentos que consome.
* Tome suplementos alimentares apenas se realmente sentir necessidade. Escolha os compostos por ingredientes naturais em vez de imitações químicas.
* Informe-se sobre os ‘Es’ - a designação numérica dos aditivos (E000), que dão artificialmente, cor e sabor aos alimentos (evitar os corantes E100 a 180, em particular, o dióxido sulfúrico E220, os anti-oxidantes E320 a 321 e o glutamato monossódio E621. Para mais informações:
www.hacsg.org.uk/myweb/summary

Consumir alimentos da agricultura biológica ou optar por um regime vegetariano são escolhas sobre o modo como se quer viver. Muitas vezes estas escolhas são também benéficas para o ambiente. Uma refeição de frango em vez de carne de bovino tem um impacto ambiental 15 vezes menor. Uma pessoa, cuja dieta não contemple carne, evita a destruição de mais de 4 000 m2 de árvores por ano.

OS PRODUTOS QUÍMICOS

Existem pequenos passos que podemos dar para reduzir a utilização de químicos:
* Informe-se sobre o que contêm, e quais os efeitos provocados, tanto em si como no ambiente, os produtos de limpeza, de higiene e cosméticos. Prefira sempre os biodegradáveis.
* Utilize sempre que possível produtos amigos do ambiente e produzidos “cruelty-free” (não testados em animais), utilize sempre a menor quantidade possível (em geral, um pouco
menos do que é recomendado).
* Pense com cuidado quando tiver de lavar a roupa. Evite a limpeza a seco, porque os líquidos frequentemente utilizados contêm muitas vezes químicos muito poluentes.
* Se tiver de utilizar pesticidas, escolha os mais inofensivos.
* Quando for ao médico, pergunte-lhe sempre qual o medicamento mais suave, mas que combata eficazmente a doença.
* Analise o seu armário dos medicamentos e entregue na farmácia todos aqueles que estão fora do prazo. Leve os medicamentos ainda dentro da validade, mas de que não precisa e entregue-os a instituições de apoio a pessoas necessitadas.

MOBILIDADE

A dependência do carro tornou-nos preguiçosos. Quase 1 em cada 3 viagens com menos de 8 km nas grandes cidades são feitas de carro. Claro que os veículos a motor são também essenciais para a vida moderna. Mas uma utilização mais responsável do veículo pode trazer outras vantagens, tornando as cidades mais limpas, mais saudáveis e mais seguras. As viagens curtas contribuem para agravar os níveis de poluição: uma viagem de carro de 5 km emite 10 vezes mais dióxido de carbono por passageiro do que um autocarro e 25 vezes mais do que um comboio.

Utilizar carros, o que fazer?
Congestionamento, ar poluído, barulho... as nossas cidades estão a tornar-se cada vez mais inabitáveis. O que podemos fazer?
* Ande a pé, de bicicleta ou de patins. As bicicletas são o meio de transporte mais eficiente em termos de energia – 80% da energia do ciclista é transformada em movimento. É rápido e põe-no em forma!
* Partilhe o carro/organize boleias sempre que puder. Partilhar o carro permite que várias pessoas utilizem um carro, organizar boleias disponibiliza um ou mais carros para um grupo de pessoas. Ambas as alternativas reduzem o tráfego, poupam combustível e reduzem os níveis de poluição, a energia gasta por passageiro e os custos da manutenção dos veículos.
* Em alternativa, se apenas necessitar de um carro periodicamente, alugue-o.
* Transporte Público. Os comboios e os autocarros são geralmente as opções mais ecológicas uma vez que transportam mais pessoas, poluem menos e utilizam menos energia por passageiro.
* Compre veículos a motor ‘verdes’ e mantenha-os em bom estado. Antes de comprar verifique: a eficiência, desempenho ao nível de poluição; a capacidade de utilizar gasolina sem chumbo; e a durabilidade do seu carro ou mota.
* Conduza com cuidado. Evite acelerações e travagens bruscas. Uma condução agressiva causa um maior consumo de combustível e mais poluição. Desligue o motor em caso de uma espera fora do tráfego superior a 30 segundos. Não espere demasiado tempo para usar as mudanças.

Turismo, o que fazer?
Há várias coisas que podemos fazer para reduzir o nosso impacto enquanto turistas, como por exemplo...
* Escolha opções de viagem que tenham um maior benefício para a população anfitriã.
Regatear preços mais baixos, quando comprar recordações, pode significar exploração.
* Poupe os preciosos recursos naturais. Não desperdice água nem energia. Evite utilizar poluentes, como detergentes, em riachos e nascentes.
* Deite fora o lixo. Queime ou enterre o papel e separe todo o lixo não degradável.
* Deixe as plantas florescer no seu habitat natural. Em muitas partes do mundo é ilegal apanhar plantas, sementes e raízes.
* Apoie o comércio e o artesanato locais. Compre recordações produzidas localmente sempre que possível.
* Respeite os direitos de propriedade. Em locais tribais, os turistas devem comportar-se como em propriedades privadas.
* Informe-se sobre o país que está a visitar – isso ajudá-lo-á a respeitar a cultura local e abrir-lhe-á portas. Em muitos países são preferíveis roupas soltas e leves a roupas muito justas. Dar beijos em público, é muitas vezes, culturalmente inapropriado.
Assim... tal como recomenda o AMERICAN SIERRA CLUB: tire apenas fotografias; deixe apenas pegadas!

ENERGIA
Durante séculos a humanidade utilizou os recursos da Terra sem se preocupar com o futuro. A utilização global de energia aumentou cerca de 70% durante os últimos 30 anos. Mais ainda, prevê-se que a utilização de energia aumente 2% por ano nos próximos 15 anos.

A natureza demorou milhões de anos a acumular a quantidade de petróleo consumida em todo o mundo num único ano. Estima-se que as reservas de petróleo se possam esgotar em 60 anos. Os nossos recursos tradicionais de energia – carvão e petróleo – são combustíveis fósseis. O seu nome deve-se ao facto de terem sido formados ao longo de milhões de anos, a partir de despojos de animais e plantas mortos e fossilizados.

Infelizmente, as energias eólica, solar, geotérmica, da biomassa e hidroeléctrica ainda não são muito utilizadas. Porquê? As políticas energéticas dos governos favorecem as fontes de energia tradicionais. Há falta de investimento de capital, de fundos para investigação e de campanhas de sensibilização sobre recursos alternativos. No entanto, isto irá mudar no futuro próximo, à medida que estas tecnologias energéticas mais limpas se vão expandindo e se tornam mais eficientes. Depois dos automóveis, a energia é a maior fonte de poluição na Terra.

Poupar energia, o que fazer?
Aqui estão alguns exemplos de como poupar energia em casa:
* Desligue! Um aparelho de TV em standby pode utilizar 1/4 da energia que utiliza quando está ligado.
* Compre lâmpadas fluorescentes compactas, que poupam energia. Desligue as luzes nas divisões vazias.
* Reduza alguns graus no termostato. Se sentir frio, vista mais roupa antes de aumentar a
temperatura do aquecimento central.
* Não utilize mais água quente do que aquela de que necessita – tome duchas.
* Ligue, sempre que possível, os eletrodomésticos às tomadas. As pilhas gastas são altamente poluentes. Se tiver de utilizar pilhas, utilize as pilhas recarregáveis
* Isole portas e janelas, em lugares mais frios.
* Certifique-se de que os eletrodomésticos velhos são substituídos por outros que consomem
menos energia.

ÁGUA
Pode passar-se sem alimentos durante cerca de 1 mês, mas apenas 5 a 7 dias sem água.

97% da água do nosso planeta é água dos oceanos, que não é utilizável pelo Homem.
Menos de 1% da água de todo o mundo está disponível para beber e para outros fins, incluindo a agricultura e a indústria. O seu abastecimento vem dos rios, barragens e fontes subterrâneas.

Se considerarmos o aumento atual da procura, em 2025, dois terços da população mundial podem enfrentar graves faltas de água. Em alguns lugares já deverá ter-se esgotado.

Uma grande parte da população da Terra – 2 mil milhões de pessoas – não tem acesso a água potável. Mais de 4 mil milhões de pessoas em todo o mundo não têm água canalizada em casa. Nalgumas partes de África, mulheres e crianças chegam a transportar 20 litros de água, muitas vezes durante 5 horas, desde a fonte de água mais próxima. Nos países industrializados, uma casa urbana média com 4 a 6 pessoas utiliza 640 litros de água por dia.

Uso racional da água, o que fazer?
Se nos esforçarmos para mudar a forma como usamos a água, podemos fazer diferença.
Quanto menor for a quantidade de água nos rios, mais concentrada se torna a poluição. O
que podemos fazer para poupar água?
* Tome duche, em vez de banho. Em média, um banho gasta o dobro da água.
* Peça modelos que utilizem pouca água quando substituir autoclismos e máquinas de lavar.
* Lave a roupa menos vezes. Em geral, as roupas não estão realmente sujas, apenas precisam ser arejadas ou refrescadas. Isso aumentará também a sua duração.
* Não coloque absorventes, tampões, pensos higiénicos, fraldas e preservativos no aparelho sanitário. Coloque-os no lixo. Principalmente se viver numa área em que o esgoto é despejado no mar sem tratamento. Lembre-se disso na próxima vez que tomar um banho de mar.
* Nunca coloque químicos domésticos (óleo, terebintina e diluente) pelo cano.

A questão da água engarrafada:
Água engarrafada: o custo real.

À luz de um novo estudo independente, o WWF (World Wildlife Fund) está a incentivar as pessoas a consumirem água canalizada, que é muitas vezes tão boa como a engarrafada. Isto seria bom para o ambiente e para as carteiras dos consumidores.

De acordo com o estudo, em muitos países a água engarrafada pode não ser mais saudável nem mais segura do que a água canalizada, mas é vendida a um preço até 1000 vezes mais caro.

No entanto, é a indústria de bebidas engarrafadas que cresce mais rapidamente no mundo e está avaliada em US$ 22 mil milhões anualmente, cerca de 25 mil milhões de euros.

A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO - UNITED NATIONS FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION) diz que em termos de valor nutricional, a água engarrafada não é melhor do que a água canalizada. Pode conter pequenas quantidades de minerais, mas a água canalizada de muitas municípios também as contem.

O estudo mostra também que todos os anos 1,5 milhões de toneladas de plástico são utilizados para engarrafar água. Podem ser libertados químicos tóxicos no ambiente durante o fabrico e destruição de garrafas. Além disso, um quarto dos 89 mil milhões de litros de água engarrafada em todo o mundo anualmente são consumidos fora do país de origem.

As emissões do gás com efeito de estufa, o dióxido de carbono, provocadas pelo transporte de água engarrafada dentro e entre países, contribui para o problema global da alteração do clima (3 de Maio de 2001).

Para mais informações: WWF (World Wildlife Fund) LIVING WATERS CAMPAIGN, mail:lhadeed@fint.org.

PRODUÇÃO ÉTICA DE BENS E SERVIÇOS
De acordo com as estimativas da ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT),
cerca de 250 milhões de crianças, com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos estão envolvidas em actividades económicas nos países em desenvolvimento.
As estatísticas da OIT indicam que 2 em cada 5 crianças em África (32% do total a nível mundial das crianças envolvidas em actividades económicas), 1 em cada 5 crianças na Ásia (61% do total mundial), 1 em cada 6 na América Latina (7% do total mundial) e 1 em cada 3 na Oceania são sujeitas a trabalho infantil. Só em África, todos os anos este número aumenta em 1 milhão e está a caminho dos 100 milhões no ano 2015.

Produção ética de bens e serviços, o que fazer?
As seguintes sugestões pretendem ajudá-lo a fazer compras numa perspectiva ética:
* Escolha bens fabricados/distribuídos por fabricantes e retalhistas com políticas éticas claras e respectivos códigos de conduta.
* Mantenha-se informado acerca das suas marcas preferidas; contacte o seu grupo de consumidores local para obter mais informações sobre elas. Junte-se a campanhas na internet para melhorar as práticas de emprego.
* Evite produtos e serviços oferecidos por empresas que apoiem regimes opressivos.
* Boicote os produtores que pagam aos seus trabalhadores salários baixos ou utilizam trabalho escravo, ou cujos fornecedores apoiem a escravatura.
* Sempre que possível, escolha produtos/serviços com a etiqueta ‘SEM trabalho infantil’.
* Se possível, escolha produtos/serviços com a etiqueta ‘SEM testes em animais’.
* Boicote produtos/serviços que utilizam expressões enganadoras ou ofensivas.
* Troque informações ou experiências sobre ética e bens com outros consumidores.

INVESTIDOR ÉTICO
O que deve ter em conta o investidor ético para decidir onde investir o seu dinheiro? Aqui estão alguns indicadores:
* O que a empresa faz?
* Qual a posição da empresa relativamente a políticas sociais e questões ambientais? Utiliza energias alternativas?
* Fornece informações sobre o impacto ambiental de toda a sua cadeia de produção?
* Qual a posição da empresa enquanto entidade empregadora (mulheres, minorias, horários flexíveis, conjugação de empregos, etc.)?
* A empresa está envolvida em iniciativas e projectos comunitários locais?

BIODIVERSIDADE
Os seres humanos partilham o planeta com pelo menos 15 milhões de outras espécies. Todas as espécies desempenham um papel na construção e manutenção de ecossistemas complexos que suportam todas as formas de vida. Existem espécies a desaparecer a um ritmo alarmante. A taxa actual de extinção não é clara, mas os cientistas estimam que é entre 1 000 e 10 000 vezes superior à que existiria sem o desenvolvimento industrial descontrolado.

A ameaça de extinção aparece por uma série de razões interligadas. A devastação maciça de plantas e animais e dos seus habitats, a introdução deliberada de espécies estranhas aos ecossistemas, juntamente com as alterações climatéricas, a poluição e a doença, contribuem para ameaçar o equilíbrio ecológico entre as espécies.

É essencial para que a vida continue a existir em nosso planeta, conservar a biodiversidade, utilizar os recursos biológicos de forma sustentável e assegurar que os benefícios provenientes da sua utilização sejam distribuídos de forma justa.

Na União Europeia (UE) e noutros países, os governos estão a fazer grandes esforços para responder às exigências de informação dos consumidores sobre aspectos ambientais ou de saúde relativos aos produtos e serviços.
A utilização dos rótulos é um dos instrumentos mais comuns que os governos possuem para fornecer aos consumidores informação clara e segura do ponto de vista das características ecológicas e éticas de um produto.

Rótulos e Etiquetas ambientais (de entre aquelas que são reconhecidas pelos governos)
1. Anjo Azul (Alemanha)
2. Etiqueta ecológica da U.E.
3. Selo Verde (E.U.A.)
4. Escolha pela Terra (Canadá)
5. Etiqueta Ambiental da China
6. Japão
7. Cisne Branco Nórdico
8. Áustria
9. Tailândia
10. Índia
11. Israel
12. Milijeukeur (Holanda)
13. Ambiente 2000 (Zimbabwe)
14. Coreia do Sul
15. Aenor (Espanha)
16. Etiqueta Verde da Tailândia
17. Etiqueta Verde (Hong Kong)

Mas tenha cuidado! Apenas alguns rótulos são oficialmente reconhecidos pelos governos e respondem a critérios restritos e credíveis.

De entre as mais conhecidos rótulos ecológicos da UE destacam-se o Anjo Azul alemão, o Cisne nórdico e o AB (agricultura biológica) francês.

Nos EUA, o sistema Energy Star é utilizado para informar os consumidores da eficiência energética das TIC. Este sistema é atualmente adoptado pela UE.

Empresas e governos estão sujeitos ao crescente escrutínio do público em geral.

Quanto mais as pessoas pressionarem as empresas a mudarem para métodos mais sustentáveis de produção e de marketing , maior é a probabilidade de estas mudarem.

Se os produtores quiserem manter a confiança dos consumidores têm de demonstrar que estão atentos às suas necessidades e preocupações.

COMPRAR
Não comprar nada é irreal, mas é essencial parar com o excesso de compras.
Antes de comprar, o que fazer?
Você decide como gasta o seu dinheiro. Escolha marcas amigas do ambiente e mais sustentáveis e passe uma mensagem forte aos supermercados e retalhistas. Aqui tem algumas sugestões:
* Pense antes de comprar. Pense naquilo de que necessita, não no que deseja.
* Leia os rótulos: se não contiverem informações claras e suficientes não tenha medo de perguntar.
* Seleccione produtos e serviços com rótulos ambientais e éticos.
* Sempre que possível, compre bens sazonais e produzidos localmente.
* Escolha produtos que contenham percentagens significativas de materiais reciclados ou componentes remanufacturados ou que sejam facilmente detrioráveis e/ou recicláveis.
* Compre diretamente. Se tiver acesso à Internet, compre ‘virtualmente’ sempre que puder e reduza nos transportes e na poluição relacionada com estes. Se for utilizada com inteligência, a Internet pode contribuir para o consumo mais sustentável.


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FONTE :
Texto de Brasil-PNUMA - Programa
http://www.brasilpnuma.org.br/pordentro/guia_consumo.pdf

Imagens:
http://www.brasilpnuma.org.br/pordentro/guia_consumo.pdf
http://assets.wwf.org.br/downloads/living_planet_report_2008.pdf
http://www.achetudoeregiao.com.br/ATR/Culinaria/culinaria.gif/piramide_veg.jpg
http://www.canalkids.com.br/meioambiente/sos/imagens/poluicao.gif
http://www.apartmenttherapy.com/ol-images/sf/uploads/nhcplogo5-3.jpg